A
T
E
L
O
B
R
O
como uma B
que sobrevoa um corpo no jardim
à-toa
gosto de relva e garoa
começo meio e fim
esta palavra que está em mim
como seiva e capim
que nasce indiferente ao defunto
que jaz na terra de pés juntos
presunto
no céu
da boca
a palavra é imaculada
calada
procura saída
como largata que ganhou asa
palavra que tem a boca como casa
inquieta, excitada
escapa
para dentro da fala
O silêncio revelador da página em branco e a sua exploração espacial.
Apesar do título (ETERNAmente) sugerir alguma ligação com a tradição
concretista, seu conteúdo implícito remete justamente uma direção
contrária, abstrata: o tempo e a alma.
A mente que se eterniza ao perder qualquer relação concreta, objetiva,
material e, assim, ao se desprender da própria palavra (em sua simples
estrutura e solidez), rompe qualquer vínculo com o movimento estético
concretista ao diluir inclusive a forma, fixando uma poética
essencialmente abstrata. E, é daí que o poeta constrói sua poética na
intenção de atingir uma transcendência além da estrutura formal para
falar da imortalidade da alma.
Mas, embora recorra a alguns princípios estéticos concretistas,
principalmente na desestruturação do discurso, cada verso e/ou palavra/
verso, através da sugestão, tenta levar a poesia ao campo metafísico,
além do tempo e espaço.
Eternamente, um poema em 100 páginas, ao contrário do isolamento
típico dos versos concretistas, segue um discurso interligado do
começo ao fim.
Eternamente é resultante do desafio do poeta diante do silêncio da
página em branco. O que ele pode encontrar ali? A sua alma? A sua
essência? A sua própria existência? A própria poesia?
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