Termina, assim, uma das novelas mais previsíveis desta campanha eleitoral. Tudo começou, quando o presidente Lula pediu ao governador Eduardo Campos (presidente do PSB, ao qual Ciro é filiado) que convencesse o amigo comum a retirar sua candidatura à presidência.
Na verdade, lá, bem atrás, recuando no tempo, veremos que Lula via com bons olhos a candidatura de Ciro que roubava um bom punhado de votos de José Serra. Entretanto, há dois meses, Lula vislumbrou a possibilidade de eleger Dilma já no primeiro turno. Então, a candidatura do cearense tonou-se inconveniente.
O governador Eduardo Campos cumpriu a risca a ordem, digo o pedido, do presidente, e simplesmente implodiu a candidatura de Ciro que, enfurecido, saiu (vocês devem estar lembrados) atirando para todos os lados, inclusive contra o próprio pé.
Vai daí que Ciro passou uns tempos na Europa esfriando a cabeça e voltou bem mais manso. Foi quando Lula, que detesta perder amigos, pediu a Eduardo Campos para que sondasse Ciro e armasse um encontro entre ele ( Lula) e o amigo agastado.
Não houve o encontro, apenas um telefonema que agendou um tête à tête que deverá ocorrer antes das eleições. Seja como for, as coisas estão apaziguadas e Ciro pôde ter certeza de que só não será um dos principais ou principal ministro de Dilma, se não quiser. Estes pormenores não são ditos em público e, por ventura, nem em particular. Mas os políticos tem um jeito especial de fazer com que eles se tornem implícitos.
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