PAI, prostro-me diante de Tua presença santa para agradecer, pois há exatamente uma semana atrás, Tu me acolheste em Teus braços, quase morto, devolvendo-me o fôlego divino.
Quando tombei desacordado, em meio daquela festiva carreata, imaginei ter chegado o momento da minha partida deste mundo. Porém, ao recobrar minha consciência, percebi que ainda respirava, mas, em face do profundo impacto com o asfalto abrasador, cheguei a temer por seqüelas definitivas em meu corpo, já que caí, sem qualquer proteção, expondo coluna e cabeça aos perigos do solo agressor. Uma discreta lágrima, nesse instante, rolou em minha face, motivada pelo remorso decorrente da minha irresponsabilidade, ao transitar na carroceria de uma caminhonete, em desacordo com a necessária segurança.
Foi nessa hora, Senhor, que Tu acalmaste minha alma. Ao ver o pânico estampado nos olhos de meus filhos, Tu me concedeste a tranqüilidade daqueles que repousam em Teus braços para acalmá-los e orientá-los sobre o que havia de ser feito. Tua santa companhia ao meu lado, naquele difícil momento, trouxe-me a lucidez necessária para evitar o inútil desespero, mesmo reconhecendo a gravidade das conseqüências que eventualmente sobreviriam em minha vida, a partir do meu ato impensado.
Semblantes carregados de preocupação, conhecidos ou não, cercaram-me de cuidados e atenção. Estranhamente, ao recobrar alguns movimentos, não senti o calor do asfalto e nem dores pelo corpo. Prontamente atendido, durante o caminho até o hospital, revi mentalmente várias cenas de minha vida e pude mais uma vez perceber o quão amado eu era por Ti, ó Senhor, que sempre permaneceu ao meu lado, inclusive nessa grave queda, em que certamente contei com o amparo dos Teus anjos para reduzir ao mínimo as lesões.
As demonstrações de atenção, carinho e cuidados que recebi quando hospitalizado foram decisivas para minha recuperação. O que então parecia improvável, ocorreu nos primeiros dias de internação, quando novamente comecei a andar, ainda que devagar e com dores. Todavia, Tu certamente ouviste as orações daqueles que pediam a minha recuperação. Além de devolver-me a vida, também impediste que feridas e a imobilidade tomassem contas do meu corpo.
Demonstro incontida emoção quando, sob os incrédulos olhares daqueles que sabem do meu recente acidente, reconheço que foram as Tuas mãos que me protegeram mais uma vez.
Por tudo isso, ó Pai da Salvação, Te louvo e agradeço, ao mesmo tempo em que, da mesma forma, Te peço que abençõe essa multidão de amigos e amigas que em suas orações tanto rogaram por mim. Tuas bênçãos de saúde, paz e prosperidade sejam perenes em suas vidas e na de suas famílias, assim como Teu amor divino. Guarda-nos de todo mal, ó Senhor da Glória!
Ao final, em nome de Jesus, Teu Filho amado, mais uma vez te agradeço, transcrevendo e meditando no texto do teu poderoso Salmo 121:
"Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé: aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda: o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal: Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre."
Amém!
Araxá, 04 de setembro de 2010,
Rogério Farah.
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