Internet. Ela defendeu a legalização
Se a página não for tirada do ar, a entrevista em que a candidata
petista à Presidência, Dilma Rousseff, defende a legalização do aborto
está aqui (http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1697826-1739-3,00.html
). Foi concedida a Carla Gullo e Maria Laura Nevesm da revista Marie
Claire. O título é "A mulher do presidente". Eu cometi um engano aqui.
Havia escrito que a entrevista era de 2007. Não é, não! É de abril de
2009, há pouco mais de um ano.
Dali a alguns meses, a Casa Civil tornaria publico o decreto com o
Programa Nacional dos Direitos Humanos, que trazia a legalização do
aborto como um… "direito humano", o que certamente assombra as áreas
da política, da filosofia, da religião, da moral e da lógica. E Dilma
estava muito à vontade porque, como se nota, falava com interlocutoras
que concordavam com ela.
Quando as tais "pesquisas qualitativas" indicaram que essa opinião
poderia não trazer votos e até tirar, então a "mulher do Lula"
resolver mudar de idéia e se comportar como "a mulher do pastor" — não
dá pra dizer "mulher do padre" porque não fica bem…
Então não venham agora alguns coleguinhas escrever coisas como: "O PT
combate o boato de que Dilma defende a legalização do aborto…" Ou: "Há
uma corrente na Internet segundo a qual Dilma defenderia a legalização
do aborto"…
Calma lá!
Em abril do ano passado, já candidata oficiosa, Dilma defendeu a
legalização do aborto. Não é boato! O futuro do pretérito, a depender
do caso, pode ser só o tempo verbal da história reescrita.
Trecho da revista:
MC Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do
aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram
favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a
senhora pensa sobre isso?
DR - Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se
sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser
justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão
de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que
morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o
assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de
preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos
mal-entendidos.
Por Reinaldo Azevedo
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