Pois é, fico pensando...como é isso de a saúde agora ter sua própria PKI, a RNP já tem a sua, o jurídico também devem ter a sua?, e os engenheiros? e a industria automobilística?
Me parece que só encarece e cria mais dificuldades, para o que já não é barato nem simples.
Ou estou enganado?
Luis Valle
Em 16/11/2010 15:30, Paulo Roberto de Lima Lopes escreveu:
Eduardo,
Existe uma iniciativa de PKI da RNP (ICP-EDU). Mas esta infra, pelo menos por enquanto não tem valor legal, a não ser em documentos inter-instituições (Universidades) que participam da Infra.
Mas, esta experiência poderia ser considerada como parte de uma solução a ser trabalhada inclusive juridicamente.
Um abraço,
Paulo Lopes
On 16/11/2010 00:25, Eduardo Takeo Ueda wrote:
--pessoal,eu acho que se desse para construir uma PKI da área de Saúde seria o ideal... claro que isso é caro, mas a longo prazo compensaria o investimento...eu conheço iniativas de grandes universidades no Brasil que já estão pensando nisso, criar sua própría PKI... claro que a primeira coisa que eles fizeram foi colocar na ponta do lapís o custo/benefício... mas chegaram a conclusão que vale a pena...infelizmente eu tenho a impressão que as coisas na área de saúde estão muito devagar nesse sentido... mas paciência né...abraços,Eduardo Takeo
Em 15 de novembro de 2010 23:04, Flavio Lichtenstein <flavio@anflatech.com.br> escreveu:
--Ola amigos,
Temos que lembrar que em hospitais não há só médicos! Hoje existe o SAE (sistematização de assistência de enfermagem) que é o prontuário dos Enfermeiros, e há profissionais como Farmacêuticos Clínicos, Psicólogos, Terapeutas, Nutricionistas, Assistentes Sociais, todos criando e lendo prontuários. Logo, todos teriam que possuir seu Certificado Digital.
Portanto, penso, que isto é algo improvável, em termos de custos, para o Brasil nos próximos anos, a menos que o governo banque (e será correto?): - principalmente para hospitais com poucos recursos que se esforçam em ter alguma informação digital.
Logo, como já foi aventado, podemos iniciar com um CD do prestador de saúde: hospital, UBS, etc e não um e-CRM.
Não devemos esquecer fatos deste tipo: "e se meu cartão for roubando, perdido ou esqueci em casa" o que fazer? Há muitos médicos que trabalham em 2 a 3 cidades e só voltam para casa uma a duas vezes por semana. Há médicos hoje dando laudos a distância e repercutindo efetivamente nas tomadas de decisões. Quem sabe por estes médicos podemos começar a exigir algo (?).
Portanto, muito temos ainda que discutir antes da implantação, senão deixaremos o Brazil ainda mais heterogêneo.
abr
Flavio Lichtenstein
Anflatech TIS - UNIFESP DIS
------------- Segue mensagem original! -------------
De: Luis de Almeida Valle
Data: Sat, 13 Nov 2010 12:10:26 -0200
A observação do Leonardo "além de não ter nada haver com o negócio em si da saúde" já responde.
Luis Valle.
Em 13/11/2010 12:01, Luis de Almeida Valle escreveu:Marcelo,
E se a instituição se constituir como uma AR ?
Luis
Em 13/11/2010 11:46, Marcelo Silva escreveu:Leandro,
Teoricamente até pode, mas o custo para a criação e manutenção de uma AC é muito, muito alto, além da grande complexidade e das muitas exigências envolvidas. Basta ver a pequena quantidade de ACs existentes no Brasil.
Marcelo Silva
-----Mensagem original-----
De: sbis_l@googlegroups.com [mailto:sbis_l@googlegroups.com] Em nome de Leandro Virgens
Enviada em: sábado, 13 de novembro de 2010 01:05
Para: sbis_l@googlegroups.com
Assunto: Re: [sbis_l] Projeto do e-CRM Digital do CFM
A todos,
O Hospital pode ser uma Autoridade Certificadora? Caso puder, acaba
com todos os problemas (creio), claro que o Hospital teria este custo.
Como é um caminho que todos tem que seguir com o GED (Prontuário
Físico - Legado), e para o GED tem que ter a certificação do documento
com ICP-BRASIL e tem que ter a fé pública no documento, hospitais não
vão querer contratar este serviço, o mais fácil vai ser as
instituições de saúde que puderem bancar, se tornarem AC.
Estou correto?
Em 12/11/10, Eduardo Takeo Ueda escreveu:
> Pessoal,
>
> ando meio ocupado pra variar. Bom, acho que dificilmente estou com muito
> tempo pra qualquer coisa que seja, mas andei lendo essa discussão de vocês
> sobre certificados digitais.
>
> Em média uma anuidade de certificado digital no Brasil fica em torno de R$
> 300,00 por pessoa. Então esse valor na fatura do Sabbatini pode ser
> considerado normal. Não acredito que vai ter certificado por R$ 1,99 pra
> ninguém.
>
> Chamo a atenção de todos para lembrar que uma Infra-estrutura de Chaves
> Públicas para que tenhamos todos esses certificados digitais no país é algo
> muito caro. Além disso, se vende a ideia que Certificado Digital é algo
> muito bom(o que não deixa de ser verdade), mas existem muitos problemas com
> eles ainda, não só no Brasil, pelo mundo todo.
>
> Não vou entar em detalhes, mas existem esquemas para cifração e assinatura
> SEM certificados. Infelizmente isso ainda está mais no âmbito acadêmico,
> inclusive tem pessoas no Brasil que estudam isso. De qualquer forma, como o
> Claudio lembrou, existe uma certa "exigência" jurídica para a adoção de
> certificados digitais.
>
> No meu ponto de vista pessoal, essa coisa de certificado digital para muitos
> é mais uma forma de ganhar dinheiro, pois realmente á uma mina de ouro. A
> motivação para muitos é financeira mesmo, daí a segurança é algo secundário.
> Estou criticando mas no momento não conheço uma solução que possa substituir
> os certificados digitais e ainda custar R$ 1,99 por pessoa.
>
> Ah, isso que a Rosane lembrou sobre carimbos de tempo: pra mim carimbo de
> tempo é só uma forma de tapar o sol com a peneira, maquiar um problema que
> continua lá presente, e ainda se cobra por isso né.
>
> É isso. Bom final de semana a todos.
>
> Eduardo Takeo
>
> Em 12 de novembro de 2010 23:37, Claudio Giulliano Alves da Costa <
> claudio.giulliano@gmail.com> escreveu:
>
>> Pessoal,
>>
>> Primeiro, quero lembrar que a exigência de certificados digitais é oriunda
>> de lei federal com a criação do ICP Brasil. O que o CFM e demais conselhos
>> fizeram foi uma especialização... ou seja, reforçaram a exigência de
>> certificação digital e criaram requisitos (Manual da SBIS) sobre
>> segurança,
>> estrutura, conteúdo e funciondalidades.
>>
>> Também é importante mencionar que se os custos fossem exclusivamente dos
>> Conselhos, só o CFM teria que pagar, vamos dizer R$ 200,00 por certificado
>> (considerando aí um belo desconto), daria R$ 200,00 x 330.000 médicos = R$
>> 66.000.000,00. Se não errei na conta, são 66 milhões de reais!!!
>>
>> Concordo e vamos pressionar, negociar... em conjunto com o CFM para que as
>> ACs passam oferecer preços mais atrativos.
>>
>> Vamos juntos!
>>
>> Cláudio Giulliano
>> SBIS
>>
>>
>> On Nov 12, 2010, at 4:53 PM, Renato M.E. Sabbatini, PhD wrote:
>>
>> Em 12/11/2010 15:03, Luis Gustavo Kiatake escreveu:
>>
>>
>> Com relação aos outros profissionais (enfermeiros/as, farmacêuticos/as,
>> fisioterapeutas, psicólogos/as etc), pelo que temos visto, tambem
>> assinarão
>> digitalmente as informações pelas quais são responsáveis. Dessa forma, as
>> instituições que buscam a eliminação completa do uso do papel, estão
>> contemplando a emissão de certificados para todos os profissionais que
>> atualmente já assinam em papel.
>>
>>
>> OK, Kia, são informações muito importantes. Certamente os hospitais
>> ficarão
>> ainda mais preocupados com os custos quando souberem que todos esses
>> profissionais precisam também assinar documentos digitalmente, com base no
>> NGS2, se a instituição de saúde quiser dispensar o papel (afinal, por
>> exemplo, não teria sentido o médico assinar digitalmente uma prescrição,
>> que
>> precisaria então que ser impressa se a enfermeira tiver que assinar ao
>> aviar
>> a mesma).
>>
>> Hoje veio uma fatura do meu Certificado Digital pessoal, em forma de
>> token.
>> Preço: 342 reais.
>> Imagine um hospital típico de médio porte, com 200 médicos, 300
>> enfermeiras, e mais uns 50 biomédicos e farmacèuticos, só pra começar.
>> Estamos falando em uma despesa de 550 x R$ 342 = R$ 188.100. Muito
>> significativa, e um forte obstáculo à adoção, se ela não passar a ser
>> obrigada pelo governo.
>>
>> Creio que uma idéia que poderiamos começar a trabalhar na SBIS é sugerir a
>> criação de uma linha de subsidio do governo (como fez o Obama) para essas
>> despesas.
>>
>> Sabbatini
>>
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Leandro Virgens
Bacharel em Ciência da Computação
Pós-Graduando em Qualidade e Governança em TI
Analista de Sistemas - Informática em Saúde
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