Re: [sbis_l] Projeto do e-CRM Digital do CFM

quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Vejo isto como fundamental para identificação do profissional que acessará o sistema, seria o verdadeiro perfil de usuário de saúde.

Antonio Pompilio Junior

Consultor - TI
Fone: (19) 3735-7133
pompilio@unimedcampinas.com.br
http://www.unimedcampinas.com.br
 
Esta mensagem é uma correspondência reservada. Se você recebeu por engano, por favor, desconsidere-a.
Esta instituição não se responsabiliza por opiniões ou declarações veiculadas através de e-mails.
Antes de imprimir pense no seu compromisso com o Meio Ambiente.

 

------------- Mensagem Original -------------
Data: Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010 06:25
De: Beatriz de Faria Leao < bfleao@gmail.com >
Para: sbis_l@googlegroups.com
Assunto: Re: [sbis_l] Projeto do e-CRM Digital do CFM
  
Será a mesma infra-estrutura da ICP Brasil. APenas se coloca a informação do CRM no certificado. O mesmo será feito para as outras profissões de saúde. O que tem que se garantir é a estrutura que será usada para estender o que já existe na ICP.
B.
On Nov 17, 2010, at 9:50 PM, Luis de Almeida Valle wrote:


Pois é, fico pensando...como é isso de a saúde agora ter sua própria PKI, a RNP já tem a sua, o jurídico também devem ter a sua?, e os engenheiros? e a industria automobilística?

Me parece que só encarece e cria mais dificuldades, para o que já não é barato nem simples.

Ou estou enganado?

Luis Valle
 

Em 16/11/2010 15:30, Paulo Roberto de Lima Lopes escreveu:
Eduardo,

Existe uma iniciativa de PKI da RNP (ICP-EDU). Mas esta infra, pelo menos por enquanto não tem valor legal, a não ser em documentos inter-instituições (Universidades) que participam da Infra.
Mas, esta experiência poderia ser considerada  como parte de uma solução a ser trabalhada inclusive juridicamente.

Um abraço,

Paulo Lopes

On 16/11/2010 00:25, Eduardo Takeo Ueda wrote:
pessoal,
 
eu acho que se desse para construir uma PKI da área de Saúde seria o ideal... claro que isso é caro, mas a longo prazo compensaria o investimento...
 
eu conheço iniativas de grandes universidades no Brasil que já estão pensando nisso, criar sua própría PKI... claro que a primeira coisa que eles fizeram foi colocar na ponta do lapís o custo/benefício... mas chegaram a conclusão que vale a pena...
 
infelizmente eu tenho a impressão que as coisas na área de saúde estão muito devagar nesse sentido... mas paciência né...
 
abraços,
 
Eduardo Takeo 

Em 15 de novembro de 2010 23:04, Flavio Lichtenstein <flavio@anflatech.com.br> escreveu:
Ola amigos,

   Temos que lembrar que em hospitais não há só médicos! Hoje existe o SAE (sistematização de assistência de enfermagem) que é o prontuário dos Enfermeiros, e há profissionais como Farmacêuticos Clínicos, Psicólogos, Terapeutas, Nutricionistas, Assistentes Sociais, todos criando e lendo prontuários. Logo, todos teriam que possuir seu Certificado Digital.

   Portanto, penso, que isto é algo improvável, em termos de custos, para o Brasil nos próximos anos, a menos que o governo banque (e será correto?): - principalmente para hospitais com poucos recursos que se esforçam em ter alguma informação digital.

   Logo, como já foi aventado, podemos iniciar com um CD do prestador de saúde: hospital, UBS, etc e não um e-CRM.

   Não devemos esquecer fatos deste tipo: "e se meu cartão for roubando, perdido ou esqueci em casa" o que fazer? Há muitos médicos que trabalham em 2 a 3 cidades e só voltam para casa uma a duas vezes por semana. Há médicos hoje dando laudos a distância e repercutindo efetivamente nas tomadas de decisões. Quem sabe por estes médicos podemos começar a exigir algo (?).

   Portanto, muito temos ainda que discutir antes da implantação, senão deixaremos o Brazil ainda mais heterogêneo.

abr

Flavio Lichtenstein
Anflatech TIS - UNIFESP DIS



------------- Segue mensagem original! -------------

De: Luis de Almeida Valle 
Data: Sat, 13 Nov 2010 12:10:26 -0200 
Para: sbis_l@googlegroups.com 
Assunto: Re: [sbis_l] Projeto do e-CRM Digital do CFM 



A observação do Leonardo "além de não ter nada haver com o negócio em si da saúde" já responde.

Luis Valle.


Em 13/11/2010 12:01, Luis de Almeida Valle escreveu:
Marcelo,

E se a instituição se constituir como uma AR ?

Luis


Em 13/11/2010 11:46, Marcelo Silva escreveu:

Leandro,

 

Teoricamente até pode, mas o custo para a criação e manutenção de uma AC é muito, muito alto, além da grande complexidade e das muitas exigências envolvidas. Basta ver a pequena quantidade de ACs existentes no Brasil.

 

Marcelo Silva

 
 
 

-----Mensagem original-----
De: sbis_l@googlegroups.com [mailto:sbis_l@googlegroups.com] Em nome de Leandro Virgens
Enviada em: sábado, 13 de novembro de 2010 01:05
Para: sbis_l@googlegroups.com
Assunto: Re: [sbis_l] Projeto do e-CRM Digital do CFM

 

A todos,

 

O Hospital pode ser uma Autoridade Certificadora? Caso puder, acaba

com todos os problemas (creio), claro que o Hospital teria este custo.

Como é um caminho que todos tem que seguir com o GED (Prontuário

Físico - Legado), e para o GED tem que ter a certificação do documento

com ICP-BRASIL e tem que ter a fé pública no documento, hospitais não

vão querer contratar este serviço, o mais fácil vai ser as

instituições de saúde que puderem bancar, se tornarem AC.

 

Estou correto?

 

Em 12/11/10, Eduardo Takeo Ueda escreveu:

> Pessoal,

> ando meio ocupado pra variar. Bom, acho que dificilmente estou com muito

> tempo pra qualquer coisa que seja, mas andei lendo essa discussão de vocês

> sobre certificados digitais.

> Em média uma anuidade de certificado digital no Brasil fica em torno de R$

> 300,00 por pessoa. Então esse valor na fatura do Sabbatini pode ser

> considerado normal. Não acredito que vai ter certificado por R$ 1,99 pra

> ninguém.

> Chamo a atenção de todos para lembrar que uma Infra-estrutura de Chaves

> Públicas para que tenhamos todos esses certificados digitais no país é algo

> muito caro. Além disso, se vende a ideia que Certificado Digital é algo

> muito bom(o que não deixa de ser verdade), mas existem muitos problemas com

> eles ainda, não só no Brasil, pelo mundo todo.

> Não vou entar em detalhes, mas existem esquemas para cifração e assinatura

> SEM certificados. Infelizmente isso ainda está mais no âmbito acadêmico,

> inclusive tem pessoas no Brasil que estudam isso. De qualquer forma, como o

> Claudio lembrou, existe uma certa "exigência" jurídica para a adoção de

> certificados digitais.

> No meu ponto de vista pessoal, essa coisa de certificado digital para muitos

> é mais uma forma de ganhar dinheiro, pois realmente á uma mina de ouro. A

> motivação para muitos é financeira mesmo, daí a segurança é algo secundário.

> Estou criticando mas no momento não conheço uma solução que possa substituir

> os certificados digitais e ainda custar R$ 1,99 por pessoa.

> Ah, isso que a Rosane lembrou sobre carimbos de tempo: pra mim carimbo de

> tempo é só uma forma de tapar o sol com a peneira, maquiar um problema que

> continua lá presente, e ainda se cobra por isso né.

> É isso. Bom final de semana a todos.

> Eduardo Takeo

> Em 12 de novembro de 2010 23:37, Claudio Giulliano Alves da Costa <

claudio.giulliano@gmail.com> escreveu:

>> Pessoal,

>> 

>> Primeiro, quero lembrar que a exigência de certificados digitais é oriunda

>> de lei federal com a criação do ICP Brasil. O que o CFM e demais conselhos

>> fizeram foi uma especialização... ou seja, reforçaram a exigência de

>> certificação digital e criaram requisitos (Manual da SBIS) sobre

>> segurança,

>> estrutura, conteúdo e funciondalidades.

>> 

>> Também é importante mencionar que se os custos fossem exclusivamente dos

>> Conselhos, só o CFM teria que pagar, vamos dizer R$ 200,00 por certificado

>> (considerando aí um belo desconto), daria R$ 200,00 x 330.000 médicos = R$

>> 66.000.000,00. Se não errei na conta, são 66 milhões de reais!!!

>> 

>> Concordo e vamos pressionar, negociar... em conjunto com o CFM para que as

>> ACs passam oferecer preços mais atrativos.

>> 

>> Vamos juntos!

>> 

>> Cláudio Giulliano

>> SBIS

>> 

>> 

>>  On Nov 12, 2010, at 4:53 PM, Renato M.E. Sabbatini, PhD wrote:

>> 

>>  Em 12/11/2010 15:03, Luis Gustavo Kiatake escreveu:

>> 

>> 

>> Com relação aos outros profissionais (enfermeiros/as, farmacêuticos/as,

>> fisioterapeutas, psicólogos/as etc), pelo que temos visto, tambem

>> assinarão

>> digitalmente as informações pelas quais são responsáveis. Dessa forma, as

>> instituições que buscam a eliminação completa do uso do papel, estão

>> contemplando a emissão de certificados para todos os profissionais que

>> atualmente já assinam em papel.

>> 

>> 

>> OK, Kia, são informações muito importantes. Certamente os hospitais

>> ficarão

>> ainda mais preocupados com os custos quando souberem que todos esses

>> profissionais precisam também assinar documentos digitalmente, com base no

>> NGS2, se a instituição de saúde quiser dispensar o papel (afinal, por

>> exemplo, não teria sentido o médico assinar digitalmente uma prescrição,

>> que

>> precisaria então que ser impressa se a enfermeira tiver que assinar ao

>> aviar

>> a mesma).

>> 

>> Hoje veio uma fatura do meu Certificado Digital pessoal, em forma de

>> token.

>> Preço: 342 reais.

>> Imagine um hospital típico de médio porte, com 200 médicos, 300

>> enfermeiras, e mais uns 50 biomédicos e farmacèuticos, só pra começar.

>> Estamos falando em uma despesa de 550 x R$ 342 = R$ 188.100. Muito

>> significativa, e um forte obstáculo à adoção, se ela não passar a ser

>> obrigada pelo governo.

>> 

>> Creio que uma idéia que poderiamos começar a trabalhar na SBIS é sugerir a

>> criação de uma linha de subsidio do governo (como fez o Obama) para essas

>> despesas.

>> 

>> Sabbatini

>> 

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Leandro Virgens

Bacharel em Ciência da Computação

Pós-Graduando em Qualidade e Governança em TI

Analista de Sistemas - Informática em Saúde

 

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