Somos seres da posse. Aquilo que possuímos determina a forma que
pensamos. Se nada tivéssemos ainda estaríamos pensando como os homens
das cavernas. Não se trata apenas de acúmulos de bens, mas de todos os
artefatos materiais facilitadores à sobrevivência do nosso dia a dia e
à ampliação do nosso conhecimento.
O abismo mental entre os que têm prosperidade material e os que vivem
em completa carência é considerável e é um purismo afirmarmos o
contrário, de que somos corrompidos pela posse. A ausência material
corrompe também a nossa moral. É uma questão de sobrevivência.
No geral, a pobreza material tende a gerar e nutrir a pobreza
espiritual. Mas, também a pobreza espiritual gera e nutre a pobreza
material. Isto implica deduzir que o nosso estado mental constrói o
nosso universo espiritual e material, tanto individual quanto
coletivamente.
Contudo, sabemos que é muito difícil o controle sobre a nossa mente
principalmente quando as condições materiais são adversas. Além do
mais, carregamos heranças e crenças que são um empecilhos à criação
mental positiva.
E, nesta, roda poucos conseguem sair. A maioria torna-se produto do
meio, refletindo todos os vícios e limitações que as circunstâncias
impõem. Não haveria evolução coletiva e individual sem boas condições
materiais. As exceções são apenas exceções e não a regra. Sem
condições materiais todo processo evolutivo sofreria sérias
limitações.
Verdade que o simples acúmulo material não implica evolução
espiritual, ao contrário. Contudo, não teríamos como evoluir (tanto
individual quanto coletivamente) sem alguns artefatos.
Todavia, tudo tem que ocorrer com harmonia e equilíbrio em todos os
aspectos.
Vivemos a era do consumo e, neste ponto, é preciso muita cautela,
pois, o fato de ter este ou aquele objeto tão-somente não implicará
numa melhoria espiritual (às vezes, ocorre justamente o contrário). A
nossa sociedade de consumo corrompeu (ou acerbou esta questão).
É verdade que, num determinado ponto de sua evolução, o ser humano ver
os bens materiais apenas como algo superficial e, portanto, desenvolve
todo um processo de desapego, tornando-se livre de tudo que não seja
ele mesmo. Porém, assim como o ego o conduziu até certo ponto e depois
teve que ser abandonado, pois, passou a ser um impedimento ao
crescimento espiritual. Assim também o desejo pelos bens materiais
precisou acontecer para que o ser humano saísse do seu estado
primitivo e, assim, alcançasse algum grau de evolução (seja pela
produção de acessórios auxiliares ao seu desenvolvimento físico e
mental ou mesmo a produção de artefatos mais refinados como livros que
produziram, disseminaram e modificaram ideias).
Verdade que a sociedade de consumo estimula a ganância, a inveja, a
ambição desmedida, etc, mas, é inocência, senão tolice contrapor
crescimento espiritual às necessidades materiais básicas e
imprescindíveis. Negar a matéria e os bens materiais não é prova de
sabedoria espiritual, afinal, toda criação divina ocupa todos os
planos (espiritual e material) e a prosperidade não é sinal de atraso,
embora seja verdade que também não é medida avaliarmos sucesso
espiritual, no entanto, sem alguns recursos materiais estaríamos
(individual e coletivamente) inegavelmente atrasados em todos os
planos.
Hideraldo Montenegro
leia o livro A PONTE CÓSMICA
http://www.simplissimo.com.br/store/a-ponte-cosmica.html
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