Eu particularmente compartilho da opinião de outros especialistas (ver
artigo em anexo) de que registros eletrônicos em saúde são uma
intervenção em saúde, assim como medicamentos e exames laboratoriais, e
deveriam ser avaliados não depois, mas *antes* da sua implementação.
Senão, podem acontecer coisas como essas aqui:
http://iig.umit.at/efmi/badinformatics.htm
Quanto a procurar as empresas, não é assim que o capitalismo funciona. O
capital não se auto-regula. Historicamente, o único instrumento
eficiente de regulação tem sido o Estado nacional ou seus consórcios
(ONU, FMI etc).
Um abraço, Luciana.
Em 13/03/2011 11:49, Sergio Ribeiro da Cruz escreveu:
> Excelente, Luciana!
>
> Depois de lançada uma solução, como essa do Bradesco e outras sempre
> comentadas aqui, a SBIS ou os especialistas dessa lista não podem
> procurar essas empresas? Ver se estão aderente e se poden ser melhores?
>
>
> Sergio Ribeiro da Cruz
>
> On 13/03/2011, at 11:38, Luciana Tricai Cavalini <lutricav@vm.uff.br>
> wrote:
>
>> Oi Sergio,
>>
>> Se estas empresas me procurassem, eu as encaminharia para a empresa que
>> é nossa parceira na transferência de tecnologia do nosso projeto
>> (https://launchpad.net/mlhim). O Projeto MLHIM é aderente ao estado da
>> arte das normas nacionais e internacionais da área de informática
>> em saúde.
>>
>> Nós temos condições de oferecer resultados práticos em poucos meses.
>>
>> Um abraço, Luciana.
>>
>>
>> Em 13/03/2011 11:11, Sergio Ribeiro da Cruz escreveu:
>>> A SBIS ou os especialistas que participam desta lista não podem procurar
>>> estas empresas para oferecer ajuda no sentido de garantir que padrões,
>>> normas e leis sejam seguidos, ou implementados em versões futuras destas
>>> soluções?
>>> Imagino que poderia render muitos resultados mais práticos do que as
>>> exposições que vemos aqui de profundos conhecimentos teóricos, e só
>>> teóricos.
>>>
>>> Será que estas empresas não têm carência de profissionais com todo esse
>>> conhecimento, ao mesmo tempo que têm urgência estratégica de lançar
>>> soluções e também ao mesmo tempo em que não há fiscalização?
>>>
>>> Ir até quem pode ser mais um divulgador de padrões, utilizados em casos
>>> reais nas condições reais brasileiras me parace um caminho muito mais
>>> interessante, eficiente e efetivo. Afinal, a vida continua e, continua
>>> capitalista.
>>>
>>> Sergio Ribeiro da Cruz
>>>
>>> On 13/03/2011, at 08:29, Jussara Rotzsch <jussara.macedo@gmail.com>
>>> wrote:
>>>
>>>> É um prontuário pessoal, para uso do beneficiário, de acordo com a
>>>> reportagem,. Muitos planos já oferecem esse tipo de serviço, que é de
>>>> uso "opcional". Resta saber se eles se preocuparam com padrões e
>>>> interoperabilidade, para a portabilidade dessas informações, mas
>>>> sobretudo com a leislação e regras de segurança e privacidade, haja
>>>> visto que e sendo um prontuário gerenciado pelo paciente,portanto não
>>>> abrangido pelas resoluções do CFM epelo manual de RES do SBIS/CFM,
>>>> não podemos certificar esse tipo de software , consequentemente não
>>>> poderemos garantir que esss informações não podem ser vistas ou
>>>> alteradas por pessoas não autorizadas e resultar em riscos á saúde e
>>>> outros prejuízos ao paciente.
>>>>
>>>> Essas soluções tendem a proliferar, como forma de as operadoras terem
>>>> acesso a informações diretamente do paciente, contornando assim
>>>> as dificuldades que elas têm tido, de obtê-las diretamente dos
>>>> profissionais de saúde. Em princípio, acho que isto empondera o
>>>> cliente e pode contribuir para que ele controle melhor suas condições
>>>> de saúde, mas lembro que nos EUA, elas surgiram juntamente com os HSA,
>>>> misto de planos de saúde e previdência, onde o indivíduo que poupar,
>>>> isto é, se ele NÂO USAR os serviços de saúde cria uma poupança que
>>>> pode ser utilizada posteriormente. Esses planos podem também
>>>> significar risco para o paciente, pois ele, pode evitar ou retardar
>>>> contato com os profisisonais de saúde, para não usar sua ´poupança e
>>>> isso pode por em risco sua saúde. O prontuário pessoal e as redes
>>>> sociais podem representar, nese caso, também o risco de automedicação.
>>>>
>>>> A propostade criação de um plano commessas características no Barsil
>>>> já foi levada para discussão na agenda regulatória da ANS, pela
>>>> Fenasaúde, que representa vários planos de saúde, entre eles o
>>>> Bradesco. É crucial, portanto, que avancemos prontamente, na
>>>> legislação nacional de padrões nacionais de informação em saúde para
>>>> certificação de todos os softwares que coletem, armazenem ou
>>>> disseminem informações em saúde e que aprovemos uma lei específica
>>>> de privacidade de informações em saúde, como a HIPAA, que foi criada
>>>> justamente para reglamentar a troca de informações em saúde no setor
>>>> de planos de saúde americanos.
>>>>
>>>> bom domingo a todos
>>>>
>>>> Jussara
>>>>
>>>> 2011/3/12 ldiamante <ldiamante@anasazi.com.br>
>>>> Prontuário Eletrônico ????? do Bradesco Saúde ????? É melhor dar uma
>>>> lida para entender !!!
>>>>
>>>> http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=31852:bradesco-saude-concierge-oferece-servico-de-prontuario-eletronico&catid=45:cat-seguros&Itemid=324
>>>>
>>>>
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>>>> Jussara Rötzsch
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