Eu concordo com você em tese, mas há alguns conceitos que talvez mereçam
melhores esclarecimentos para a comunidade desta lista.
Quando a gente fala em "arquitetura de RES", pode dar a impressão de que
nós estamos falando de um sistema monolítico, como algumas das propostas
que concorrem para ser "padrão" (termo impreciso) para os sistemas
nacionais.
Por isso, eu não adoto o termo; prefiro usar "especificações", que podem
se tornar uma "norma" através de um processo democrático e participativo.
Isso reduz a possibilidade de se adotar, de canetada, um aplicativo
único do Oiapoque ao Chuí, do Posto de Saúde da Família de Quixeramobim
ao Hospital Albert Einstein. O que não significa que os cidadãos não
percorram o sistema desde este Posto de Saúde até o referido Hospital.
Consequentemente, os extratos de informação precisam transitar entre os
diferentes aplicativos de todos os serviços de saúde que o cidadão
frequenta e serem válidos em todos eles.
Parece um paradoxo, mas ele já foi superado faz mais de uma década por
desenvolvedores de especificações. Não vou citar nomes porque não faço
merchandising em listas de discussão.
E minha experiência tem me mostrado que um PHR, ou qualquer aplicativo
em saúde, não "é" um extrato, mas precisa ser capaz de enviar quantos
extratos de informação forem requeridos para qualquer outro aplicativo
que persista dados de um determinado cidadão.
Mas tirando esses aspectos de ordem conceitual, eu tenho mais
concordâncias do que discordâncias com o seu ponto de vista.
-- Luciana
Em 25/06/2011 17:16, Jussara Rotzsch escreveu:
> Perfeito, Luciana, um PHR só tem valor se for acessivel ,por isso acho que
> ele faz parte de uma arquitetura de RES. Para mim ele é um extrato, que pode
> ter uma area só do individuo
>
> 2011/6/25 Luciana Tricai Cavalini <lutricav@vm.uff.br>
>
>> De fato, a única questão com a qual eu realmente me importo é: qual é o
>> valor de um PHR que é um outro "silo de dados" que não pode enviar
>> extratos de informação válidos para nenhum outro registro eletrônico do
>> mesmo indivíduo?
>>
>> -- Luciana
>>
>>
>> Em 25/06/2011 14:16, Renato M.E. Sabbatini, PhD escreveu:
>>> Em 25/06/2011 13:16, Luciana Tricai Cavalini escreveu:
>>>> Mesmo Google, não conseguiu manter um PHR:
>>>> Algo para a gente pensar.
>>> Bem, é dificil mesmo conseguir escala em projetos de PHR. Veja uma
>>> discussão interessante em
>>> http://www.healthcareitnews.com/blog/musings-phrs-consumer-engagement
>>>
>>> Dezenas de outros PHRs têm sobrevivido nos EUA, e até um ou dois no
>>> Brasil. Vão ser sempre bem anêmicos, pois se os médicos não utilizarem
>>> também, o PHR não vai pegar. Somente fanáticos por sua saúde, ou de
>>> alguém que tenha uma doença crônica de dificil controle, tem paciência e
>>> persistência para manter um registro de saúde on-line (eu tenho, e sou
>>> um usuário contumaz e satisfeito do Google Health, mas confesso que é
>>> por interesse científico mesmo, não me acrescentou nada).
>>>
>>> O problema do Google é financeiro e ético: como ele vive daqueles
>>> anuncinhos, não pode fazer isso de uma forma ética e que não ensejasse
>>> reações pelas autoridades, de colocar anúncios relacionados à saúde (e
>>> cientificamente válidos, o que é dificil de controlar na selva que é a
>>> Internet). Além disso teria que ter milhões de usuários, pois a taxa de
>>> cliques é muito, muito baixa. Os primeiros sponsors pularam fora
>>> rapidinho do Google Health.
>>>
>>> Vamos ter uma palestra e interessante discussão no Ciclo de Seminarios
>>> de TI em Saúde da SBIS, com o Dr. Hervaldo Sampaio, da UNB, um dos
>>> pioneiros de PHR no Brasil.
>>>
>>> Abs
>>> Sabbatini
>>>
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