Re: PALAVRAS PODEM EVITAR GUERRAS; desde que...

sábado, 27 de agosto de 2011
Celso

Achar que o Capitalismo Mundial e sua rede de corrupção e domínio é fruto de alguma ação amadora, é um pouco demais para a minha sacoleta.

recomendo dois livros: Ensaios contra a Ordem, de james petras onde ele descreve com maestria os mecanismos de cooptação e corrupção que os donos do capital se utilizam. E assassinos econômicos de john...que vai pelo mesmo caminho. Recomendo que vejas O Poderoso Chefão II de Francis Ford Coppola e lembre-se que "a vida imita a arte..".

Raymundo 


--- Em sáb, 27/8/11, Celso Afonso Brum Sagastume <celsoabs@plugnet.psi.br> escreveu:

De: Celso Afonso Brum Sagastume <celsoabs@plugnet.psi.br>
Assunto: Re: PALAVRAS PODEM EVITAR GUERRAS; desde que...
Para: "raymundo araujo" <raymundoaraujobr@yahoo.com.br>
Data: Sábado, 27 de Agosto de 2011, 17:02


Quem detêm o Capital e os meios de produção mundiais, a posse da terra e dos meios de comunicação são tantos e diversos que na maioria das vezes são concorrentes. Não existe nenhum complô para mandar no mundo - isso é besteira da ficção (veja o texto no final...).

As pessoas são reflexos das sociedades onde vivem - inclusive de seus valores - é por isso que um texto filosófico (como a carta do Sepé - mesmo que não fosse dele) pode fazer refletir sobre que valores estamos vivendo.

Duvido que exista qualquer pessoa (mesmo o pior tirano de todos os tempos) que admita publicamente ser um ladrão, covarde, parasita, etc. Até mesmo os piores parasitas da história procuraram se justificar. Os reis e nobres muitas vezes se colocavam a favor do povo, nem tanto por ideologia 'nobre' mas por interesse em se manter no poder - se o povo fosse uma ameaça, ou para obter maior apoio. Maquiavel ensinou um pouco disso...

É claro que também houveram nobres e heróis que realmente lutaram por justiça - mas são raros. E justamente por serem raros, ou mesmo que não tenham sido tão nobres, que a ficção - como o cinema e a literatura - pode, e deve exaltar suas virtudes para que possam servir de exemplo.

É como eu disse antes: as pessoas são reflexos das sociedades onde vivem - inclusive de seus valores. Se os valores forem apenas de dinheiro - e na maioria das vezes são - as pessoas (os políticos) podem se justificar (pelo menos para eles) quando roubam e se corrompem. E quanto mais houverem exemplos de corruptos presos ou se dando mal, menos as pessoas vão querer roubar...

Abaixo seguem mais argumentos...


AS PESSOAS MAIS RICAS DO MUNDO

Neste texto vou tentar explicar porque me considero uma das pessoas mais ricas do mundo, mesmo tendo pouco dinheiro, e mostrar que você também pode ser uma delas - talvez até já seja e ainda não sabe...

Vou começar fazendo um comentário sobre algumas das pessoas consideradas como as mais ricas do mundo - ricas de dinheiro, é bom que isso fique claro.
Bill Gates criou uma Fundação e doou bilhões para caridade. Coitado, não sabe que não adianta doar bilhões para caridade se não for feito o que é necessário para acabar com os problemas sociais... Aliás, parece que não falta dinheiro, nem gente, para fazer coisas que não resolvem - se resolvessem já tinham resolvido - enquanto o que precisa ser feito permanece por ser feito... Algumas doações, quando mal aplicadas, chegam até incentivar (aumentar) a miséria - o maior e mais urgente problema da humanidade, hoje, junto com as mudanças climáticas. O problema é que Bill Gates e muitos ricos filantrópicos não sabem como acabar com a miséria e acham que apenas dinheiro vai resolver alguma coisa.
Ouvi dizer que o bilionário Warren Buffett (o mais rico do mundo no ranking de 2008) leva uma vida tão ou mais simples do que a minha. Ele também doou bilhões para caridade; mas existem outros que constroem castelos, palácios e gastam fortunas em coisas inúteis ou extravagantes. Outros, ainda, investem em impérios financeiros e levam uma vida estressada - de olho nos negócios. A maioria destes, não dorme direito e nem tira férias - são escravos de suas fortunas.

Acho que já deu para perceber que não basta ter muito dinheiro e não saber usar da melhor maneira. Mas o melhor de tudo é que ninguém precisa de muito dinheiro para ser muuuuuito rico. Existem outros tipos de riquezas que nem o dinheiro pode comprar...

Não tenho dúvida de que a coisa mais importante, e que tem maior valor, é o CONHECIMENTO. Mas não é qualquer conhecimento; é o conhecimento que pode melhorar o mundo e a nossa vida... Além deste conhecimento (teórico) ainda podemos acumular experiência de vida (conhecimento prático), ou simplesmente Viver (aproveitar) a vida: viajando, se divertindo, conhecendo outros mundos, outras pessoas e culturas... Eu não trocaria a minha experiência de vida por nenhuma fortuna em ouro. Conheço bem a minha cidade, as belezas naturais da minha região, o meu país, e também conheço um pouco da América Latina - até o extremo sul da Patagônia. Outros países, que ainda não tive o privilégio de visitar, conheço por fotos, revistas ou pelo cinema - um dia chegarei lá...

Também já participei de algumas das maiores festas do mundo - inclusive a maior: o Carnaval do Brasil (de Laguna-SC à Olinda-PE, ou do Rio de Janeiro a Salvador); e tive a oportunidade de participar de vários encontros mundiais - como a ECO-92, o Fórum Social Mundial e o Festival Mundial da Paz - onde conheci de perto a diversidade cultural dos povos do planeta. Detalhes de tudo isso, e muito mais, estão na minha Autobiografia - que está disponível gratuitamente para quem estiver interessado...
Apesar de ganhar, em média, pouco mais que um salário-mínimo por mês, eu tenho dinheiro e tempo para fazer tudo o que quero. Ganho pouco e gasto menos ainda. Não tenho filhos nem carro para sustentar; não tenho vícios - não preciso de droga nenhuma para viver, e tenho pena do pobre coitado que precisa. Faço o dinheiro dar e sobrar... O dinheiro que sobra boto na poupança e, de vez em quando (uma ou duas vezes por ano), faço uma viagem mais longa por outros estados ou países. ¿Como consigo o 'milagre' de viver bem ganhando pouco? Simples: tenho CONHECIMENTO. Na verdade, com o conhecimento que tenho poderia ganhar muito mais, mas o meu tempo livre vale muuuuito mais do que dinheiro. ¿E pra quê mais dinheiro se vivo bem com o que tenho?

A segunda coisa mais valiosa que existe são os amigos. Quem tem amigos verdadeiros tem quase tudo - e eu tenho muitos... E todos os meus amigos são tão ricos quanto eu; e eu sou tão rico quanto meus amigos - somando tudo, é uma fortuna incalculável! Até porque eu tenho alguns amigos que moram em coberturas de apartamentos de luxo e outros que moram em favelas. Não importa o que eles têm, em dinheiro ou patrimônio, mas, principalmente, as nossas afinidades e as qualidades pessoais de cada um: uns tocam violão, outros contam piadas, outros aplaudem...
Cada amigo é um companheiro de Vida; e Viver é o que importa!

Mas a minha 'fortuna' vai muito além de conhecimento e amizades. Também tenho cultura. Tenho acesso a boa música (quase todas), bons filmes, bons livros... ¿Quê mais eu posso querer da vida? Tudo! Tudo que a vida puder me dar - ou que eu esteja disposto a pagar o preço... Afinal: estar satisfeito é se acomodar; e se acomodar é perder a razão de viver. E eu pretendo Viver até o meu último dia - seja ele amanhã ou daqui a 100 anos.

Qualquer um que tenha conhecimento, cultura, experiência de vida, bons amigos, uma boa família, um trabalho honesto e que não tenha dívidas, pode se considerar uma pessoa rica. Quem ainda não tem um trabalho digno ou tem dificuldades em administrar seus gastos, busque mais conhecimento... Também busque uma sociedade melhor e mais justa; onde todos tenham acesso ao conhecimento, à cultura, a um trabalho digno; e onde a riqueza de cada um seja conseguida unicamente por seus méritos - para que tenha algum valor. Pois as coisas tem o valor que a gente dá a elas...

Finalizo esta reflexão com um poema que fiz há algum tempo:

OS DONOS DO MUNDO

Tudo que não tem dono, é meu.
O céu, o sol, as montanhas, as florestas...
Na verdade, não são só minhas;
São de todos os que sabem dar valor às belezas do mundo.

Por isso, metade do mundo é meu.
A outra metade, é dos meus amigos...
E o que é meu é deles; e o que é deles é meu.
E juntos, somos os donos do mundo!


¿QUEM É QUE MANDA NO MUNDO?

Segundo algumas teorias conspiratórias o mundo seria governado por um grupo superpoderoso que tudo controla e manipula conforme seus interesses hediondos... Tudo besteira! Estas teorias podem servir muito bem para filmes de suspense e livros de ficção - que, aliás, fazem muito sucesso - mas não têm  quase nada a ver com a realidade.

Quem tem dinheiro e poder manda, mas não no mundo, no máximo em seus empregados - e não esqueçam de que a escravidão (aquela que permitia torturar e matar) acabou faz tempo. Grupos organizados, ocultos ou não, certamente existem e influenciam em leis e na administração pública; certamente que procuram impor suas crenças e ideologias; e até tiveram importância em algumas decisões históricas. Mas a diversidade de idéias, crenças e interesses, muitas vezes antagônicos, garante um certo equilíbrio quanto aos rumos da sociedade. Ou seja: nenhum grupo isolado, por mais poderoso que seja,  consegue controlar ou manipular muita coisa - muito menos o mundo todo. Isso sem falar no "custo x benefício" e sem considerar uma premissa que diz que "é quase impossível sustentar uma mentira por muito tempo".

Basicamente, existem dois tipos de poder: o poder conquistado pela competência e o poder imposto pela força. A história nos mostra que o poder imposto pela força, na maioria das vezes, foi derrubado também pela força - e muitos 'poderosos' acabaram na 'guilhotina' (como Luís XVI). O poder conquistado pela competência é consentido e/ou apoiado pela maioria. Uma empresa só consegue crescer (e ter poder) se conseguir agradar seus clientes. Um governante, ou partido político, só consegue se manter no poder se conseguir agradar seus eleitores. Alguém poderia dizer que ao invés de "agradar", pode-se "enganar" clientes ou eleitores - mas podem ter certeza de que "agradar" geralmente é muito mais fácil e, principalmente, mais seguro do que "enganar"... Por isso, nos dias de hoje, para que alguém, ou algum grupo alcance o poder, tem que ter competência; tem que conseguir agradar. E quanto mais agradar, mas poder terá. A tendência, em nosso tempo, é de que o poder absoluto (dos ditadores, por exemplo) está com os dias contados; pois a história também nos mostra que este tipo de poder muitas vezes resultou em tragédias - como os genocídios de Hitler, Mao Tse-tung, Idi Amin, etc.

Hoje, na maior parte do mundo, os 'poderes' dos 'poderosos' estão limitados por leis e pelos direitos individuais. Pelo menos no Brasil, e na grande maioria dos países, existem as liberdades individuais. Os Estados mais desenvolvidos não se intrometem, ou não deveriam se intrometer, em questões íntimas ou pessoais dos cidadãos, como: liberdade de idéias, crença ou religião; liberdade de escolher seu modo de vida; liberdade de decidir sobre sua própria vida e sobre sua própria morte (eutanásia); etc. As leis devem existir para garantir as boas relações entre as pessoas, grupos, etnias, empresas, etc., e não para impor nenhuma crença ou 'controle' desnecessário sobre as pessoas.

Já escrevi, em textos anteriores, que em nossos dias o maior poder, em relação aos rumos da humanidade, está nas mãos da grande mídia - que sofre influência de muitos grupos e pessoas que detém poder político e/ou econômico, mas que está longe de ser totalmente 'manipulada'; pois tem seus próprios interesses como: ter idoneidade, ter responsabilidade e ser imparcial, para que tenha crédito junto à sociedade - requisitos indispensáveis para competir com a concorrência.

Mesmo que hoje "O Poder" esteja diluído entre uma infinidade de interesses individuais ou de grupos, e não pertença a nenhum grupo exclusivo, possuir algum poder acarreta em ter responsabilidade sobre os rumos da humanidade. E quanto maior é o poder, maior é a responsabilidade. A grande mídia, os grandes empresários, políticos de Estado, personalidades famosas, grandes grupos e organizações..., todos estes são os grandes responsáveis pelos rumos da nossa sociedade. Se os problemas sociais ainda existem - e prejudicam a todos, e não beneficiam quase ninguém - estes grupos de 'poderosos', que na sua maioria também estão sendo prejudicados, deveriam prestar mais atenção a quem diz que sabe resolvê-los, pois sua responsabilidade será cobrada - mais cedo ou mais tarde...

Finalizo este texto com a seguinte constatação: NADA TEM MAIS PODER NUMA SOCIEDADE DO QUE UM GRUPO ORGANIZADO. Se você quer ter algum poder para mudar o que está errado no mundo, crie, ou participe de algum grupo - seja de ecologistas, pacifistas, consumidores, cidadãos, ou qualquer outro - pois só assim você vai ter o poder necessário para mudar alguma coisa. Mas se você é do tipo que só sabe reclamar, sem nada fazer, então esqueça. Continue com a mesma desculpa de que "nada podemos fazer contra os poderosos".


Celso Afonso Brum Sagastume
E-Mail: celsoabs@plugnet.psi.br
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> Se você não receber resposta de alguma mensagem escrita para mim, é porque ocorreu algum problema de envio - eu jamais deixo de responder mensagens que exijam respostas. Porém, eu costumo demorar de 2 a 3 dias (ou mais) para responder uma mensagem.
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----- Original Message ----- From: "raymundo araujo" <raymundoaraujobr@yahoo.com.br>
To: "Celso Afonso Brum Sagastume" <celsoabs@plugnet.psi.br>
Sent: Thursday, August 25, 2011 11:10 AM
Subject: Re: PALAVRAS PODEM EVITAR GUERRAS; desde que...


Celso

Não me julgues um ignorante. Considero que a sociedade, sim, está dividida em Exploradores e Explorados. Mas não considero que uns os explorados são "bonzinhos". Há gente nesta categoria contaminda com o sentimento e psicopatia dos exploradores. Como exploradores, não refiro-me exatamente a quem emprega um motorista, uma secretéria, um estafeta, ou coisa assim. Exploradores são aqueles que detêm o Capital e os meios de produção mundiais, a posse da terra e dos meiso de comunicação, em forte esquema combinado, que assaltam o Estado o sequestrando aos seus interesses palmo a palmo o Poder.

Achar que os Reis de espanha se comoveriam a ponto de romper com a estrutura de Poder que os sustentavam é, continuo afirmando, um apeça de concepção idealista da história, incompatível com os fatos.

Raymundo


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