Re: [sbis_l] Mercado de trabalho para TI em Saúde explode (.... mas nos EUA)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012
André,

Não quero alongar por demasia essa discussão. Já está suficientemente claro que há diversos interesses diferentes e visões de negócio divergentes todas adequadamente manifestas aqui na lista.

Novamente, vou discordar do seu ponto baseado em uma visão que, admito, não é real nesse momento.
Acho que os sistemas "bancários" de prontuário se prestam bem a sua proposta dos profissionais de saúde na extremidade da assistência servirem como consultores para que o desenvolvedor balize sua ferramenta.
Contudo, para a visão que eu tenho que deveria ser o ideal (para não repeti-la aqui vou usar o Blog da Leandra - posso?:  http://timedicina.blogspot.com.br/2012/09/desabafo-de-um-medico-sobre-o.html#links ) devia ser diferente.
Um profissional híbrido como eu chamo não estaria estanque no desenvolvimento e depois volta para a assistência é lá fica, trabalhando em um prontuário cristalizado até novos upgrades.
Falo em alguém que auxilie em tempo real a assistência dos colegas, que analise alarmes e indicadores, que veja do prontuário trajetórias e probabilidades. E pór que não calibre ferramentas de apoio à decisão, ajude o sistema a optar por exemplo a direcionar leitos de internação eletiva para a Emergência quando da superlotação desta, mas que faça exceções conforme gatilhos clínicos prioritários (uma cirurgia oncológica, por exemplo).
Para esse nível de sofisticação acho que o futuro vai requerer os profissionais híbridos - no desenvolvimento e na manutenção da gestão do negócio.

Mas de fato, enquanto o objetivo for os sistemas "bancários", repetindo processos firmados (não "servo mecanismos") estamos bem assim como estamos.

Em terça-feira, 25 de setembro de 2012 08h27min49s UTC-3, Andre Mena Avila escreveu:

Bom dia,

Com relação ao que o João Marcelo perguntou sobre um médico dedicado à função e sua participação na equipe de desenvolvimento, acho que o profissional de saúde envolvido com o processo em que está sendo desenvolvida a solução (não só o médico) tem de participar do processo de desenvolvimento com seu conhecimento do negócio no apoio à definição dos requisitos, esclarecimento de dúvidas, validação e como facilitador para implantação das soluções. Para isso acho não ser necessário estar dedicado à função, até pelo fato de que deixaria de estar no lado da assistência.

Com relação à questão salário em TI, concordo com o Sabbatini, o diferencial está nos conhecimentos adquiridos pelo profissional, no networking que ele mantém, mas também onde ele busca as oportunidades ou é buscado por elas. Existem estados como RS e SP onde a procura é grande por empresas globais e os salários são bem atrativos (TI em geral).

Com relação à regulamentação da profissão de informática, acho que esse não é o fórum mais adequado, pois não possui somente profissionais de TI e ainda possui pouca representatividade de profissionais de TI para buscar algo relacionado à regulamentação. A SBC - Sociedade Brasileira de Computação vem há vários anos discutindo sobre isso e entre as vantagens e desvantagens definiu como princípios que o exercício da profissão deve ser livre independente de formação sem que nenhum conselho impeça isso, mas que a área deve ser auto-regulamentada. Se regulamentação e reserva de mercado fosse garantia de alguma coisa não teria advogado fazendo concurso para gari, citando um exemplo.


Atenciosamente,
 
André Mena Ávila
Seção de Consultoria
Coordenadoria de Gestão da Tecnologia da Informação - CGTI
Hospital de Clínicas de Porto Alegre - www.hcpa.ufrgs.br
Fone: (51) 3359-8679
 
-----Mensagem original-----
De: sbi...@googlegroups.com [mailto:sbi...@googlegroups.com] Em nome de Renato M.E. Sabbatini, PhD
Enviada em: segunda-feira, 24 de setembro de 2012 22:20
Para: sbi...@googlegroups.com
Assunto: Re: [sbis_l] Mercado de trabalho para TI em Saúde explode (.... mas nos EUA)

Em 24/9/2012 15:53, Lucas Rizzi - T.I. Sermed Saúde escreveu:
> De outro temos uma massa de trabalho que não foi bem preparada, fruto do
> nivelamento dos cursos superiores por baixo, já trabalhei na área de ensino
> e infelizmente esta tem sido a política educacional de muitas instituições.
> Essa massa trabalha por baixos salários, forçando o mercado a pagar ainda
> menos pelos profissionais.
>
>
Lucas, o que influencia mais o salário é o velho princípio da oferta e
da procura.

Toda essa discussão que vocês estão fazendo não faz o menor sentido em
algumas cidades, onde a demanda por profissionais de TI bem qualificados
é muito alta.
Infelizmente o que você diz sobre a massa de gente mal preparada força
as empresas a contratar por um custo mais baixo devido a dois fatores:

1) Custo trabalhista, que dobra ou triplica o gasto mensal com o
funcionário. Se ele for ruim, você tem que demití-lo e isso custa muito,
então tem que fazer uma previsão, isso leva a oferta de um salário menor

2) Massas de gente mal formada em TI, que mal sabe usar o Windows, mas
tem um diplominha qualquer, dispostas a trabalhar por qualquer porcaria.
Isso acontece em Direito e até em medicina. Uma vez teve um concurso
para ascensorista em um famoso hospital de SP, e vários médicos
concorreram.... Um tutor da UAB precisa ter apenas a graduação, mas
várias pessoas com pós-doutorado se candidataram, para ganhar um salário
mínimo ... Uma vez fizemos uma chamada para secretária junior, e vários
advogados e administradores com curso de especialização se candidataram.

O mundo é assim desde que o primeiro troglodita contratou alguém pra
varrer a entrada da caverna...

Portanto, caros chorões, o negócio é criar um diferencial na sua
carreira. Como tirar o certificado cpTICS de TI em Saúde da SBIS!

Abraço
Sabbatini





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