Re: [sbis_l] Profissionais de TI para a saúde está longe de ser resolvido, izem especialistas

segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Pode publicar, Cláudio, um prazer!
Abs,
Lincoln
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On 17/09/2012 12:00, Claudio Giulliano Alves da Costa wrote:
> Lincoln,
>
> Esse texto é seu, certo? Eu posso publicá-lo na íntegra no blog que eu mantenho na IT Mídia?
>
> Evidente que vou dizer que é a uma cópia do seu texto (republicação).
>
> Claudio.
>
> On 16Sep, 2012, at 3:14 PM, Lincoln A Moura Jr wrote:
>
>> Colegas,
>>
>> Do meu ponto de vista, construído pela experiência da minha prática profissionai, entendo que o mercado de Informática em Saúde, e-Saúde, ou eHealth, se encontra em ebulição, usando uma metáfora simples, para dizer que há muita agitação molecular, porém sem mudança de temperatura, o que só vai acontecer após a mudança de fase...
>>
>> A atividade de saúde pode se beneficiar muito da e-Saúde o que é razoavelmente evidente se observamos o que acontece em outros setores, como o bancário e a aviação civil, por exemplo. No entanto, a Saúde é muito mais complexa do que outras áreas. Tanto assim, que a concepção de sistemas de informação em Saúde com BOM conteúdo clinico - atividade-fim - é bastante nova. Os sistemas de informação em saúde tiveram, por muitos anos, foco em atividades-meio da saúde, como faturamento e gestão de materiais.
>>
>> Até onde entendo os comentários feitos neste fórum estão corretos e formam um diagnóstico:
>>
>> 1. A e-Saúde é uma área intrinsecamente multidisciplinar. É necessário um mix de conhecimentos, práticas, experiências e atitudes para entendê-la e trazer soluções adequadas para as suas necessidades;
>>
>> 2. De uma forma geral, os potenciais clientes de serviços de TI em Saúde, acham que o tema é simples e que profissionais de TI, em geral, podem atender suas demandas. Tanto assim que alguns hospitais de peimeira linha têm CIOs que literalmente desconhecem a área;
>>
>> 3. São poucos os profissionais de TI em Saúde, hoje, que conseguem navegar com fluência nas áreas de atenção à Saúde, gestão de sistemas de saúde e gestão e/ou uso de tecnologia.
>>
>> 4. O mercado brasiliero de saúde é muito fragmentado e diverso. São cerca de 7.000 hospitais, 1.000 operadoras de planos de saúde e 5.600 municipios, que pouco compartilham em termos de infraestrutura, sistemas e modelos de informação.
>>
>> Este cenário não é exclusivamente brasileiro, longe disso, Apenas em 2011 a especialização em Informática Clinica foi reconhecida pela American Medical Association. Os EUA são o ÚNICO país do mundo que tem este reconhecimento. Os europeus se mobilizam agora para consegui-lo e a SBIS vem se mobilizando há décadas, sem sucesso, ainda.
>>
>> O cenário acima é ao mesmo tempo uma grande decepção e uma grande oportunidade. O termo "massa crítica" se aplica muito bem à nossa situação. Ainda falta massa crítica de formadores de opinião, decisores públicos e privados, compradores, profissionais e usuários que entendam AO MESMO TEMPO o potencial e a complexidade da e-Saúde.
>>
>> O proTICS deve ser um passo fundamental para o aumento da massa crítica, em 3 a 6 anos. Não pelo processo de certificação em si, mas pela preocupação com as COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS que o profissional de TI em Saúde deve ter. Acredito muito no proTICS como um, entre outros fatores, de melhoria do mercado para todos os atores da saúde pública e privada.
>>
>> Quem teve a chance de ler o documento de competências essenciais do proTICS viu como elas são diferentes do que nós, profissionais de Saúde em TI, praticamos e deve ter percebido o potencial de mudança se aqueles conceitos forem colocados em prática.
>>
>> Aliás, aproveitando o email, seria muito bom se houvesse mais comentários sobre os documentos do proTICS, através do site da SBIS. A falta de comentários dá a impressão de que os documentos foram lidos por poucos. Estou certo de que o público que frequenta este fórum tem grande contribuição a dar. O material é extendo, mas é bastante elaborado e merece ser lido e criticado.
>>
>> Lincoln
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>>
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