COMÉRCIO da FÉ.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Artigo de Plínio Sgarbi que retrata um dos males que afeta o Brasil
e vai degenerando mentes da população mais pobre!



Na minha opinião, para medir o nível de ignorância de uma cidade, basta
compara-lo pelo número de suas igrejas em proporção a sua população. A
hipocrisia e o comércio das igrejas onde se cultua a Fé individual das
orações do CONSEGUIR para TER de uma teologia da prosperidade tem um alto
fator contributivo no processo intencional de domesticar, manipular, modelar
e saquear materialmente e intelectualmente a massa.
No Congresso Nacional e Senado os evangélicos tem uma bancada poderosíssima.
Creio que é nefasta a relação do governo com os religiosos. O governo numa
democracia realmente funcional não pode e não deve ficar refém de
religiosos. Como vimos a Presidente baixar a cabeça e dizer amém a esta
bancada, nomeando Crivella sobrinho de Edir Macedo e do R.R.Soares, e amigo
de um tal Silas Malafaia, para o Ministério da Pesca. O certo é que é
crescente a expansão evangélica de empresas de rádio e televisão.
Aquele infinito e absoluto, que não criou nada ao acaso, e sim por um
motivo. A motivação é que não há dúvidas que a religião vem se tornando um
grande negócio, ou melhor, a religião sempre foi, sim, um grande negócio.
A maioria de seguidores vivem na miséria e não conseguem enxergar a
diferença de vida que eles levam para os pastores e bispo. Pilantropia ← que
as igrejas não pagam impostos porque são considerados Pessoas Jurídicas
FILANTRÓPICAS, ou seja, Pessoas Jurídicas FILANTRÓPICAS são aquelas que não
têm fins lucrativos, não visam ao lucro. E isso é bem diferente das igrejas
que vivem do lucro da fé. As Igrejas, pastores e os "políticos-parlamentares
evangélicos" fazedores de leis que beneficiam as igrejas, pegam o dízimo dos
trouxas, dos pobres e necessitados e investe em lucro, patrimónios para os
profissionais da fé, campanhas políticas e lavagem de dinheiro...  e deles
os fies recebem e se contentam com os confortos espirituais.
É justa a imunidade tributária para produtos de igrejas Pilantrópicas, ou
fica difícil imaginar a cobrança de ICMS, IR sobre bençãos, batizados,
descarregos, exorcismos?
Causa tamanha perplexidade as atitudes, as defesas e justificativas de fieis
pagadores de dízimos e pastores cobradores de dízimos, nas tentativas de se
passarem por vítimas.
Mas num brasil corruptível corruptivo corrupto corruptor, nesse nosso
universo que são arquipélagos em um mar de caos, a substituição de uma
consciência realista leva a múltiplas perplexidade e paradoxos dos absolutos
que sempre estamos a procurar.
Enfim, a realidade é aquilo no que a maioria acredita. A verdade não importa
pois depende das t£ticas empregadas no que se proclama e os profissionais da
fé cobradores de dízimos, sabem excitar nos outros (pagadores de dízimos) os
sentimentos mais caros e as paixões mais fortes, quando estas são úteis aos
seus projetos. Como na pregação da tal Teologia da Prosperidade.
É o que eu acho

Plínio Sgarbi


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Marcos Pinto Basto
Tel. 013 3467 4204

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