Stédile, O Líder Inconclusivo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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Stédile, O Líder Inconclusivo








Que João Pedro Stédile e seus comparsas da Direção Nacional do MST tomem vergonha e dispam o jaleco branco de Anestesistas Sociais que se acostumaram a usar!






"O príncipe encantado virou um sapo"  [Cássia Eller]



Raymundo Araujo Filho
Médico veterinário homeopata e tem a impressão de já ter visto este filme da traição das massas trabalhadoras, em outras épocas e com outros personagens, mas a traição sendo a mesma.
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Este artigo refere-se à entrevista do Coordenador Geral e pessoa mais representativa e de maior visibilidade do MST, o João Pedro Stédile. Também pretendo aqui, corroborar de forma CONCLUSIVA E MATERIALIZADA do que venho criticando, e não é de hoje, nas posturas, conduções e "articulações" (conchavos) políticos que ele faz, em nome do MST.

Refiro-me à forma complacente e despolitizante que a direção do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra conduz o Movimento, aliás em consonância com grande parte das direções dos Movimentos Sociais, Religiosos e Sindicais, quase todos críticos, é verdade, mas sem, a meu ver, a coragem e formulação necessária para darem um passo, mínimo que seja, na direção do não comprometimento eleitoral e pela "governabilidade" a este ou aquele candidato, com o faz Stédile nesta entrevista ( veja aqui), abrindo e recomendando o voto em Dilma "pois com ela teremos mais condições de avançar nas conquistas sociais".

E ainda, de lambuja e de forma arrogante e covarde diz "candidaturas como a de Plínio não galvanizaram a adesão dos Movimentos Sociais em seu entorno", esquecendo-se o Stédile de lavar a boca com sabão de Simancol , antes de pronunciar –se sobre Plínio, independente de posições eleitoral que possamos ter, em relação a ele. Ora! Foi Stédile e seus esquemas atrasados e atrelados ao PT que foram os artífices da difícil penetração massiva de Plínio, na base do MST, afinal manietada verticalmente. Stédile deveria é reverenciar Plínio, pelo seu discurso de 27 minutos que simplesmente ACABOU com a moral da "CPI do MST" sendo, a meu ver, a maior influência para desmobilizar o golpe nos MST. Stédile, por mais que faça (e não tem feito), não fará aos 70 anos, nem metade do que Plínio fez, e continua fazendo, aos 80 anos.

Não sei baseado em que realidade o Stédile afirma a sua profissão de Fé Dilmista. Não pode ser que esteja se referindo às chamadas Políticas de Transferência de Renda e pífios programas e ainda tão mal e morosamente executados pelo governo Lulla e, principalmente com Palloci na Casa Civil, Meirelles confirmado no BC e Jobin forte para a continuidade e fiadores do setor mais atrasado das Forças Armadas de um quase certo governo Dilma, não me parece uma sinalização muito alvissareira, muito ao contrário. No máximo estes PACs propagandísticos, de terceira categoria e superfaturados, como se fossem um mimo, e não uma obrigação, aliás mal e porcamente cumprida, assim como o que se dá hoje, em relação à Reforma Agrária.

O Bolsa Família é uma migalha de R$12 Bi anuais que, juntos com mais cerca de outros R$12 Bi para a Agricultura Familiar (estes a serem pagos em 8 anos a 8% de juros) e para apenas uma parcela dos pequenos agricultores que têm algum pedaço de terra. Em troca, segundo o relatório do PNUD da ONU (ver portal do IPEA), o governo brasileiro vem transferindo para os ricos anualmente, algo equivalente a R$500 Bi (incentivos fiscais, escala de imposto sobre a renda, superávite primário entre outras) + R$500 bi anuais, cálculos do prof. Ildo Sauer pela exoneração de 60% para os empresários, referentes ao Petróleo (Pré Sal inclusive, vendido agora a míseros US$5 (o preço de mercado está a US$50), em uma espécie de mercado futuro para otários (nós contribuintes).

Os programas de eletrificação (Luz para Todos) também pode ser uma das causas do júbilo e dedicação de Stédile na eleição de D. Dilma Roussef, pois esta diz ser a continuidade de Lulla. Todos nós sabemos que em detrimento de fornecimento e incentivo a outras formas de energia, de fato abundantes em várias cidades brasileiras, urbanas ou rurais (lixo, oleaginosas, solar e eólica, além de pequenos dínamos hidráulicos), não passam de um negócio lucrativo a ser privatizado e que fará o pobre pagar conta de luz mensalmente "como gente grande", mesmo em áreas como as das comunidades atingidas na cidade de Niterói, construídas, "urbanizadas" e com serviços regiamente cobrados, mas em cima de um lixão, como foi o Morro do Bumba trágica e nacionalmente famosa comunidade, além de servirem de fachada para os reais motivos das instalações das redes e mega hidrelétricas, que é subsidiar as grandes mineradoras como a Valle no Pará, para exportarmos nosso Ferro não beneficiado, para o recomprarmos cheio de valores agregados no primeiro mundo.

Não acredito que Stédile esteja se referindo à educação, que em nada avançou, muito ao contrário, em qualidade e sofre acentuado processo de privatização, além de negar experiências autônomas ao Estado, como pleiteia sem sucesso o próprio MST.

A Saúde, só se for a do Stédile e de sua família que esteja bem atendida, pois a dengue, tuberculose, meningite, hanseníase, doença de chagas, a falta de saneamento, o aumento da AIDS em grupos vulneráveis, falta de emergências, de consultas e de exame, com remédios caros ausentes das farmácias do governo, assim como os programa de saúde pública de alta capilaridade e efetividade, são fracassos que nos brindam com a estatística que, de hora em hora, 8 meninas de 10 a 17 anos têm um filho, e que 40% delas têm o segundo filho em dois anos (espero que nenhuma filha ou parenta de Stédile entre nesta macabra estatística) e que são feitos 8 a 12 Milhões de abortos clandestinos anuais no país, com a morte e seqüelas em cerca de meio milhão de mulheres,  80% sendo da classe Pobre.

Tento me socorrer na Política Externa do Lulla, como causa do júbilo Dilmista de Stédile, mas desanimo ao ver que o Brasil , afinal cedeu ao capital e correu de todas as posturas de confronto ao Império nas rodadas de Doha e, estes dias assinou as sanções dos EUA ao Irã, na ONU, após fazer o "marketing do insubmisso", mas só "para Obama ver", assumindo a tese que "cão que ladra não morde" (mas finge e engana, parecendo o que não é...). Sobre a afirmação que "Dilma será um cenário melhor para o Movimento Social...", também não consegui achar respaldo nesta declaração, pois lembrei-me das falas duras dela, em convescote de empresários, dias após ter colocado o boné do MST na cabeça, em evento onde, a meu ver, deveria ser "persona non grata", quando declarou que "discorda e será dura contra qualquer INVASÃO de terras ou prédios públicos" (o MST não invade, mas sim OCUPA). Nada falou aos empresários sobre o fato de 90% dos assassinatos no campo são de trabalhadores Sem Terra, a pistolagem ilegal a mando dos seus correlatos empresários rurais, grassa sem graça assustando e intimidando a todos. Apenas 1% dos assassinos chegam aos tribunais e, mesmo assim a maior arte de trabalhadores rurais, que estão envolvidos em apenas cerca de 5% dos crimes.

Assim, só posso pensar que Stédile pensa sobre o cenário melhor com Dilma, quando se lembra do Bolsa Família que veio para esconder a falta de Reforma Agrária e estabelecimento das cadeias produtivas do pequeno agricultor, com milhares de pequenas agroindústrias financiadas a fundo perdido, e inclusão na cadeia de Compras de Estado, preferencialmente, a partir de cotas obrigatórias a serem cumpridas de parte a parte.

E (marvarda carne!) o Bolsa Família, contraditoriamente e concorrentemente com a tomada de consciência pelos assentados, apenas não permite que a favelização do campo ganhe espaço na mídia, pelas hordas de famélicos (hoje temos sub famélicos) assentados e acampados por este Brasil.

Assim, a meu ver, Stédile e seus apoiadores de várias estirpes que vai do que eu venho chamando de Ex Esquerda Corporation S.A. a setores da Igreja que se diz progressista, mas ainda prefere se fazer de algodão entre cristais, no fundo todos eles, anestesiando e postergando um mínimo de consciência política (não esta pseudo ideologização de Manual e de meia tijela) dos militantes da base, que são instados a fazerem ordem unida, e não o exercício da verdadeira democracia popular, assim os encabrestando e os tornando correia de transmissão de interesses corporativos e partidários, que nem ouso aqui descrever, pois pode alguma criança ler o que iria escrito...

Lembro que está banhado de sangue, e não só do de Cristo (segundo o personagem lendário), o algodão que a chamada Igreja Progressista (refiro-me à sua parte institucional e não a valorosas pessoas de Fé religiosa, muito dos quais compartilho minhas reflexões)  permite-se fazer, anestesiando o Movimento Social, os tornando conformados dependentes de esmolas governamentais e temerosos em parecerem "inconvenientes" a quem lhes dá "provimento", como se fosse o pão de Cristo, que não é verdade, mas só uma impressão mal formada, a meu ver, propositadamente, evitando a insubmissão fora dos parâmetros aceitáveis da "ordem estabelecida", pois todos sabem que "se este negócio de rebelião vira moda", a casa pode cair...

Assim, a meu ver, urge que o MST, refiro-me à sua Base Militante de Assentados e Acampados,  enxotem o mais rapidamente esta gente covarde e de pouca formulação política, das suas instâncias representativas (se possível que libertem-se da falsa "representatividade"), pois as usam para um poder de articulação política manipulada e proposta "de fora" do Movimento e, portanto, sem privilegiar as necessidades do MST, mas sim extratos que apenas usam o Movimento como massa de manobra e curral eleitoral. Exatamente como sempre fazem e fizeram os piores pelegos e traidores do Povo.

Que João Pedro Stédile e seus comparsas da Direção Nacional do MST tomem vergonha e dispam o jaleco branco de Anestesistas Sociais que se acostumaram a usar!


*Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e tem a impressão de já ter visto este filme da traição das massas trabalhadoras, em outras épocas e com outros personagens, mas a traição sendo a mesma.



20.08.2010

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Fonte: via correio eletrônico



 

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