Ajudada pela mega oferta de ações da Petrobras, a BM&F Bovespa, maior bolsa da América Latina, se tornou ontem (23/9) a segunda maior do mundo em valor de mercado.
O valor (calculado a partir da multiplicação do número de ações da bolsa pelo seu valor no pregão) é de R$ 30,4 bilhões. Agora, a BM&FBovespa só está atrás da bolsa de Hong Kong.
"Conquistamos o segundo lugar antes do que estávamos esperando", afirmou o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. Em fevereiro, o executivo havia dito que a meta da bolsa era atingir a colocação até 2012.
"A operação da Petrobras teve sua importância. Nesse último mês assistimos o Ibovespa se valorizar, estamos perto dos 70 mil pontos, as companhias se valorizaram, o que nos deu condição de ir para o segundo lugar", disse.
O executivo destacou que a expectativa de potencial de crescimento e os sistemas de gerenciamento de risco da bolsa brasileira também trabalharam em favor da evolução dos seus papéis - que, neste ano, acumulam alta de aproximadamente 22%.
O valor de mercado da BM&FBovespa é hoje 25% superior à soma dos valores de mercado da Nasdaq e das bolsas de Nova York e Londres - três "catedrais do capitalismo", conforme Pinto.
Edemir Pinto ponderou que a conquista precisa ser avaliada no longo prazo, já que o valor de mercado da bolsa está ainda muito próximo do terceiro lugar - ocupado pela Chicago Mercantile Exchange (CME), bolsa de derivativos americana que é sócia da BM&FBovespa (detém 5% do seu capital).
"As bolsas espelham muito o potencial de desenvolvimento das economias e das empresas do Brasil, por isso faz todo o sentido a China (pela bolsa de Hong Kong) e o Brasil liderarem o ranking", afirmou o executivo.
A bolsa brasileira conta, atualmente, com 465 companhias listadas, contra cerca de 1,4 mil em Hong Kong, segundo Pinto.
"Temos meta de aumentar nosso número em pelo menos mais 200 companhias nos próximos dois a três anos, no máximo", disse.
O número de investidores pessoas físicas cadastradas para operar na bolsa também deve crescer com a oferta - embora tenha se tratado de uma subscrição em que os já acionistas tiveram prioridade.
"Da parcela que foi para o varejo devem vir novos investidores. Se crescer em 40 mil, eu estou feliz da vida", disse Pinto.
Serão mais alguns CPFs a colaborar com o objetivo da bolsa de alcançar 5 milhões de investidores até 2014. Cerca de 20% da oferta da Petrobras foi voltada ao varejo
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