ENC: [HISTEDBR] No dia 28/09, todos ao ato pela legalização do aborto!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

 

 

De: br_histedbr@grupos.com.br [mailto:br_histedbr@grupos.com.br] Em nome de farolemar@yahoo.com.br
Enviada em: segunda-feira, 27 de setembro de 2010 09:41
Para: br_histedbr@grupos.com.br
Assunto: [HISTEDBR] No dia 28/09, todos ao ato pela legalização do aborto!

 

Apoio do CACH-Unicamp ao ato pela legalização do aborto.

Para ampla divulgação!

 

 

No dia 28/09, todos ao ato pela legalização do aborto!

  O aborto é a 4ª maior causa de morte de mulheres no Brasil e que tem levado à morte entre 70 e 80 mil mulheres por ano em todo o mundo. No Brasil, essas mulheres mortas tem classe e cor: são trabalhadoras e na grande maioria negras, estas que além de super-exploradas no trabalho e vítimas da dupla jornada de trabalho, sofrem assédio e são violentadas diariamente pelos patrões, familiares e companheiros. Vivem em uma situação de miséria, sem acesso a um serviço de saúde de qualidade, não tendo condições de pagar os altos preços de um aborto em clínicas clandestinas.

A proibição do direito ao aborto às mulheres é mais uma das formas que o Estado tem de violentá-las, impedindo que decidam o que fazer com o próprio corpo. O governo se nega a garantir as condições para as mulheres exercerem a maternidade plena e é conivente com as milhares de mortes de mulheres. Isso porque milhares de abortos acontecem todos os dias. As mulheres que tem condições de pagar uma clínica, fazem o aborto seguro. As que não tem, apelam à metodos de grande risco que podem deixar sequelas e levar a morte a mulher que não tem condições ou não quer ter o filho. É necessária uma política de um sistema de saúde público de qualidade, com o aborto legal e seguro garantido nos hospitais públicos. Juntamente a isso, educação sexual nas escolas, distribuição de anticoncepcionais de qualidade nos postos de saúde e acompanhamento pré-natal para as mulheres grávidas.
Enquanto Lula e Dilma dizem que o aborto "é uma questão de saúde pública", vemos assinado o acordo Brasil-Vaticano que concede privilégios à Igreja Católica, como vantagens fiscais, e o direito ao ensino religioso nas escolas. O que Lula não fala é que é essa mesma instituição que condena o aborto e prega a estrutura familiar patriarcal. É nessa condição em que as mulheres serão oprimidas, colocadas em uma posição de submissão nos cuidados com a casa, a família e os filhos, que as impede de ter autonomia sobre sua própria vida. Além disso, esta mesma Igreja é a que comete crimes absurdos de pedofilia e dissemina a homofobia, ao justificando que esses crimes são causados pela "doença homossexualidade" de alguns padres.
Com isso colocamos a importância do Movimento Estudantil impulsionar a luta contra todas as formas de violência e opressão que a sociedade capitalista impõe ao povo pobre, às mulheres, negros e LGBTTT´s. A Universidade não fica de fora das contradições que se abatem sobre toda a sociedade, o que faz desta uma Universidade racista, machista e homofóbica. Vemos todas as semanas casos de estupros nos campus e moradias, calouradas que abusam das mulheres, onde os negros é uma minoria, e as pessoas não tem o direito de exercer sua livre sexualidade sendo oprimidas e violentadas.
Assim, nesse dia 28 de setembro, dia latino americano e caribenho pelo direito ao aborto ocorrerá um ato com diversos setores do movimento em São Paulo.  Chamamos a todos os estudantes, entidades estudantis, jovens trabalhadora(e)s, a participar, se colocando em defesa das mulheres trabalhadoras e pobres, de forma independente do governo. É preciso impulsionar uma ampla campanha nas universidades e locais de trabalho, e lutarmos juntos com a(o)s trabalhadora(e)s e o povo pobre, pelas demandas mais democráticas, para que as jovens e mulheres trabalhadores também possam ter condições de realizações na vida, como seres humanos, sem serem exploradas, estupradas, espancadas e morrerem nas salas de hospitais sem cuidados pelo motivo infame de não poder ter autonomia pela própria vida e corpo. Chamamos a partir do CACH a construirmos, tendo em vista nossos eixos políticos, um bloco classista, convocando todos os setores do movimento estudantil e operário combativos, uma vez que é necessário lutarmos intensamente pela defesa dos direitos das mulheres como luta estratégica para nosso movimento de conjunto.

Chega de mulheres mortas por abortos clandestinos!
Abaixo a intervenção da Igreja sobre nossos corpos! Não acordo Brasil-Vaticano.
Educação sexual nas escolas públicas para decidir!
Contraceptivos gratuitos e de qualidade para não engravidar!
Pelo direito ao aborto livre, legal, seguro e gratuito, garantido pelo Estado para não morrer!


 

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Centro Acadêmico de Ciências Humanas - CACH-Unicamp
Gestão Terra em Transe - de luta e em aliança com os trabalhadores
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cach-unicamp.blogspot.com


 

 
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