Re: [sbis_l] Dificuldade de acesso a equipamentos Roche

quarta-feira, 20 de julho de 2011
Boa Tarde amigo,
 
Trabalho no Hospital São Rafael em Salvador e aqui temos equipamentos Roche, interfaceados com Matrix e exportando resultados para o nosso ERP.
Eu trabalho nos módulos do financeiro e não tenho tanto contato com os processos do laboratório, mas se quiser pode entrar em contato com Diego, 71 32817721, que já falei com ele de você, ele pode te esclarecer mais sobre o processo que temos aqui hoje.
 
Att.

Em 20 de julho de 2011 11:59, Rosane Gotardo <rosane.gotardo@gmail.com> escreveu:
Gygfil,

não se sinta o único, nós também tivemos o mesmo problema, com a mesma empresa e com os mesmos (ou similares) equipamentos. Faço parte de uma empresa que desenvolve software.
Acabamos abandonando o projeto com o cliente.
Tivemos várias dificuldades e interesse zero da Roche ou seus representantes em fornecer material para desenvolver. Enviaram, depois de muito implorar, manuais e até um simulador.
Porém, primeiro que o simulador não continha os equipamentos mais novos. Para um equipamento que constava no simulador, conseguimos comunicar, enviar e receber os dados, porém, quando foi testado direto no equipamento, não funcionou.
Isso perdurou muito tempo. O que ficamos sabendo, pelo nosso próprio cliente, é que uma pessoa que dava assistência a estes equipamentos, vendia o software de interfaceamento. Então...
No final, como nosso cliente precisava interfacear com urgência, devido ao volume de exames, acabaram adquirindo o sistema e fizemos uma integração com o sistema adquirido. Ou seja, mais uma camada nesse processo, que não seria necessária. Pelo que lembro, um dos protocolos utilizados é o ASTM.
Soubemos também que ao instalar o sistema de interfaceamento no cliente, tiveram que atualizar o firmware do equipamento (ou dos, não tenho certeza).
Então, respondendo às suas perguntas,


1-Alguém já passou por isso?

Sim, conforme relatado acima


2-Estaríamos nós solicitando algo improcedente, inconveniente ou "sem

cabimento"?

Não, de forma alguma. É até "fácil" de implementar. Pode ser trabalhoso e requer conhecimento, mas não impossível. Você terá que enviar os dados dos pacientes, amostras e testes a serem executados pelos equipamentos e receber o retorno.


3-Há alguma outra forma de exportar os dados desses equipamentos para

uma base externa sem a "tutela" do fabricante?

Acredito que não.


4-Qual o agente público que regulamenta a venda/utilização desses

equipamentos?

Acho que é a Anvisa, mas não tenho certeza. Alguém mais poderá te informar isso.

Boa sorte!

Rosane Gotardo

Em 20 de julho de 2011 00:06, Gygfil <gcgodoy1@gmail.com> escreveu:

Boa noite.

Recorro à lista para obter opiniões/sugestões sobre estranha
dificuldade que tenho experimentado.
No Congresso da SBIS em Porto de Galinhas-PE, assiti ao tutorial
"Padrões para Informática em Saúde" ministrado pela brilhante Dra.
Beatriz de Faria Leão. No intervalo, momento das tradicionais
perguntas entre os participantes, parecia muito óbvia a possibilidade
de acesso aos dados do paciente, gerados em equipamentos médico-
hospitalares. Entendi que existem especificações seguidas pelos
fabricantes que devem prover acesso aos dados, por sistemas de
registro eletrônico em saúde. Iniciamos um projeto de PEP num hospital
público aqui em Recife. Tenho avançado bem na minha área de
cardiologia(ecografia, ergometria, ECG, etc) - para automação de
laudos e SAD. Estou na iminência de iniciar testes em produção. Porém
há 4 meses estou estancado no módulo de exames laboratoriais por
dificuldade de contato com representantes da Roche Diagnóstica,
fabricante dos equipamentos Integra 400 Plus e Cobas E411, existentes
no hospital onde trabalho. Obtive uma resposta tímida e que não
prosperou para o objetivo final - obter informações de como nossa
aplicação poderia capturar os resultados dos exames realizados pelas
mencionadas máquinas. Cheguei a fazer contato pessoal e por e-mail com
executivo da empresa e não obtive a mínima resposta. Percebe-se uma
clara insensibilidade dos representantes da Roche para com nossas
necessidades(por ser instituição pública?). Já comecei a envolver a
diretoria do hospital. Sei que existem problemas de interoperabilidade
entre sistemas, como já discutidos aqui na lista:
http://groups.google.com/group/sbis_l/browse_thread/thread/a5e48cee57e2f55c/bb31a84bcb77dc6f?hl=pt&q=#bb31a84bcb77dc6f.
Contudo, pretendemos nos adaptar às condições de exposição dos dados
oferecidas por aqueles equipamentos, para em seguida gravar/exibir
conforme nossos modelos.
Enfim, por me julgar com pouca experiência na área pergunto aos
senhores:
1-Alguém já passou por isso?
2-Estaríamos nós solicitando algo improcedente, inconveniente ou "sem
cabimento"?
3-Há alguma outra forma de exportar os dados desses equipamentos para
uma base externa sem a "tutela" do fabricante?
4-Qual o agente público que regulamenta a venda/utilização desses
equipamentos?


Grato a todos.

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