Marcos Pinto Basto
Mais uma demonstração sua de ignorância especializada em Economia. Por isso se ri da ciência econômica. A causa da débâcle das finanças mundiais tem dupla origem: nos EUA, a temerária intervenção do Estado no mercado imobiliário, pela criação, pelo presidente Roosevelt, nos anos 30, de duas empresas de economia mista, Fannie Mae e Frddie Mac, que dispunham de linha de crédito do Tesouro daquele país´para financiar casa própria até pra mendigos, com taxa de juros especiais, podendo recomprar dos bancos financiadores quantas subprimes (duplicatas de 2ª mão) eles tivessem, criando um saco sem fundos. De que resultou a grande depressão pós-quebra da New York Stock Exchange (Bolsa de NY) em 1929. Erro que se repetiu em 2006/7.A segunda origem da crise, na Europa, foi a social democracia, com o Welfare State, que pensou poder revogar a Lei da Escassez da economia, criando alegremente benefícios para todos, como se os recursos fossem infinitos e sem pensar em quem pagaria a conta. E a conta veio pesada, estourando e falindo o sistema. O terceiro bilionário do mundo, Warren Buffet, tem razão, diante da crise, em querer pagar mais impostos, junto com os outros bilionários.Então, a falha não é do sistema capitalista democrático e concorrencial, o único que pôde criar e distrubuir riqueza quando prudentemente manejado. E sim do socialismo.Álvaro P. de CerqueiraAdm. pela FGV-SP----- Original Message -----Sent: Wednesday, August 17, 2011 8:00 AMSubject: Re:Re: Tá sofrendo de TAC??? Resposta a Tom Capri, Jose de A. Nobre de Almeida e demais esquerdopatasQuando um miliardário americano confessa que ele e seus parceiros de fortuna, deveriam pagar mais impostos e os insuspeitos ( seriam "esquerdopatas"? -rs.rs.rs) dirigentes da França e Alemanha, propõem novos impostos sobre transações financeiras (oh, que horror, até vocês Sarkosi e Merkel), é porque a "crise-sistêmica-globalizada-do-modelo econômico-neoliberal-rentista-desregulamentado-suicida", está "braba". Urge assim, que as leis da ciência econômica (construídas penosamente em séculos de evolução da ciência econômica) sejam todas "revogadas de vez e rápido" (se não os "esquerdopatas" tomam conta de tudo-rs.rs.rs) deixando-se o "deus mercado" livre para "controlar tudo", até a explosão final e a barbárie ser implantada de vez. Oremus...José de Anchieta Nobre de Almeida
Advogado, Conselheiro da OAB-RJ e Historiador
Tel: (021) - 9347-7979----- Original Message -----From: José AnchietaSent: Wednesday, August 17, 2011 12:07 AMSubject: Re: Tá sofrendo de TAC??? Resposta a Tom Capri, Jose de A. Nobre de Almeida e demais esquerdopatas
Enviado via iPhoneO pior dos cegos é aquele que encherga e não vê. Adágio popular,----- Original Message -----To: anchieta@jasa.adv.br ; Fernanda Tardin ; Tania Tavares ; ver.moacirfranco@cmpa.mg.gov.br ; silasbotelho70@yahoo.com.br ; gisele@inatel.br ; etomasco@gmail.com ; automatbr@uol.com.br ; zeroberto_cr@yahoo.com.br ; redegourmetbh@yahoo.com.br ; anawelt@hotmail.com ; marcelocandido@aeiou.pt ; fersilva61@yahoo.com.br ; telmoheinen@yahoo.com.br ; adriane_mesquita@yahoo.com.br ; marthanaves@ig.com.br ; drjairlopes@yahoo.com.br ; Helio Mazzolli ; felipe.flosi@gmail.com ; loyolasouza@yahoo.com.br ; waldo@infolink.com.br ; constanza.consultora@ig.com.br ; luccabrasi@uol.com.br ; jorge.roriz@yahoo.com.br ; mpacheco ; ulissesalfredo@hotmail.com ; Gerhard Erich Boehme ; terezamt8@uol.com.br ; 'Geraldo Almendra' ; vereadorhelio@yahoo.com.br ; fredericocoutinho75@yahoo.com.br ; gerencia@novaminas.com.br ; araza@uol.com.br ; rconceicao@prefeitura.sp.gov.br ; gtmelo2003@yahoo.com.br ; folhadevarginha@gmail.com ; katemendes@yahoo.com.br ; ciroleitemendonca@yahoo.com.br ; academiahdl@hotmail.com ; TomCapriSent: Sunday, August 14, 2011 10:53 PMSubject: Re: Tá sofrendo de TAC??? Resposta a Tom Capri, Jose de A. Nobre de Almeida e demais esquerdopatasRe: Tá sofrendo de TAC??? Resposta a Tom Capri, José de A. Nobre de Almeida e demais esquerdopatas sobre a furadíssima "mais valia" de Marx..
Os dois acima citados não conseguem assimilar as idéias corretas e empiricamente comprovadas de economia. Em pleno século XXI ainda defendem a tosca idéia da "mais valia" de Marx. Não têm noção de que se você põe num dos pratos de uma balança o valor-trabalho de operários de uma fábrica, no outro prato você não pode pôr apenas um chumaço de algodão levíssimo, para deixar o prato do valor-trabalho descer e o ponteiro marcar ponto quase somente para o valor-trabalho. E depois dizer que o empresário-capitalista rouba os trabalhadores, pagando-lhes salários muito menores do que o preço de venda dos produtos que os trabalhadores ajudaram a produzir.
No prato do empreendedor você tem que colocar o valor da iniciativa empreededora, do risco do empreendimento não dar certo e falir, o valor do capital da empresa (que significa anos de poupança, ou riqueza não gasta para se acumular, cuja medida são os juros de mercado sobre o capital empregado no negócio), além da "mente" somada do empreendedor e sua equipe de direção da empresa. Como escreve Rodrigo Constantino no esclarecedor artigo abaixo, "Os meios de produção". Vale a pena ler o artigo, que melhor do que fiz, esclarece completamente a questão e derrota a "mais valia" de Marx.
Álvaro P. de Cerqueira
Os Meios de Produção
Rodrigo Constantino
"The mind is like a parachute - it´s only good when it´s open." (Richard Driehaus)
Viver em um país sui generis como o Brasil, onde idéias marxistas ainda encontram forte eco, é um teste de paciência e tanto. Explicar, através da razão, os absurdos presentes nas principais idéias de Marx, ainda mais nos tempos modernos, é praticamente inútil, já que o marxismo é como uma religião dogmática. Para os marxistas, existem fundamentalmente apenas duas classes: os proprietários dos meios de produção, como fábricas, máquinas e matéria-prima, que são os capitalistas; e a classe que não dispõe dos meios de produção, compelidos então a vender sua força de trabalho, que são os proletários. Os capitalistas, na busca pelo acúmulo de capital, seriam exploradores dos proletários, segundo esta ótica.
Podemos dar algum desconto a Marx pelo contexto histórico em que ele pariu suas idéias, ainda que isso não seja totalmente justificável, já que vários outros autores, mesmo vivendo na mesma época, enxergaram muito melhor a realidade. Mas para os marxistas da atualidade, simplesmente não há atenuante algum. O mundo moderno deixa bastante evidente que essa divisão simplista feita por Marx não faz o menor sentido. A figura do capitalista dono dos meios físicos de produção é cada vez mais ultrapassada, cedendo lugar para um mundo de trabalhadores donos dos seus próprios negócios, acionistas pulverizados controlando as empresas, e a mente como principal meio de produção numa sociedade pós-industrial, focada em serviços. Quem é o dono da Coca-Cola? São milhões de investidores do mundo todo, sendo que o maior deles não chega a ter 5% do capital da empresa. Eis a realidade para a maciça maioria das empresas americanas. Através dos fundos de pensão, os próprios trabalhadores são os principais acionistas das empresas. O proletariado tomou conta do capital, pelas vias capitalistas.
Se o patrão sempre explora o trabalhador, com qual critério devemos julgar os salários dos diretores das empresas americanas, alguns milionários? Um CEO de uma importante empresa não deixa de ser um assalariado que responde aos interesses dos seus acionistas. Pela ótica marxista, ele seria um explorado. Por outro lado, um sujeito que tivesse uma birosca usando um único assistente como funcionário seria um capitalista explorador. Afinal de contas, não é o valor do salário que define a exploração segundo Marx, mas sim o seu conceito bizarro de "mais-valia". Logo de cara, fica claro que esse conceito é completamente furado.
Fora isso, o que seriam os meios de produção no mundo atual? As idéias têm mais valor que quaisquer máquinas facilmente replicáveis. Vivemos na era do capital intelectual, onde uma dupla de nerds em uma garagem pode ameaçar a posição de liderança de uma empresa gigante e estabelecida. O financiamento não falta, pois o mercado financeiro avançado gera infinitas possibilidades para os novos empreendedores, na eterna busca por maiores retornos. Com uma boa idéia, praticamente qualquer um pode correr atrás do sucesso, assumindo que estamos num ambiente capitalista de livre competição. E não faltam exemplos para comprovar isso, como o caso da Google, do YouTube ou mesmo da Microsoft. Esta tem um valor de mercado de quase US$ 300 bilhões, abaixo apenas da General Electric e Exxon Mobil. Mas nem sempre foi assim, e a gigante da informática começou bem pequena. Tinha a seu favor boas idéias e um excelente capital humano. Não foi necessário o controle sobre a pá e a enxada.
A soma do ativo imobilizado das 20 maiores empresas americanas não-financeiras está em torno dos US$ 700 bilhões. O valor de mercado delas soma algo como US$ 3,5 trilhões. Logo, essas empresas valem no mercado umas cinco vezes o valor que possuem em ativo imobilizado, como máquinas, prédios e fábricas. Mas quando analisamos o caso das empresas mais recentes, normalmente de tecnologia, a proporção é totalmente diferente. A Microsoft vale 90 vezes o que possui de ativo imobilizado. A Cisco vale quase 50 vezes o que tem de imobilizado. E a Google, que tem um valor de mercado próximo dos US$ 150 bilhões, possui pouco mais de US$ 2 bilhões em ativos imobilizados, levando a uma proporção de quase 70 vezes. Será que importa tanto assim quem detém os meios de produção como máquinas e fábricas? Num mundo onde o verdadeiro meio de produção é a mente, as máquinas não desfrutam de tanto valor assim. Para isso ficar bem claro, basta imaginar o que iria ocorrer com essas empresas caso mentecaptos assumissem o controle. A bancarrota seria questões de meses, quiçá dias.
Os marxistas, os políticos, os sindicalistas, todos esses gostam de abusar da retórica e dos chavões sensacionalistas. Vendem a falsa idéia de que os empresários são ricos porque controlam os meios físicos de produção e com isso exploram os trabalhadores. No entanto, fossem os meios de produção, como máquinas e fábricas, realmente passados para o poder deles, atuando como "representantes" do proletariado, a miséria seria o único resultado possível. A União Soviética é um bom exemplo disso, já que mesmo com tantos recursos naturais não conseguiu produzir nada além de terror e miséria. Afinal, essa turma pode entender do uso de apelo emocional para incitar revoluções destrutivas, mas não sabe como gerar riqueza. E a riqueza não é gerada automaticamente pelos meios físicos de produção. Ela é criada pela ferramenta mais poderosa que os homens possuem: a mente. Como disse F. Scott Fitzgerald, "genialidade é a habilidade de colocar em prática aquilo que está em sua mente". Não são muitos que conseguem chegar lá. Felizmente, alguns conseguem. São os empresários que, munidos do meio de produção intangível chamado "mente", geram tanta riqueza para a humanidade.
Sent: Saturday, August 13, 2011 4:34 PMSubject: Fw: Tá sofrendo de TAC???Olá, Zeloy e Álvaro. Essa discussão com Álvaro sobre a mais-valia é infrutífera e não leva a nada. Álvaro tornou-se um padre no que diz respeito às próprias convicções. Qualquer idiota sabe que Deus não existe. Menos o padre. Já tentou demonstrar a um padre que Deus não existe? Você pode apresentar a ele as provas científicas mais cabais, não adianta, ele nunca abrirá mão dessa convicção equivocada. Pode ser pedófilo, bandido sanguinário, religioso oportunista ou que tais, não há meio de você demovê-lo dessa ideia. Álvaro age da mesma forma com as próprias convicções, nas quais já se viciou e das quais não abre mão, não adianta você tentar derrubá-las cientificamente, não vai conseguir. Nesse exemplo da mais-valia, ele irá sempre achar uma Escola Austríaca na qual irá se amparar. Aí, se você derruba cientificamente todas as escolas que ele apresentar, ele virá com algo parecido como: "Olhe, meu amigo, Deus me surgiu de repente, na calada da noite, e me disse que a noção de mais-valia é falsa e equivocada. O que você me diz?".Portanto, qualquer diálogo que vá nessa toada se torna infrutífero. É por essa razão que tenho chamado Álvaro de Alvarossauro. Só os dinossauros têm uma cabeça assim. É por isso também que aborto logo qualquer tentativa de debate com ele. Se estou de volta ao tema agora, é porque aquele meu texto primeiro sobre a mais-valia repercutiu muito, gente que eu não conhecia entrou no debate, como Zeloy, e aí decidi continuar. Por isso, vou tentar rebater agora o que disse Alvarossauro, ciente de que, para ele, isto não vai adiantar nada, ele não vai mudar. Assim mesmo, vamos lá.Os dois argumentos de Alvarossauro são de uma pobreza exemplar. E já foram derrubados há mais de 100 anos. Essa coisa de que o valor de um bem quem define é o consumidor, pelo tamanho da oferta e pelo tamanho da procura (pelo tamanho do desejo dele de consumi-lo), é tão primária, que não sei como ainda persiste na cabeça de Alvarossauro. Ou melhor, sei. Como acabei de dizer, Alvarossauro transformou-se num padre no que diz respeito às próprias convicções e tornou-se infenso ao conhecimento. Além disso, o argumento segundo o qual não adianta produzir uma coisa que o mercado não deseja ter é outra percepção mais rasa e falsa ainda. Basta ler um pouquinho (ciência autêntica, não o que Alvarossauro lê), para entender. O problema é que, como o pior dos cegos (dos cegossauros), Alvarossauro nunca irá se dobrar, perda de tempo discutir.Vamos ao primeiro argumento equivocado de Alvarossauro, segundo o qual o que determina o valor de um bem é o tamanho do desejo do consumidor em consumi-lo. É óbvio que a lei da oferta e da procura ainda não foi abolida e que os preços oscilam de acordo com a oferta e a procura. O exemplo dado por Alvarossauro, do homem morrendo de sede no deserto, para o qual um copo de cerveja acaba valendo muuuuuuuuuuuuuuito mais, é profícuo no que diz respeito à oferta e à procura, mas não diz nada, no que se refere à mais-valia.Sim, o valor desse copo de cerveja específico, nessas circunstâncias, mudou e foi às alturas, para aquele sujeito morrendo de sede. Mas isso não alterou em nada o valor do mesmo produto, quando ele foi posto no mercado. A oferta e a procura apenas fazem o valor oscilar. Nunca anulam a prática do roubo de força de trabalho que se verifica sempre na produção de qualquer bem , seja esse produto aquela cerveja no deserto, seja ele a inigualável falta de preparo e de conhecimento de Alvarossauro.Mais-valia expropriada é apenas a diferença entre o que o trabalhador rende, em valores, ao seu empregador, e o que ele recebe em troca de salário, que é um mero truque. Sempre o trabalhador recebe muuuuuuito menos do que rende ao seu empregador. E é essa diferença o que de fato determina o valor da mercadoria que esse mesmo trabalhador produziu e que depois oscilará no mercado de acordo com a oferta e a procura, isto SEM ANULAR O ROUBO DE FORÇA DE TRABALHO NA SUA PRODUÇÃO.Vamos agora ao segundo argumento equivocado de Alvarossauro. Também é muito raso e equivocado achar que não adianta produzir uma coisa que o mercado não deseja ter. Basta ler um pouquinho (ciência autêntica, não o que Alvarossauro lê), para entender essa questão. O problema é que, como o pior dos cegos (dos cegossauros), Alvarossauro nunca irá se dobrar, perda de tempo discutir. Mas vamos lá, de novo.Não tem essa de "não adianta nada produzir algo que o mercado não deseja". Há zilhões de exemplos de mercadorias que nunca foram desejadas pelo consumidor. São produtos horríveis, como aqueles de sabor intragável ou que destroem o meio ambiente, mas que a publicidade acabou por fazer o consumidor gostar deles e até se viciar neles. Eu, quando adolescente, experimentei um dia uísque puro e odiei, quase vomitei. Passei um tempão dizendo que jamais beberia uísque novamente. O tempo foi passando e, de repente, vi-me alcóolatra, viciado em uísque. Obviamente, foi essa sociabilidade, de talhe capitalista, com seus modismos para induzir ao consumo, que fez de mim um viciado em uísque, que eu tanto detestava. Podia ter-me viciado em vinho, por exemplo. Pegaria mais leve, ao menos. Mas, não, foi no que eu mais detestava. (A propósito, já me livrei há muito tempo do vício).Posso dizer o mesmo do cigarro e do automóvel. Quer coisa mais odienta do que o cigarro? Quer coisa mais monstruosa e mórbida, indesejável mesmo, que o autómovel? Está paralisando as cidades, destruindo e poluindo o meio ambiente como nenhum outro, trazendo um sem-número de doenças, não há nada mais indesejável no mercado, e no entanto amamos todos o automóvel. É evidente que esse desejo construído artificialmente (foda-se se o Planeta e a vida estão sendo destruídos por causa deles) faz os preços do automóvel oscilarem no mercado, no embalo da lei da oferta e da procura. Mas, fabrique você um produto desejável ou indesejável, isto não vai anular nem um pouco a mais-valia normalmente expropriada dos trabalhadores que a produziram. Não tem pra ninguém, não adianta Escola Austríaca nenhuma tentar provar o contrário.Portanto, ao contrário de toda essa falha "argumentação" de Alvarossauro vir a esfumaçar e destruir pela base o que ele chama de "falso princípio da mais-valia", na verdade ela (essa mesma "argumentação" alvarossauroniana) só esfumaça e destrói pela base a cabeça ruim desse nosso amigo, que não lê mais, não estuda mais, ou então virou um cego, irremediavelmente cego. Abraço a todos.----- Original Message -----Cc: Francisco José Duarte de Santana ; Antonio Morales ; castorphoto@gmail.com ; Democratas - Sistema de Informações ; Euclides Lopes ; Fernanda Tardin ; Fernanda Tardin ; Flávio JJ ; USP - Profa. Maria Aparecida Aquino ; Sra. Reitora da USP ; PUC-SP Reitoria ; Jose Paulo Lopes ; Laerte Braga ; Laerte Braga ; lilicarabina ; lilicarabinablog@gmail.com ; 'marcos ferreira pinto basto' ; Mente Estratégica ; mpacheco ; Prof. Pedro T. Barrêtto ; Prof. Rogério Sobreira - FGV-RJ ; Prof. Ladislau Dowbor ; resistencia-democratica@yahoogrupos.com.br ; SilvioBPinheiro ; Tom CapriSent: Saturday, August 13, 2011 1:57 PMSubject: Re: Tá sofrendo de TAC???Adivinhou, Zeloy. E isto esfumaça, destrói pela base o falso princípio da "mais valia" de Marx. Crédito para a Escola Austríaca de Economia, que você diz que não passa de valsa vienense. E agora José Eloy?...Álvaro P. de Cerqueira----- Original Message -----Sent: Saturday, August 13, 2011 8:18 AMSubject: Re: Tá sofrendo de TAC???É Álvaro, no valor de um bem, além da apreciação dos consumidores, existem várias coisas chamadas custos de produção: valor da amortização dos investimentos, valor do trabalho para produzi-lo, valor das matérias primas e insumos utilizados, valor do know-how, valor do transporte para levá-lo até o consumidor final,etc,etc. Aí vai a apreciação dos consumidores. Tudo que deva ser produzido deve atender ao que os consumidores querem. Se formos produzir uma coisa muito valiosa mas que os consumidores não querem, ficará nas prateleiras....Não adianta produzir uma coisa que o mercado o não deseja ter......De: Alvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br>
Para: TomCapri <tom.capri@virobscurus.com.br>
Cc: Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@gmail.com>; Antonio Morales <antonio_morales@uol.com.br>; castorphoto@gmail.com; Democratas - Sistema de Informações <si@democratas.org.br>; Euclides Lopes <euclideslopes@ig.com.br>; Fernanda Tardin <nandatardin_29@hotmail.com>; Fernanda Tardin <nandatardin@yahoo.com.br>; Flávio JJ <contrapetralhas@gmail.com>; USP - Profa. Maria Aparecida Aquino <mapaquino@hotmail.com>; Sra. Reitora da USP <gr@usp.br>; PUC-SP Reitoria <reitoria@pucsp.br>; Jose Paulo Lopes <joselopes1000@globo.com>; Laerte Braga <laerte.braga@uol.com.br>; Laerte Braga <laertehfbraga@gmail.com>; lilicarabina <lilicarabina@yahoogroups.com>; lilicarabinablog@gmail.com; 'marcos ferreira pinto basto' <marcospintobasto@superig.com.br>; Mente Estratégica <menteestrategica@grupos.com.br>; mpacheco <mpacheco@onossobairro.com.br>; Prof. Pedro T. Barrêtto <petriba@terra.com.br>; Prof. Rogério Sobreira - FGV-RJ <sobreira@fgv.br>; Prof. Ladislau Dowbor <ladislau@dowbor.org>; resistencia-democratica@yahoogrupos.com.br; SilvioBPinheiro <silvio202@estadao.com.br>; Tom Capri <tom.capri@virobscurus.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011 20:14
Assunto: Re: Tá sofrendo de TAC???
Bravo Tom Capri,Refutações sofísticas* da Escola Austríaca sobre a "mais valia" nunca invalidaram aquelas refutações. A não ser na cabeça dos que ouvem "tic-tac" de relógios parados no tempo, pois os eixos giram mas os ponteiros, não. Desde o final do século XIX.O valor de um bem não é estabelecido pela quantidade de trabalho para produzí-lo, mas pelo soberano julgamento do consumidor, no mercado. É por isso que na desmoronada União Soviética as lojas de produtos das indústrias estatais ficavam com as prateleiras cheias de produtos recusados pelos consumidores. Não adianta só produzir. É preciso produzir artigos que agradem aos consumidores, em qualidade e preço. E os operários soviéticos fingiam que produziam (coisas de valor) e o governo fingia que os pagava. Isso também era mais valia?...E Böhm-Bawerk disse, é por isso que um copo dágua no deserto vale mutíssimo mais que numa cidade.*4 "Sofísticas - pej. filosofia que se desenvolve como puro verbalismo, sem seriedade ou solidez." (Dicion. Houaiss)Abraço,Álvaro P. de Cerqueira----- Original Message -----From: TomCapriCc: Silvio PinheiroSent: Friday, August 12, 2011 5:53 PMSubject: Tá sofrendo de TAC???Grande Álvaro! A Escola Austríaca de Economia (Eugen von Böhm-Bawerk) não desmistificou nada, váááááários autores já o demonstraram, o princípio da Utilidade Marginal Decrescente é insuficiente para derrubar o que há de mais óóóóóóbvio hoje, no Planeta, que é a prática do roubo de força de trabalho. Isto não chegou ainda até você? Não acredito! Só porque você quer? Você não lê mais nada? Idiotizou-se a esse ponto? Tornou-se infenso ao conhecimento? Fossilizou-se? Ou mumificou-se em bálsamos do atraso? Só faltou você me citar o Mauad também. Pelo amor de Deus, Álvaro, menos, vai, menos... Cada vez mais a quantidade crescente de buracos na sua mente me surpreende. E olhe que já mandei a você, à exaustão, as provas científicas de que a Escola Austríaca de Economia não desmistificou nada, pelo menos quanto à mais-valia. E eu é que estou atrasado? Ando preocupado com você. Você tem problemas? Sofre de TAC, Transtorno de Anacronismo Compulsivo??? Se for isso, posso ajudar. Me chame. Abraço.----- Original Message -----To: Tom CapriSent: Friday, August 12, 2011 5:08 PMSubject: Re: Entenda a crise, a verdadeira origem da turbulênciaTom Capri não larga esse surrado cacoete da "mais valia" de Marx, desmistificado pela Escola Austríaca de Economia (Eugen von Böhm-Bawerk), com o princípio da Utilidade Marginal Decrescente, ainda no final do século XIX. E estamos em pleno século XXI... É muito atraso, seu Capri!!!----- Original Message -----From: TomCapriTo: Tom CapriSent: Friday, August 12, 2011 4:14 PMSubject: Entenda a crise, a verdadeira origem da turbulênciaA democracia em debate. Participe.Da série "Tudo é culpa do capital numa hora dessas? Tenha paciência!"Você encontra este texto também em meu NOVOsite www.virobscurus.com.br, no linkEntenda a crise, averdadeira origemda turbulênciaOportunidade única de compreender o rebaixamento da nota de risco do crédito dos EUA pela Standard and Poor's. Entender por que as ações e os movimentos do capital explicam a crise, a partir dessa prática que lhe é tão cara e essencial, a do roubo de força de trabalho despendida pelo empregado (expropriação de mais-valia). Hora de se familiarizar com os conceitos de capital e mais-valia, única maneira de alcançar a verdadeira origem da turbulência e dominar o tema.Por Tom CapriDedicado a Paulo Germanos e Denis Rosenfield, cabeças que ainda não conseguiram assimilar e entender. E que também não se esforçam para tanto.Perdoe-me, leitor, pelo didatismo e o "tom" professoral. Tenho sido acusado de arrogante por isso, mas desta vez não consegui evitar, dada a complexidade do tema. Vamos lá. Raros conseguiram entender a crise mundial. Nem mesmo papas de nossa economia, como Delfim Netto, entenderam. Para Delfim, por exemplo, a culpa é de meia dúzia de figurões que andaram aprontando alguma patifaria no sistema financeiro dos EUA, atingindo em cheio as economias, e por isso deveriam estar presos. Obviamente, a percepção é simplória, não é nada disso. A crise tem tudo a ver com a expressiva queda --- somente nos Estados Unidos e nos grandes centros da Europa, ao longo dos últimos vinte anos --- da quantidade de força de trabalho que é normalmente roubada de todo trabalhador (prática da expropriação de mais-valia, que os cegos acham já ter sido abolida). Esse roubo, hoje legalizado em quase todo o Planeta, é que movimenta e dá vida ao capital e à acumulação. É o motor do capitalismo, sua razão de ser, como veremos melhor mais adiante. Ou seja, a crise atual tem tudo a ver com a significativa expansão da taxa de desemprego registrada nesses países, em consequência dessa redução, ali, da quantidade de força de trabalho diariamente expropriada do trabalhador. Isto acabou por derrubar as economias dos EUA e da Europa, provocando a grande contração de 2008 e dando origem à crise atual. Por ser a verdadeira causa dessas crises, esse aumento do desemprego (decorrente justamente da redução da quantidade de mais-valia expropriada) nos exige uma recapitulação dos conceitos de capital e de mais-valia, o que faremos mais adiante. Primeiro, vamos entender como funciona essa prática do roubo de força de trabalho e as razões de seu estrangulamento, nos EUA e Europa, nos últimos vinte anos. Começo por apontar os motivos dessa contração. São três, a saber. Acompanhe.1 – A redução nos EUA e na Europa da quantidade de força de trabalho normalmente roubada do trabalhador, com o conseqüente aumento do desemprego nos últimos vinte anos, se deve, em grande parte, ao deslocamento da produção capitalista, desses países para a Ásia e emergentes, onde há fartura de mão de obra barata (China, Índia, Rússia e Brasil, entre outros). Disso resultou considerável redução do poder de consumo nos EUA e Europa, o que acabou por derrubar a taxa de expropriação de mais-valia nestes países, gerando a crise atual e abalando as estruturas do capitalismo.2 – Teve forte influência também a crescente automação e informatização, que, ao substituir o homem pela máquina, reduzir o número de contratações e incrementar a prática do roubo de força de trabalho em cima dos empregados que restaram no mercado, aumentou o desemprego e agravou a crise.3 – Outra causa da queda da quantidade de força de trabalho roubada nos EUA e na Europa, com o conseqüente desemprego, está na corrosiva ação da ala mais radical e conservadora da direita, tanto nos EUA (Tea Party etc.) quanto na Europa. Imigrantes são discriminados e rechaçados. A luta para conservar os níveis salariais, pelos sindicatos, não é mais bem-vinda. E as ações governamentais, para melhorar o bem-estar social, são condenadas. Nos EUA, não só pelos republicanos, mas até pelos democratas, na sua ala mais conservadora.Quanto a essa ação dos conservadores nos EUA, lembro que facções como o Tea Party não aceitam (e rejeitam) a mais insignificante redução da quantidade de força de trabalho roubada do trabalhador (prática da expropriação de mais-valia), seja esse trabalhador chinês, brasileiro, de onde for.Querem não só conservar essa prática como mantê-la a pleno vapor e bem azeitada, pois ela é essencial e decisiva à vida capitalista. Não se importam com o fato de que essas suas posições podem levar à derrocada da economia dos EUA e da Europa. O que importa, para esses grupos, é que o capital se dê bem e siga o seu rumo sem obstáculos. Como se pode ver, o capitalismo é o homem ainda na sua pré-história.A ampliação sempre crescente da quantidade de força de trabalho roubada do trabalhador, pelo empregador, da qual nenhuma das partes tem consciência, é necessidade vital do capital. Não importa para os conservadores que isso --- a "necessidade" de uma crescente expansão da quantidade de força de trabalho roubada --- traga recessão ou sérias contrações na economia, como estamos vendo acontecer. Só o que importa, para os conservadores, é essa "necessidade" de preservar e expandir as taxas de acumulação do capital, o que só é possível com a constante "evolução" e elevação da quantidade de força de trabalho roubada em todo o Planeta. Não estão nem aí se os EUA e a Europa acabarem entrando em recessão e quebrando por causa disso, contanto que o capital não quebre. Só que a quebra daqueles leva à quebra deste.Como a única intenção desses grupos conservadores (os mais fortes representantes do capital) é desestabilizar o governo Obama, para que não se reeleja em 2012, o que os conservadores hoje mais procuram é minar os esforços do presidente para reerguer a economia dos EUA. Eles sabem que qualquer empenho de Obama, nesse sentido, concorre para a redução da quantidade de força de trabalho roubada. E isto é o que menos interessa a eles neste momento, por ser bastante corrosivo principalmente ao grande capital, que os conservadores tanto defendem.Hoje, o país onde a prática do roubo de trabalho é mais dificultada são os EUA, em razão da forte atuação dos sindicatos e da ação cada vez mais crescente do Estado provedor na economia (percepção keynesiana, em que o Estado cobre todos os flancos).A ação sindical para manter os níveis salariais é o maior dos obstáculos, nos EUA. A tal ponto que o trabalhador americano deixou de interessar ao capital e à acumulação, uma vez que se tornou muito caro e dele pouco se extrai de mais-valia, inviabilizando os negócios. Daí os esforços diplomáticos de Nixon e Kissinger, seguidos depois à risca por Reagan, de abrir a China e outros continentes, para o "necessário" deslocamento da então "engessada" produção americana (e européia), de escasso potencial de expropriação de mais-valia.Qualquer empenho de Obama para melhorar a qualidade de vida do americano pode implicar aumento de gastos públicos e significar mais impostos, mais custos para as empresas e, por conseguinte, menor acumulação do capital (isto é, menor quantidade de força de trabalho roubada, o que é fatal ao capitalismo). É por isso que os conservadores, radicais ou não, querem o Estado longe da economia. Reivindicam total liberdade ao capital, sem qualquer regulação, para que este possa fazer o que bem entende no sentido de manter sempre azeitada e em constante expansão a prática do roubo de força de trabalho e a conseqüente acumulação.Todas essas ações são práticas habituais do capital, essenciais mesmo à sobrevivência do capitalismo. Só que levam necessariamente a crises como as de 1929, de 2008 e a que estamos presenciando. Ou seja, levam às crises cíclicas previstas por Marx. Para entendê-las melhor e não pairar mais nenhuma dúvida a respeito, é preciso antes rever os conceitos, sem o que é impossível entender plenamente o que rola.Então, é uma crise do capital? Sim, é, mas, para compreendê-la, é preciso, antes ter entendido minimamente a realidade. É aí que a coisa pega, porque são mais raros ainda aqueles que já entenderam a realidade, e não é possível entender uma sem ter entendido antes a outra. Aqui, você tem uma chance única de desvendar a chave de tudo e chegar às verdades da crise. De entender por que o capital está conseguindo se safar da crise, mas os povos padecem e a humanidade agoniza.Para tanto, basta acompanhar a linha de raciocínio que continuarei a expor. Sim, tive de me alongar, e peço desculpas por isso (não consegui ser mais sucinto). Mas não é difícil entender, nem complicado. Requer apenas um pouco de paciência, atenção e um mínimo de reflexão. Antes de mais nada, é preciso que você acompanhe, parágrafo por parágrafo, os nexos da explicação que vem a seguir, encadeando e amarrando os dados que passo a expor.Vamos ao conceito de capital, para poder entender por que o capital é o único responsável pela crise. Capital é tudo aquilo que resulta de uma operação em que dinheiro faz mais dinheiro. Por exemplo: uma indústria produz determinada mercadoria a um custo total de mil dólares e a vende por dois mil dólares, duplicando assim aquele seu capital. A esse processo dá-se o nome de acumulação do capital.Ao vender pelo dobro, o industrial acumulou capital, pois duplicou o capital que investiu. Produzir algo ao custo de mil dólares e vendê-lo pelos mesmos mil dólares não permite nenhuma acumulação. É continuar com o mesmo capital investido. O negócio não avança porque não se capitaliza.Portanto, dinheiro só é capital quando resulta de uma ação como essa, em que se dá a acumulação. Repetindo, capital é sempre acumulação, em que dinheiro se reproduz e se transforma "milagrosamente" em mais dinheiro. Se você tem algum capital nas mãos, é porque ele resultou de um processo assim, de roubo e acumulação. Dinheiro por si só não é capital, a não ser que tenha resultado da acumulação. Vale repetir, a acumulação é a alma do capital, o seu motor e, ao mesmo tempo, a sua razão de ser.Agora, o passo seguinte, entender a mais-valia. Qual é a mágica que precisamos fazer para acumular capital? Só há uma, da qual a maioria dos habitantes do Planeta ainda não se deu conta nem percebeu: é roubando força de trabalho alheia. Não há como acumular capital sem roubar força de trabalho dos outros (o fenômeno da expropriação de mais-valia, corriqueiro e amplamente legalizado no nosso cotidiano).Você contrata o trabalhador para que, só com o trabalho dele, ele lhe renda, vamos supor, dez mil dólares por mês (sem o trabalho só dele, você deixaria de faturar esses dez mil dólares). Mas você só lhe dá em troca, como "pagamento" pelo trabalho despendido (previsto por lei), um salário, por exemplo, de mil dólares mensais.A diferença de 9 mil dólares você embolsa. Aí está o roubo de força de trabalho que você perpetra em cima só desse trabalhador: ele trabalhou para você, lhe propiciou dez mil dólares só com o trabalho dele e você pagou apenas mil por isso, de salário. E sem fazer nada! Prova de que o salário é truque, mais do que isto, golpe baixo usado para encobrir essa prática do roubo de força de trabalho, sem que o empregador e empregado tenham consciência disso. Em suma, não há outra forma de acumular. Sem roubo de força de trabalho não há acumulação, logo, não há capital. Nem capitalismo.Aí, você vai dizer: "Mas como não fiz nada, se investi o meu capital, arquei com os custos, construí tudo isso com o suor de meu trabalho e ainda por cima corri todos os riscos, o que me deixou de perna mole todos os dias e no maior stress até aqui?". Eis o seu maior engano. Sim, você se estressou, suou frio muitas vezes e até teve um enfarte. Mas, queira ou não, o capital que investiu no seu próprio negócio não foi construído por você com o suor de seu trabalho. Ele já foi, um dia, força de trabalho roubada de outros, não importam os meios pelos quais você o obteve. Mesmo que tenha levantado esse capital em um banco, e com ele aberto o próprio negócio, ele foi um dia --- acredite --- força de trabalho usurpada de trabalhadores que suaram para despendê-la e que só receberam em troca salários (que, como vimos, é mero truque).É inegável que você se estressa na condução do próprio negócio, pois está afeito a todos os riscos. Mas seu estresse não vem por causa disso. Na verdade, nunca é você que é posto em risco, mas sim o capital que você obteve ou acumulou, fruto do roubo de força de trabalho (que você ou outros praticaram). Essa é a lógica do capital. Você consegue capital somente porque houve, lá trás, roubo de força de trabalho. E depois passa a temer que esse mesmo capital acumulado lhe escape das mãos, em razão dos riscos a que seu negócio acaba ficando exposto. É daí que vem o estresse.Está claro, dessa maneira, que você não constrói nada com o suor de seu trabalho, mas sim com o suor do trabalhador, que teve força de trabalho roubada e só ganhou em troca salário. Em suma, não é você quem sua, a não ser quando vê que o capital que obteve pode escapar de suas mãos por causa dos riscos que corre no próprio negócio. Neste caso, você apenas sua frio.Nem mesmo o salário utilizado para remunerar o trabalhador é o empregador que constrói com seu suor. É o trabalhador que constrói o próprio salário, a custas da força de trabalho que lhe é diariamente roubada.Para ilustrar isso também, volto ao exemplo que acabo de dar. O daquele nosso trabalhador que rende dez mil dólares mensais ao seu empregador, mas só recebe mil de salário. Ao longo do mês, o empregador se apressa em escoar as mercadorias que esse mesmo trabalhador produz e que lhe garantem os dez mil dólares a mais de faturamento. Obtidos os dez mil dólares com a rápida venda das mercadorias por ele produzidas (o que só foi possível com o roubo de força de trabalho do qual esse mesmo trabalhador foi vítima), o empregador retira mil desses dez mil dólares para pagar este empregado.Portanto, é o trabalhador quem faz tudo, inclusive construir o próprio salário. O dono do negócio, quando muito, tem apenas de administrar direito o seu capital (a quantidade que dispõe de força de trabalho roubada de trabalhadores) e saber driblar da melhor forma possível os riscos, para que possa acumular sem tomar prejuízo ou falir. Concordo, esse trabalho de coordenação e administração do capital não é fácil, pelo contrário, é de enlouquecer, quando não leva a transtornos e doenças terminais, até mesmo ao suicídio, em alguns casos. Não é nada fácil para nenhum dos lados.Como se vê, capital é sinônimo de roubo de força de trabalho, de violência perpetrada diariamente contra o trabalhador, sem que as partes tenham consciência disso. Quanto maior o volume de força de trabalho roubada (mais-valia expropriada do trabalhador), mais capital se torna possível acumular.Em outras palavras, o capitalismo se assenta nessa prática nefasta do roubo de força de trabalho e não se sustenta nem existiria sem ela. É científico, o capitalismo só sobrevive em razão dessa constante violação de um dos mais sagrados direitos humanos: o de o ser humano poder usar livremente, ou melhor, poder dispor como bem entende e deseja de sua força de trabalho, sem ter de subordiná-la e submetê-la às vontades, imposições e caprichos dos outros.O capitalismo é, por isso, a pior das ditaduras, justamente porque viola esse direito de propriedade, ao roubar força de trabalho do trabalhador. Pior é que o faz diariamente e em escala, como um serial killer incorrigível que, por agir legalmente (o roubo de força de trabalho é previsto em lei), passa a vida impune.Não é à toa que a vida regida pelo capital é a da discórdia, das grandes frustrações, da mesmice, da chatice, da eterna infelicidade e leva à fuga nas drogas, na religião, no carnaval, nas festas, no sexo pelo sexo etc. E só nos traz as doenças que aí estão, as síndromes e transtornos que nos acometem todos os dias, a barbárie da criminalidade e do narcotráfico. Em suma, não é à toa que o capital nos brinda com essa sociabilidade que aí está, em crise e em decadência, muito próxima do Apocalipse.O capitalismo só avançou até aqui e tomou conta do Planeta (como modo de produção dominante) porque soube muito bem como aprimorar, azeitar e expandir essa forma hedionda de opressão que é a prática do roubo em escala de força de trabalho. Para tanto, valeu-se obsessivamente dos mecanismos de controle e fiscalização de que dispõe (as instituições), como o Estado, a política, o direito com suas leis, o estatuto da propriedade privada, a polícia, a família monogâmica do casamento sob contrato, a religião, o estado de direito etc. Em suma, valeu-se desse arcabouço que atende hoje pelo nome de democracia, que por isso mesmo é a pior forma de ditadura.Já deu para perceber que todas essas instituições estão hoje não só a serviço do capital (na qualidade de guardiãs defensoras, inspetoras e protetoras), como também são parte essencial dessa mesma unidade, o capital. Já temos claro que todas elas, sem exceção, não passam de facetas relativa e parcialmente independentes do capital, mas igualmente poderosas e decisivas no processo de acumulação capitalista.Ou seja, a sociedade que aí está, com todas as suas contradições, deriva (é inclusive função) dessa prática do roubo de força de trabalho, que --- tal qual a escravidão no passado --- é hoje prevista em lei e fortemente apoiada, amparada e estimulada por todas as instituições. Daí podermos facilmente concluir que a sociabilidade dominante hoje, derivada da vida capitalista, e que tem como arcabouço de amparo e proteção as instituições aqui mencionadas, se origina dessa prática criminosa e opressiva que é o roubo de força de trabalho (expropriação de mais-valia).Mas o que tem tudo isso a ver com a crise mundial? Tem tudo a ver e explica cientificamente a crise. Já vimos, capital é sinônimo de roubo de força de trabalho e de violação de direitos humanos essenciais e sagrados (ou melhor, é algo irracional nada natural nem inerente à espécie humana, como querem os ignorantes). Por isso, o capitalismo está sempre sujeito a intempéries e crises. O mau tempo ronda a vida capitalista. Isto porque, sempre que cai a taxa de roubo de força de trabalho (de expropriação de mais-valia), a acumulação vê-se imediatamente ameaçada e o capital é obrigado a dar logo um jeito nisso, para não sucumbir.Foi exatamente o que veio a provocar a crise financeira de 2008 e pôs em turbulência os dois maiores centros do capital, EUA e Europa. Resumo da comédia: toda crise só acontece no capitalismo quando algo dá errado no processo de acumulação do capital, ou melhor, quando algo emperra, obstaculiza ou detém esse processo.Veja como isso aconteceu e resultou nas crises de 2008 e atual. O processo de acumulação experimentou seus dois maiores avanços no pós-guerra (a partir de 1945). Houve aquela injeção de capital (decorrente de força de trabalho roubada) nas economias da Alemanha, Itália e Japão (Plano Marshall). Nos anos de 1950, EUA e Europa abriram seus mercados para os produtos do Japão, Coreia do Sul e demais países asiáticos, a fim de evitar que "caíssem" nas mãos dos "comunistas" (ponho entre aspas porque nunca houve comunismo no Planeta).Por fim, mais recentemente, com a queda do Muro de Berlim e o fim do "comunismo", o capital se globalizou de vez. E passou a concentrar sua produção (portanto, a prática do roubo de força de trabalho) muito mais onde há abundância de mão de obra barata (China, Índia, Brasil, Rússia etc.). Transformou assim os grandes centros do capital (EUA e Europa) em meros consumidores. Os "made in USA", "made in France", "made in England" etc. foram dando lugar, inicialmente, aos "made in Japan" e depois aos "made" em tudo quanto é lugar com mão de obra barata.Ótimo para o capital, principalmente para o grande capital dos EUA e da Europa. A partir de então, todos os produtos "made in China" passaram a ter forte inversão de capital estrangeiro, especialmente do americano e europeu. Passaram a ser produzidos ou montados principalmente na China e demais emergentes, mas com capital dos conglomerados e multinacionais americanos e europeus.Ruim, porém, para a população dos EUA e da Europa. Nestes países, a produção local entrou na época em declínio: os "made in USA","made in France", "made in England" começaram a desaparecer das prateleiras e os empregos minguaram. A rica América, um dos berços do todo-poderoso capital, passou a empobrecer, e começa agora a deixar de ser aquela força de consumo que compra tudo o que vê pela frente.O crédito foi o mais atingido, na época. Abarrotadas de recursos, as instituições financeiras não tinham mais a quem repassar. Indústrias fecharam as portas ou desativaram unidades nos EUA e Europa, para passar a produzir a custos reduzidos em outras praças (China etc.). Mais desemprego. O capital se deu bem, debelando mais esse entrave, mas o consumo local caíra drasticamente, derrubando o crédito, especialmente as vendas no crediário.O que salvou a pátria e evitou um verdadeiro colapso naquele momento, trazendo alívio ao mundo capitalista, foi, nos EUA e na Europa, a aposta no mercado imobiliário, seguida da explosão das pontocom. Com juros baixíssimos e financiamentos de longo prazo, bastante acessíveis, todos puderam realizar o sonho da casa própria nos EUA e na Europa. Inclusive, adquirir o segundo imóvel. Foi mais uma forte injeção de cânfora no capitalismo.A indústria imobiliária salvaria mais uma vez a produção capitalista, por ser grande indutora de consumo e a mais importante da economia. Quando a pleno vapor, ela faz girar toda a produção. Uma simples quitinete implica a compra de quase todos os tipos de produtos, de panelas a eletroeletrônicos, passando inclusive pelo automóvel. Quem adquire uma unidade precisa mobiliá-la, e isto impulsiona as vendas.Foi a festa. A bolha imobiliária turbinou o consumo nos EUA e na Europa, levando-os a driblar a crise e a escapar da recessão. Somada à bolha das pontocom, ela acabou por turbinar também o mercado acionário em todo o Planeta. Foi o que manteve intacta, por todos esses anos, a pujança da economia dos EUA, ainda a mais confiável, e também a dos grandes centros europeus, garantindo-lhes crescimento sem recessão.Mas, como soe acontecer no capitalismo (as tais das crises cíclicas), bolhas um dia estouram. A primeira foi a das pontocom, após precipitada e descabida valorização das ações de um sem-número de empresas que, se descobriu depois, não eram "nada daquilo" e "não valiam absolutamente nada". Papéis micaram nas mãos dos aplicadores.Em 2008, foi a vez de a bolha imobiliária estourar. Com abundância de crédito e a obrigação de remunerar seus clientes, as instituições financeiras vinham sendo obrigadas a apostar todas suas fichas no financiamento à produção e à venda de imóveis, onde havia se concentrado a grande massa dos tomadores.O passo seguinte foi partir --- de forma impensada, arbitrária e desenfreada --- para a catastrófica ciranda dos derivativos sem lastro (os famosos subprimes, títulos podres), passando-se por cima de toda regulação. Só assim era possível manter vivo e azeitado o processo de acumulação nos EUA (ou melhor, de roubo de força de trabalho), ao menos em níveis "desejáveis" e "satisfatórios" para o capital.Todos do mercado financeiro entraram na dança e foram coniventes, nos EUA, como nos mostra o filme Inside Job, Oscar de melhor documentário de 2011. O sistema inteiro se deixara contaminar, todas as pontas haviam sido amarradas para que nada desse errado. Presidentes estiveram no comando das ações, ainda que veladamente, de Clinton a Bush Filho, e agora Obama, conscientes do que estava rolando.Os grandes mentores disso que Delfim Netto chama de grande patifaria ainda estão soltos, muitos dos quais ocupam hoje altos pontos no primeiro escalão do governo Obama. A mídia também fez vistas grossas (até porque foi parte), principalmente a especializada em análise de títulos, como a Bloomberg Television. Fingiu desconhecer o que estava acontecendo, passando a idéia de que tudo corria bem nos mercados. Até que a crise eclodiu, denunciando que a mídia fora também cúmplice da patifaria.Até as agências de avaliação de risco dos títulos --- Standard and Poor's, Moody's, Fitch etc. ---, supostamente imparciais, protagonizaram a grande festa. Davam por confiáveis os subprimes, e todo aquele lixo tóxico, até poucos dias antes de a bolha imobiliária estourar. Não escapou ninguém, todos se refestelaram até o último minuto.O único que saiu ileso disso, e até fortalecido, foi o capital, que conseguiu manter e até expandir o crédito e as taxas de acumulação, nos EUA e na Europa, com o deslocamento e a subseqüente intensificação da prática do roubo de força de trabalho na China e demais países emergentes (Brasil, Rússia, Índia etc.). Só que o tiro saiu mais uma vez pela culatra. Como eu disse no começo, esta é uma crise do capital. Se ele saiu ileso e até fortalecido do estouro da bolha imobiliária, isto foi apenas temporário.O resultado da crise foi a perda de poder aquisitivo nos EUA e nos grandes centros europeus, decorrente das demissões e da redução no número de contratações, agravada pelo crescente endividamento desses países, que precisam emitir títulos para fazer frente à crise. Isto com certeza derrubará também a produção e a venda de tudo o que é hoje fabricado e montado na China e emergentes, com capital dos EUA e da Europa. Isto é, o capital, que se havia saído ileso e fortalecido dessa, agora começa a padecer também, fazendo com que as perspectivas sejam sombrias até mesmo para economias como a da China (a mais longo prazo, evidentemente).Nos EUA, o democrata Obama terá de continuar vestindo cada vez mais a casaca republicana, para conseguir passar no Congresso as medidas que considera mais emergenciais. Mas, mesmo curvando-se como tem feito, não obterá apoio dos republicanos, que farão o possível e o impossível para não reelegê-lo em 2012. Ou seja, o capital dos EUA e da Europa continuará roubando força de trabalho do trabalhador da China e demais emergentes, até topar com a inusitada situação de não ter mais mercado para escoar os bens que ali produz. Nesse momento, que pode durar décadas para chegar, o capital terá experimentado, finalmente, o seu primeiro verdadeiro colapso.O problema é mais grave na Europa do euro. A região carece de um Estado único capaz de prover, amparar, inspecionar, defender e proteger todas as ações e movimentos do capital no continente, como faz normalmente o Estado em países capitalistas do porte dos EUA. Na zona do euro, a moeda é única, mas cada país tem sua política fiscal, e é impossível fiscalizar e controlar isso.As divergências são muitas, não há consenso, os endividamentos crescem para cobrir rombos, a Europa não se entende e balança. Mas que ninguém se iluda. O capital tem mil fôlegos, nunca dorme no ponto e, ao menos até aqui, tem saído com relativa facilidade de suas enrascadas. Resta saber se conseguirá se livrar de mais essa.Entendo que os EUA só conseguirão sair realmente da crise se vierem a eleger, em breve, um republicano que tenha pulso para conter a atual avalanche conservadora, tanto republicana quanto democrata, dobrando e até mesmo calando as vozes radicais dos dois partidos. Refiro-me diretamente às agências de avaliação de risco como a Standard and Poor's, as quais, já vimos, não passam de instituições políticas (amorais e imorais) a serviço do capital e que nem por isso deixam de cometer erros bobos de aritmética. Altamente qualificadas, não têm moral para rebaixar títulos do Tesouro dos EUA, uma vez que foram cúmplices na ciranda dos derivativos que levaram à crise. Neste momento, estão contra Obama, mais republicanas do que nunca.Os EUA também sairão da crise se elegerem um republicano que aposte na conciliação nacional, ou mesmo na união e até unificação dos dois partidos em torno de objetivos comuns, se isto vier a se apresentar como único caminho para debelar de vez a crise e salvar a democracia, digo, salvar o capitalismo (democracia e capitalismo são sinônimos, já sabemos). A China já provou que a melhor maneira de conduzir as ações e movimentos do capital --- ou seja, de salvar o capitalismo --- é colocando-o sob a mira e a regência de um único partido, com representantes de toda a sociedade (no caso da China, o Partido Comunista Chinês, do qual até os empresários são filiados).Se isto vier a ocorrer nos EUA, é possível que Obama se afaste da política e desapareça no lixão da História, como um dos presidentes mais inexpressivos. Obama está num beco sem saída. Se tentar pôr na cadeia os verdadeiros mentores da patifaria, vai ter de ter prender os dois últimos presidentes --- Clinton e Bush Filho e entourage ---, e inclusive se entregar como um dos responsáveis. Se peitar os republicanos e os conservadores de seu próprio partido, corre o risco de tomar bala na cabeça, como aconteceu com John e Bobby Kennedy, Lincoln e outros. Ainda não estou convencido de que Obama acerta quando diz que os EUA sempre serão "AAA".Na Europa, vejo como perspectiva, para que o Continente possa sair da crise, a criação desse Estado --- os Estados Unidos da Europa ---, com parlamento único e política fiscal também unificada. Mas isto ainda está muito longe de se tornar realidade. E só acontecerá se a Europa, hoje dividida, não encontrar nenhuma outra saída para salvar o seu capitalismo, que também agoniza. Um abraço a todos.
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