A cada dia ouvimos falar mais sobre a figura do analista de negócios. Ele deveria fazer o intercâmbio das informações que o profissional da saúde precisa e levar a sua equipe de TI.
De maneira geral, os analistas de negócios são preparados geralmente para trabalhar com outro tipo de informação.
Alguns sistemas em saúde são desenvolvidos sem seguir os padrões existentes. Outros sem base científica e sem histórico. Existem várias sugestões que poderiam ser discutidas antes de modelar algo novo - e isso vale para os dois profissionais. Essa carência de informação vai refletir em alterações da estrutura do sistema que pode o inviabilizar.
Essa aproximação dos profissionais ainda é muito tímida, defendo a idéia de que os protótipos (telas do sistema) sejam definidas pelo analista de negócios em reunião junto com o profissional da saúde. Pois um sabe o que precisa e outro sabe o que pode ser feito (ou o que já existe). Casos de uso, webservice como citado, são exemplos de processos internos no desenvolvimento do software que não precisam aborrecer o profissional da saúde. Já o protótipo (tela), os dois utilizam, então existe algo em comum.
Outro problema que poderia citar é o prazo. Como tudo na vida é feito de resultados, existe uma pressão para chegar no resultado final. E aquela história de "ah - fazemos assim por enquanto para atender a necessidade atual, depois alteramos", não funciona por diversos fatores, que poderia citar em outra discussão.
Abraços,
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Att.
Hugo Bulegon
Analista de Sistemas - Mestre em Tecnologia em Saúde
Associação Paranaense de Cultura (APC)
Sistema Hospitalar / Curitiba - PR
---------- Forwarded message ----------
From: Jussara macedo <jussara.macedo@gmail.com>
Date: 2011/8/10
Subject: Re: [gto8-res] NHS vai abandonar programa de EHR
To: gt8-res@googlegroups.com, sibele.ferreira@gmail.com
Salime,
voce tocou num ponto fundamental que é a linguagem comum (semântica). Precisa haver um nivelamento de conhecimento e isso só se consegue com educação, treinamento e desenvolvimento de ferramentas que permitam que os próprios profissionais de saude possam modelar seu conhecimento. Desde o GEHR e o projeto EPSOs na Europa, uma comunidade de clínicos está engajada no mundo em criar os objetos da saúde (os arquétipos), para que sejam utilizados nos sistemas de informações clínicas. Eu acho que o grupo que está na RIPSA podia começar a usar essa ferramenta, o CKM (clinical knowledge management) , que está sendo usada para detalhar os modelos clinicos em vários países que estão criando infraestruturas nacionais, inclusive o Reino Unido, que já tem uma série de arquétipos e templates publicados, e participar deste ovimento internacional.
Dêem uma olhada nesse artigo do blog da Dra Heather Leslie (https://omowizard.wordpress.com/tag/ckm/), sobre como modelar um prontuario para gestação e parto, dá uma idéia de como reutilizar o arquétios básicos para construir os templates necessários, sem a necessidade de se criar novas estruturas. Aliás este blog deveria constar de nossas leituras diárias. O passo tres tem uma revisão do CKM e como usá-lo
abs
Jussara--2011/8/10 Salime Cristina Hadad <salime@pbh.gov.br>Jussara,Acho muito correta é sua colocação, de fato a participação dos profissionais de saúde na definição das funcionalidades e escopo dos sistemas é fundamental. Penso que o diferencial aqui em BH foi desde o início ouvir os profissionais e tentar construir um sistema de prontuário eletrônico que atendesse as suas necessidades no trabalho. Claro nem sempre acertamos, mas a atual adesão ao prontuário eletrônico (SISREDE) vem do fato que a equipe de profissionais da secretaria se sentir parte dessa construção, quando abre um protocolo de pré-natal ou hipertensão no sistema.Acho que a nossa dificuldade na área de TI é não termos uma linguagem comum, as vezes alguns profissionais, nosso caso aqui na GTIS, tem que funcionar quase como tradutor interpréte, explicando o que é um caso de uso, um webservice e etc..Contudo, tenho convivido com profissionais de TI que estão buscando se aproximar do negócio saúde e já conseguem travar bons diálogos e entender o desejo do profissionais de saúde.Esse é o no "Chalenger"!abraços
Salime C. Hadad
Referência TécnicaGerência de Tecnologia de Informação em Saúde - GTIS
Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte - MG
tel: (31) 3277-7719 ou R. 8135/ 32615303
gtis@pbh.gov.br
www.pbh.gov.br
Em 9 de agosto de 2011 18:56, Jussara macedo <jussara.macedo@gmail.com> escreveu:
Caros, uma das razões apontadas pela falha está que não houve consulta aos profissionais de saúde no início do processo, havendo consequentemente problemas na definição dos business cases ( não me refiro aos casos de usos no sentido informatiquês, mas nas atividades e processos de trabalho que existem na saúde, que só podem ser bem compreendidos e detalhados pro profissionais da área em questão. Acho que o Brasil corre o mesmo risco enquando não instituirmos uma instância para definir primeiro "o que" e os informatas depois digam "como" e em que prazo. Gealmente, infelizmente, ainda é feito ao inverso, primeiro se define a tecnologia e depois se tenta modelar o sistema de informação. Muitas das vezes as ferramentas não são adequadas para a construção da casa, pois se pensa amiúde que um sistema fits all, quando isso raramente acontece, principalmente num domínio complexo como o da saúde
"The PAC said part of the problem had been weak leadership in the department. "The department could have avoided some of the pitfalls and waste if they had consulted at the start of the process with health professionals," it said".2011/8/9 Luciana Tricai Cavalini <lutricav@vm.uff.br>http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/health-news/nhs-pulls-the-plug-on-its-11bn-it-system-2330906.html
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