Re: [sbis_l] GlobalMed Telemedicine Visit a respeito da consulta de telemedicina

domingo, 26 de fevereiro de 2012
Pessoal,

Eu levarei esses assuntos e comentários para discussão na próxima reunião da Câmara Técnica no CFM.

Para mim, a resolução do CFM tinha um objetivo, mas acabou com "efeitos colaterais" que precisam ser revistos.

Um abraço a todos,

Cláudio Giulliano
SBIS

On Feb 26, 2012, at 8:18 PM, Luiz Roberto de Oliveira wrote:

Prezados,
boa noite

Relembro uma apresentação do Prof. Sigulem na qual ele mencionou uma metáfora muito simples: a do semáforo. São três cores: vermelho, amarelo e verde. Há situações em que o sinal é vermelho: nunca o médico deve dizer qualquer coisa ou prescrever nada sem ver o paciente. Outras há, em que o sinal é amarelo, o médico pode até precrever ou atender a algo, mas se comprometendo a ver o paciente tão logo o caso requeira essa conversa presencial. Nas demais, condição terceira, a luz é verde: às vezes é até benéfico a manifestação do médico.

Um exemplo recente: uma paciente me indaga se deve ou não fazer um exame que eu havia solicitado por conta de uma informação restritiva que lhe fora mencionada no local onde o mesmo deveria ser realizado. E em seguida me indaga se poderia continuar tomando um medicamento analgésico e antiinflamatório, pois a caixa prescrita já tinha acabado e ela continuava sentindo um pouco de dor, mas não lembrava o que eu havia dito na consulta anterior. O que é muito comum: diante do stress o paciente esquece a orientação recebida.

Duas situações pelo velho "telecelular". A primeira eu não respondí, mas para não deixar a paciente apreensiva, disse que precisava pesquisar algumas informações e pedí-lhe que fosse ao consultório. Isso foi no segundo dia do período carnavalesco. E a segunda: Eu ia deixar a paciente sentindo dor o resto do carnaval, por não poder dizer um sim, exceto se presencial? E já havia informado isso para a paciente. Apenas ela esqueceu. Apenas confirmei o que já havia dito. Sinal vermelho no primeiro caso, sinal verde no segundo.

Minha conduta seria a mesma se o contato fosse por e-mail, o que aliás não informo a nenhum paciente. Mas como conseguir deixar de informar o celular ao paciente,mou aos familiares de um paciente?

Att.,

Luiz Roberto

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Em 18 de fevereiro de 2012 23:45, Marcia Ito <ito@mind-tech.com.br> escreveu:
Prezados,

Concordo que existem situações e situações para poder utilizar a telemedicina/telessaúde. O que não se pode fazer é tentar colocar tudo no mesmo cesto e por isso podar os benefícios que uma consulta a distância pode trazer. No caso de um acompanhamento de crônico ou um pediatra, se o médico já conhecer o paciente e faz consultas presenciais periódicas não vejo porque ele necessariamente deva ver o paciente para prescrever algum tratamento ou mudar a dosagem de um medicamento (por exemplo da insulina). Claro que estamos acreditando na competência do profissional que saberá o momento em que ele pode fazer isto do outro em que será necessário uma consulta presencial. Ao meu ver parece que ao proibir a consulta a distância estão dizendo que o médico não tem bom senso e competência para saber quando e como usar o recurso.

[]'s

Márcia


On Thu, Feb 16, 2012 at 12:13 AM, Luiz Roberto de Oliveira <provoz.ce@gmail.com> wrote:
Prezado Lincoln,
boa noite

Realmente não precisa de médico nas duas pontas…, mas em algumas situações, ameu ver, aliás, ainda bem restritas. Vc cita o caso de um exame radiológico, e eu lembraria, também, o caso de um ECG, que na maioria das vezes é realizado por um técnico e o médico cardiologista que dá o laudo, do mesmo modo, faz isso posteriromente e sem ver o paciente. O médico contribui com a solicitação, a decisão de solicitar, e o resultado é depois obtido pela internet. E as orientações passadas ao paciente depois desses resultados chegarem pela internet? Esse contato pode ser feito a distância?

Tem muita nuance a ser avaliada, pois em certa situações, o contato presencial entre médico e paciente é inclusive desastroso, e usar videocolaboração não melhora e nem piora nada se o profissional não sabe lidar com essas contingências.

Há casos, entretanto, em que isso não pode de outro modo. Em certa situações, na outra ponta, deverá ter um médico, mesmo que um generalista, e muito bem treinado por sinal, não necessariamente um especialista, mas agindo sob supervisão médica de um colega mais experiente, por diversos motivos. 

Será então necessário analisar caso a caso? Também não sei, mas pelo menos acho prudente?

Do mesmo modo penso que essa tendência, esse caminho, não tem volta. Discutindo e praticando chega-se a uma solução.

Att.,

Luiz Roberto

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Em 15 de fevereiro de 2012 18:45, Lincoln A Moura Jr <lincoln.a.moura@gmail.com> escreveu:

Um belo, simples e óbvio exemplo :-) que não precisa de médico nas duas pontas...

Aliás, e apenas para colocar a discussão também em um plano bem simples e óbvio, e apenas para dar UM exemplo, qualquer um que tenha trabalhado em hospital sabe que técnico de raio-X colhe as imagens que o médico analisa sem ver o paciente. Que diferença faz a distãncia entre o médico e o paciente? Qual a real diferença entre esta rotina e a da telessaúde / telemedicina?

Abs,

Lincoln
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On 2/15/2012 5:34 PM, Jussara wrote:
Check out this video on YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=JZxyKeHrqWo&feature=youtube_gdata_player


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"...tomamos emprestado o slogan da Nike, 'Just do It'. Quer dizer, nao
se vanglorie, faca. E mostre ao mundo depois." (Linus Torvalds)
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Marcia Ito, M.D., PhD
Coordenadora
Laboratorio de Pesquisa em Ciencias de Servico (LaPCiS)
Unidade de Pos-Graduacao, Extensao e Pesquisa
Centro Estadual de Educacao Tecnologica Paula Souza
R. Bandeirantes, 169 - Bom Retiro - 01124-010
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Twitter: @marciaito

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