Re: Re: [menteestrategica] RES: [Brasil-Política] CHÁVEZ E OS NOVOS MILITARES

domingo, 10 de março de 2013
Postam um monte de baboseiras na web, escudados no anonimato aparente porque não possuem capacidade intelectual para sustentar o que afirmam e baseiam-se nos chavões da lavagem cerebral que sofrem, demonstrando logo falta de credibilidade.
Marcos Pinto Basto

Em 10 de março de 2013 11:56, Silvio Pinheiro <sbarrosp@gmail.com> escreveu:
Bravo, professor.
 
Bravo !
 
O senhor já percebeu como tem boçal defendendo
o golpe de 1º de abril de 1964, latindo que esteve
no comício da Central do Brasil?
 
E defecando pela boca?
 
Falam de Cuba e da Venezuela com a autoridade de
um porteiro de lupanar, aquele que repete, feito papagaio,
o que ouve dos frequentadores.
 
Se espremer um pouco mais, a merda que defecam pela
boca vira diarréia.
 
Abração.
 
---
Silvio de Barros Pinheiro.
Santos.SP.
 
----- Original Message -----
From: Kidoca
Sent: Saturday, March 09, 2013 11:34 AM
Subject: Res: Re: [menteestrategica] RES: [Brasil-Política] CHÁVEZ E OS NOVOS MILITARES

Não sei o que é isso, mas vou responder assim mesmo. E. O seu discurso é udenista. Não é trabalhista. Você estava em 13 de março de 64 mas não como trabalhista e sim como udenista. O problema é que da quartelada de 1º de abril de 64, (civil e militar). Os militares não deram aos civis, diga-se a UDN o poder que ele queriam pois não conseguiam conquistar pelo voto, tramaram com (EUA, FFAA, CNBB, OAB, TFP e muitos outros organismos) a derrubada de Jango. Depois quando viram a merda que fizeram, primeiramente deixando as FFAA contra o povo brasileiro, foram pedir arrego ao Presidente deposto João Goulart no Uruguai para formar a frente ampla, o único que se salvou foi o Magalhães Pinto, que não foi cassado, pois o Lacerda e o Adhemar foram. Depois disso tudo virou o "SAMBA DO CRIOULO DOIDO", ninguém sabia de nada, pois não foram adestrados para governar uma nação do tamanho do Brasil varonil. Nós trabalhistas Nacionalistas e Desenvolvimentistas, sabemos muito bem, distinguir quem era trabalhista e quem era udenista, parece igual mas não é. Hoje os industriais que apoiaram o golpe de 1º de abril de 64, estão pulando que nem pipoca, pois perderam suas indústrias para as multinacionais, coisa que o trabalhismo não deixava acontecer, pois protegia o que era nacional da sanha do capital externo. Agora nós gritamos para eles Bem feito. Quem mandou apoiar o erro.
Viva o Trabalhismo Desenvolvimentista e Nacionalista de Getúlio, Jango e Brizola e do MRLB.
Viva o Socialismo do Século XXI, que está às portas, quem viver verá, que traz em seu bojo o Poder Popular e a igualdade entre as pessoas.
Euclides - MRLB.
 
 
 
 
-------Mensagem original-------
 
De: E.
Data: 09/03/2013 11:09:16
Assunto: Re: [menteestrategica] RES: [Brasil-Política] CHÁVEZ E OS NOVOS MILITARES
 

Em 13 de março de 1964  estava eu,   jovem, de esquerda  (  quem não o é  nessas idades? ).Naquele tempo a esquerda  era  alegremente festiva mas era, pelo menos,  de esquerda. Eu estava em frente a Central do Brasil no famoso comício   de  13  de março. A esquerda da época não era essa de hoje que cacareja para a esquerda  mas põe  os ovos para a direita, como  disse  o   velho Briza. Os governos não foram  liderados , por uma  achacador de empresários  do Brasil, nem  por  um marxista de merda,  datado, nem por um vendedor  de  greves , alcoólatra e  escroto, que corneia  a mansa a  10000 metros de altura  com dinheiro  da plebe ignara. Os presidentes morreram pobres!

Eramos  todos nacionalistas , com  pouquissimos comunistas, raridades, criaturas estranha e  exóticas,  como é  ainda  hoje.  O regime  de  64 consolidou e  deu prosseguimento  ao processo de industrialização do Brasil,  impulsionado por   Vargas.  Eu temia que  64  fosse  cumprir  o ideário da  UDN , mas não. Criaram estatais sim , porque ninguém de fora na época ia investir no Brasil , o investimento necessário  para infraestrutura.  Levava-se horas para  "conseguir uma linha"  para falar  do Rio  para  São Paulo. Em 67 havia apenas  três linhas  para se falar  de  Sampa  a  Belém. 64 não   tirou direito básico algum dos trabalhadores- criaram milhões e  milhões de empregos  na manufatura. Não  entregaram ( desculpem o termo) porra nenhuma  a gringo puto algum  como  TODOS OS GOVERNOS  DEPOIS DE  89  FIZERAM, depois  de passar  por  Washington  para receber  as ordens .  Em 80  nossa manufatura era maior  ( em dólares) do que  a soma da manufatura  da China  somada a da  Índia  e da Coréia  do Sul. Hoje é  10% desta soma.  Brutal esmagamento!   64 tomou 200 milhas  marítimas   como nosso mar, onde hoje exploramos Petróleo.  A Petrobras não era o curral de um antro de canalhas  e sindicalistas  aproveitadores.  O que seríamos hoje  sem Itaipu:? 64 nos  tirou da posição de quadragésimo oitavo PIB  do planeta  para a oitava  posição, e em condfições dificilimas  de crédito, inflação mundial, e pior  inflação ainda aqui. 

Cuba está na merda .É um  curral de uma família, que a domina  há  60 anos . E a pior merda  é  não ter liberdade. Nelson Rodrigues  disse  "  a liberdade é mais importante   que o pão"  Não tem liberdade?  Não  serve. Conquiste-se  liberdade  pelas  armas  se for  necessário. A Venezuela está  literalmente na merda.  Não tem futuro. Não cabe elegância  aqui . O coronel  ( era coronel  não ?)  Chávez  deixou um País com carência de alimentos  e  preso a uma só  fonte  de renda:  o  Petróleo. Escolheu,  convenientemente,  um motorista de ônibus como seu vice. Foi  esperto , e resolveu  seu problema.  Seu vice  jamais poderia  ameaçar um Coronel  que contou com apoio  do Exército. Mas deixou um problema. Deixou,  um pobre coitado ,   sem formação ,  que terá  que submeter-se a  alguma forma  de  pressão para  continuar na presidência.


Em 9/3/2013 09:43, Kidoca escreveu:
    Se o poeta Casimiro de Abreu fosse vivo declamaria seu poema: "Oh! que saudade que tenho. Da aurora da minha vida, da minha infância querida. Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras, à sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais...".
    Morte Prematura. Eu de meu canto, chorando o meu pranto, digo que é mais do que prematura. Acho que o Presidente Constitucional Chavez, pode ter até sido assassinado pelos seus inimigos. Não descarto essa possibilidade, pois seus inimigos tem curriculo para isso.
    Chavez foi o dirigente que mais encarnou o espirito da Revolução Cubana, mesmo não sendo comunista, viu que seu país teria que trilhar o sistema do Poder Popular de governo, ligado ao proletariado e não mais a burguesia, por isso era odiado pela elite e amado pelo povo, tal qual foi o nosso Getúlio e o nosso Jango.
Pena que o que é bom dura pouco. Assim como o trabalhismo aqui foi desapeado do Poder pelos golpistas de 1º de abril de 64. Sua morte (ou assassinato) interrompeu o curso da Revolução Bolivariana, vai depender do nível de entendimento de seus seguidores sobre o sistema que estava implantando na Venezuela, espero que a continuidade e até o aperfeiçoamento se estabeleça e a Venezuela se emancipe de vez, e possa influenciar outros países da América Latina, inclusive o nosso querido Brasil.
    Viva o Trabalhismo brasileiro. Viva o Socialismo do Século XXI, que está às portas, quem viver verá, trazendo em seu bojo o Poder Popular Governamental e a igualdade de oportunidade para todas as pessoas.
    Viva o Brasil. Viva a Venezuela.
Euclides - MRLB.
 
 
 
 
-------Mensagem original-------
 
Data: 03/09/13 09:25:25
Assunto: RES: [Brasil-Política] CHÁVEZ E OS NOVOS MILITARES
 

Morte prematura? É sacanagem!!

De: brasil-politica@googlegroups.com [mailto:brasil-politica@googlegroups.com] Em nome de Power Guido
Enviada em: sexta-feira, 8 de março de 2013 11:59
Para: Mente Estratégica; politicab@yahoogrupos.com.br; politica-br@yahoogrupos.com.br
Assunto: [Brasil-Política] CHÁVEZ E OS NOVOS MILITARES

por Mauro Santayana

A morte, prematura, de Hugo Chávez, deixa uma certeza: a Venezuela não voltará a ser o país que foi antes de sua presença no Palácio de Miraflores. Como anotou o New York Times, o presidente não construiu auto-estradas nem grandes edifícios, mas legou a seu povo uma nova forma de ver e sentir o país. E esse povo não voltará a aceitar as regras antigas de submissão social.  Chávez não era  predestinado ao poder, como tantos outros líderes militares latino-americanos, que viam as forças armadas como "a última aristocracia". A definição é do poeta argentino Leopoldo Lugones, ao discursar no centenário da Batalha de Ayacucho, travada em 1826 no Alto Peru, que expulsou os espanhóis de nosso continente.

Os militares, principalmente os argentinos e chilenos, sempre se sentiram herdeiros daqueles nascidos na América do Sul, que participavam dos exércitos espanhóis e se uniram a Bolívar e a San Martin para fazer a independência. Mas isso não impediu que se submetessem aos interesses externos, quando isso interessava às oligarquias internas de que, por origem familiar, procediam.

O homem que morreu terça-feira foi um soldado comum, jogador de beisebol, que se insurgiu contra a desigualdade social em seu país e, depois de frustrado golpe de estado, elegeu-se seu presidente. Sua ascensão ao poder e seu prestígio popular podem surpreender os que não conhecem com a história nestes últimos 20 anos na América Latina. Mas nada houve de insólito em sua vida e destino.

Os exércitos da América Latina não são os mesmos. A origem de classe dos oficiais – embora haja ainda alguns com sobrenomes históricos – mudou bastante, depois dos regimes ditatoriais que, patrocinados pelos Estados Unidos, infelicitaram os nossos povos. Não é difícil hoje encontrar oficiais superiores filhos de famílias bem modestas e mesmo pobres.  A memória das dificuldades na infância os faz diferentes, dispostos a apoiar governantes que almejam vencer as desigualdades históricas.

Chávez nasceu no mesmo ano, duro para os brasileiros, em que morreu Vargas. A Venezuela, em 1954, estava sob o mando de Marcos Perez Jimenez, o mais corrupto de todos os seus governantes, e que chegara ao poder em um dos tradicionais golpes de estado. Jimenez usou o dinheiro dos royalties do petróleo – como certos comentaristas brasileiros preferiam que Chávez tivesse feito – para financiar o "desenvolvimento" dos empresários associados ao capitalismo internacional e participar, pessoalmente,   de todos os negócios, mediante as propinas conhecidas. Derrubado em 1958, Perez Jimenez fugiu para os Estados Unidos, com 200 milhões de dólares, que seriam hoje mais de dois bilhões. A pedido de Caracas, foi extraditado, julgado e condenado, e passou cinco anos preso. Em liberdade, asilou-se em Madri, sob a proteção direta de Franco, e ali morreu em 2001.

Ao contrário do que dizem seus inimigos, Chávez manteve as instituições democráticas. Ao voltar ao poder, depois do frustrado golpe contra seu mandato, ele poderia ter usado de  repressão violenta contra os responsáveis, mas não o fez. Manteve as instituições e governou de acordo com os marcos democráticos da Constituição de 1999, aprovada por uma assembléia nacional e referendada pelo voto direto dos cidadãos.

"Yo no soy um hombre, soy un pueblo", dissera o colombiano Jorge Eliécer Gaytán, cujo assassinato, provavelmente com a participação da CIA, levantou o povo de Bogotá em 9 de abril de 1948, e serviu de inspiração a Fidel Castro, que se encontrava na cidade. Naqueles dias, a OEA, mais do que hoje submissa a Washington, realizava ali sua assembléia anual.

Chávez, como personalidade invulgar, não terá substitutos. Coube-lhe ensinar o povo a ver com clareza o seu país e os seus direitos, e assim, cumprir o próprio destino. Ele repetiu a retórica de Jorge Eliécer Gaytán, ao dizer – já resignado com a idéia da morte – que ele já não era ele mesmo, mas, sim, o seu povo. E que, em seu povo, ele continuaria a dirigir a "revolução bolivariana". 

Talvez a mais expressiva homenagem a Chávez tenha partido de Sean Penn, o grande astro do cinema norte-americano. "O povo norte-americano perdeu um grande amigo, que nunca soube que tinha", disse o excepcional ator de All the King's Men. Os cineastas Oliver Stone e Michael Moore também manifestaram o mesmo pesar. 

O grande dirigente político não foi exceção na América, mas a expressão, que se renova em cada geração, em homens da mesma estatura, na luta permanente  pela igualdade, liberdade e soberania nacional de nossos povos. E não adianta matá-los, como fizeram a Allende, nem levá-los ao suicídio, como ocorreu a Vargas. O povo, que há neles, é a forja dos novos combatentes.

Em tempo: o Brasil está presente nos funerais com uma numerosa delegação, chefiada pela presidente Dilma Roussef. E não poderia ter sido de outra forma. Em seu tempo, Chávez, mais do que um aliado político e parceiro econômico de nosso país, foi um grande e bom amigo de nossa gente.

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