Fwd: [Novo post] Mauro Santayana: O funeral de uma “mulher perversa”

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Na opinião dos comunistas, a margarida era uma grande aliada desmontando a indústria inglesa que enfraqueceu o país e centenas de milhares de operários tornaram-se simpatizantes dos movimentos do proletariado. Quanta miséria grassou pela Inglaterra e ainda hoje existem bolsões de miséria escondidos pelo interior do país que sobrevivem de esmolas dos movimentos beneficentes, muito à semelhança do que está acontecendo hoje nos EUA onde existem aldeias de barracas de lona, escondidas nos arredores de muitas cidades. 
Era uma lacaia da realeza e dos primos yankees que acobertava a imensa trambicagem de seu filho, um  pilantrão que a mamãe salvou várias vezes de ser condenado. Não pode entrar nos EUA, porque será?
Álvaro, defende a velha senhora doente que morreu, mas esquece a dama de ferro velho enferrujado, foi uma nódoa para o povo inglês.
Marcos Pinto Basto

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br>
Data: 19 de abril de 2013 10:36
Assunto: Re: [Novo post] Mauro Santayana: O funeral de uma "mulher perversa"
Para: marcos ferreira pinto basto <marcospintobasto@superig.com.br>


Isso na sua opinião de comunista, aliás resposta medíocre, genérica, sem explicar por que ela era ruim.
 
Ela salvou a Inglaterra dos estragos do socialismo fabiano e os resultados estão registrados nos relatórios econômicos da época. E a maioria dos ingleses a venera.

Sent: Friday, April 19, 2013 5:24 AM
Subject: Re: [Novo post] Mauro Santayana: O funeral de uma "mulher perversa"

ELA ERA RUIM.


Em 18 de abril de 2013 23:13, Álvaro Pedreira de Cerqueira <alvaropcerqueira@uol.com.br> escreveu:
Mauro Santayana é um velho comunista safado (pleonasmo), só pode ter estas opiniões imbecis, repetidas de comunistas britânicos.

Sent: Thursday, April 18, 2013 11:04 PM
Subject: Fw: [Novo post] Mauro Santayana: O funeral de uma "mulher perversa"

Olha só o que dá ser ruim!
 
Sent: Thursday, April 18, 2013 5:26 PM
Subject: [Novo post] Mauro Santayana: O funeral de uma "mulher perversa"
 
bloglimpinhoecheiroso publicou: " Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social. Mauro Santayana, via Diário do Centro do Mundo "Ela foi uma mulher perversa", disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã-Bretan"
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Mauro Santayana: O funeral de uma "mulher perversa"

by bloglimpinhoecheiroso

Margareth_Thatcher14

"Apodreça no inferno, Maggie Thatcher."

Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social.

Mauro Santayana, via Diário do Centro do Mundo

"Ela foi uma mulher perversa", disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã-Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador.

"Nós estamos gastando £10 milhões na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje."

Os protestos populares da noite do sábado, dia 13, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos de 1980, com Margaret Thatcher), foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha-mãe, quando de sua morte, em 2002.

Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo-saxão.

No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair: "Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados".

Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro.

O consulado tirânico de Thatcher, com suas consequências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.

Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de "Thatcher ladra de leite!" – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de "evitar sua desnutrição".

O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta.

Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava matá-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder.

O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros.

A contrarrevolução mundial de madame Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais.

Em todos os países do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas ideias

Margareth_Thatcher03

Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres, expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas "reformas" de Thatcher: "The bitch is dead" (A cadela morreu). Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo.

Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem-estar social, antes que seja muito tarde.

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