Re: De galinhas e medicina

sexta-feira, 12 de julho de 2013
O fugitivo do hospício nem sabe do que está falando. Aposto que nem imagina quem Janio de Freitas é ou deixa de ser. É o padrão de "pensamento" da direita atual: preconceituosa, ignorante e delirante.


Em 12 de julho de 2013 13:01, Antonio Morales <antonio_morales@uol.com.br> escreveu:

Escravocratas?

 

From: msanchezs@terra.com.br [mailto:msanchezs@terra.com.br]
Sent: sexta-feira, 12 de julho de 2013 09:24
To: Botelho Pinto
Subject: Re: De galinhas e medicina

 

Meus caros amigos,

Digam ao sr Janio de Freitas que ovos e galinhas estão sobrando na política...

 

E SÓ SE APRESENTAM DEFESAS DE LEIS QUE ESCRAVIZEM...

 

Não me voltem com TANTOS argumentos escravocratas. 

 

No dia em que o seu defensor da Senzala sair por aí esclarecendo que a essência dos decretos governantes é a de estabelecer que os médicos serão escravos por dois anos e assim abrir precedente para enfermeiros, engenheiros, mecânicos, farmacêuticos... inchando as burrocracias e justificando mais impostos para "complementar", "melhorar", "remunerar", "equipar", "segurar esses médicos mais alguns anos"... 

 

NESSE DIA O SR JANIO SERÁ DESPEDIDO DO CARGO DE CAPATAZ DA COMUNICAÇÃO....

 

NÓS QUEREMOS DEMOCRACIA PLENA!!! COM CLAREZA EM TUDO! NAS CONTAS E NAS INFORMAÇÕES!

SEM BURROCRACIAS! SEM ALGEMAS QUE IMPEDEM DE IR E VIR! COM RESPEITO AO MÉRITO! E RESPEITO À PROPRIEDADE PRIVADA!

 

E TODOS RETORNAM COM A ENGANAÇÃO DE VOTAR!

E ACEITAR QUE O DONO DA SENZALA E SEUS KAPTAZES CONTINUEM DECIDINDO TUDO!

 

DEPOIS DE FAZER ESSA ENGANAÇÃO SOBRE OS MÉDICOS, TODOS TERÃO QUE ABAIXAR A CABEÇA E IR ONDE 'A LEI PETRALHA" DECIDIR QUE VC FIQUE! 

 

SABEM QUANDO VÃO COMPLEMENTAR COM EQUIPAMENTOS??? NO DIA EM QUE A GALINHA CRIAR DENTES!!! 

 

SABEM QUANTOS DESSES MÉDICOS VÃO DESISTIR DE SER MÉDICOS???

 

CONTEM MAIS UMA EMPULHAÇÃO!!! QUE VOU ACREDITAR COMO SE FOSSE A VERDADE!!! KIÁKIÁKIÁ!!!





On Qui 11/07/13 19:18 , Botelho Pinto eskerdopata@gmail.com sent:

Janio de Freitas

De galinhas e medicina

O que deve ir primeiro para o interior do país, o tão invocado equipamento básico ou o médico?

O ovo ou a galinha.

O ovo já é colega íntimo dos médicos em serviços à vida, no seu papel de receptáculo de contaminações nele injetadas para a produção de vacinas. A galinha tem séculos de contribuição aos pacientes, sob a forma daquela santa canja que reanima muito doente, para maior prestígio da medicina. É natural que se juntem para mais um esforço de contribuição ao mais importante dos saberes humanos.

Faz sentido a ponderação dos contrários à contratação de médicos estrangeiros para o interior, por falta, lá, até dos mais simples recursos para atendimento (a ponderação das associações médicas exala odores de motivação real muito diferente). É diante desse argumento que o ovo e a galinha comparecem com a velha indagação de qual deles veio primeiro. Muito sugestiva no caso atual.

O que deve ir primeiro para o interior, o tão invocado equipamento básico ou o médico? Se for o equipamento, além de ficar inútil, não tem, por si só, poder de atrair quem lhe dê uso proveitoso. Jornais e TV têm noticiado casos exemplares de municípios com instalações à espera de médicos, mesmo com remuneração melhor que a ofertada nas capitais.

O médico que é médico quase sempre tem alguma coisa a fazer para atenuar o sofrimento mesmo sem a instrumentação e o remédio adequados. Vemos isso, com frequência, nos acidentes. Eu mesmo já ansiei, na beira de uma estrada, por um médico que parasse ao menos para me dizer como estancar a hemorragia perigosa.

Se primeiro a chegar, o médico, além do efeito de sua simples chegada, e das imediatas orientações sanitárias que pode proporcionar, tem meios de requerer, reclamar, denunciar e acusar publicamente as responsabilidades pelo descaso com os recursos de que precisa. E pode romper, até com apoio judicial, o contrato não cumprido pelo contratante.

O que não faz sentido é estabelecer a priori que no interior não haverá sequer os recursos minimamente necessários. Isto é sacar sobre o futuro. Especialidade de economistas e jornalistas, não de médicos. Por que não experimentar com mil ou dois mil médicos? Se a experiência com metade deles der certo, ou que seja um terço, um quarto, já se terá aprendido muito, mas, sobretudo, quanto alívio terá sido dado, quantas crianças terão deixado de sofrer, se não de morrer?

E, se a carência impeditiva está no interior, os grandes centros urbanos estão equipados para o atendimento à população, mínimo embora? Há três dias noticiava-se que o Hospital do Andaraí, pronto-socorro e referência em queimados no Rio, estava com as cirurgias suspensas por falta até do material mais simplório, como cateter. A desgraçada periferia de São Paulo inclui serviços médicos com o equipamento necessário? As cenas recentes em TV não foram tomadas no Projac.

Essa discussão não é sobre médicos, hospitais, postos de saúde, equipamentos. É sobre doença, sofrimento, partos, mortes, crianças.

 

Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/118346-de-galinhas-e-medicina.shtml

 




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