Fwd: [sbis_l] Um novo herói para 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Perfeito Luciano. Fico com Timothy John Berners-Lee. A diferença para mim é basica. Jobs e Gates souberam transformar desejos em necessidades (coisa obrigatória no mundo dos negócios: "gastar o dinheiro que não tem comprando coisas que não precisa para impressionar quem não conhece") enquanto Berners-Lee fez o oposto, transformou necessidade em desejo, o que é coisa de gênio (para poucos) que enxerga muito longe. Daqui 100 anos ninguém se lembrará de Gates e Jobs. Será um verbete esquecido na Wikipedia do momento. 

O artigo da Lucia Guimarães é fraquissimo na minha opinião. Salva muito pouco. Há estudos demonstrando que ações do tipo da do Gates perpetuam a miséria e têm efeito contrário ao propagado. Tanto é que um grupo de instituições preocupada com isto e com o valor que eles estavam propondo destinar (que caiu muito com a crise de 2008) lançaram a iniciativa "15 by 2015" cujo objetivo é instigar que 15% das doações fossem para integrar as ações, pois recurso para ações verticais quando aplicados sem uma integração funcionam como um veneno a médio prazo: http://www.15by2015.org/ e   http://www.15by2015.org/wp-content/uploads/2008/01/editorial.pdf

abraços,
Gustavo Gusso


Em 27 de dezembro de 2011 14:17, Luciano Romero Soares de Lima <lucianorsl@sarah.br> escreveu:

Caros Colegas,

 

            Nenhum dos dois citados possui contribuições na área de TI para serem considerados "heróis" de alguma coisa. São ou foram grandes empresários, que souberam vender bem seus produtos, com eficiência de marketing, técnica e comercial de impressionar e de visualizar as invenções que foram surgindo no dia a dia e transformá-las em produtos viáveis. Hoje um deles está no topo. Amanhã outro. Foram devidamente recompensados. Ponto Final.

 

            Se o mundo tem algumas referências de heroísmo moderno em TI, que mudaram o mundo, vejam os citados abaixo, que inventaram e permitiram que suas invenções pudessem ser usadas no desenvolvimento do mundo digital que temos hoje:

 

Timothy John Berners-Lee – WEB – A Internet é hoje o que é porque seu modelo não foi patenteado, senão, sei com ela existiria se o Jobs ou Gates tivessem inserido nos seus modelos negócios.

 

Henry Edward Roberts - computador pessoal, o Altair 8800 – idem, o que teríamos de computação pessoal.

 

John von Neumann – Algoritmos.

 

Dennis Ritchie - Linguagem C, qual o sistema operacional que não foi escrito nessa linguagem.

 

Edgar Codd - Modelo de BD Relacional. Ainda hoje guarda a maioria dos dados reais da humanidade nesse padrão.

 

Luciano Lima.

 

-----Mensagem original-----
De: sbis_l@googlegroups.com [mailto:sbis_l@googlegroups.com] Em nome de Jussara
Enviada em: terça-feira, 27 de dezembro de 2011 12:31
Para: Jussara
Cc: sbis_l@googlegroups.com


Assunto: Re: [sbis_l] Um novo herói para 2012

 

Cortei

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On 27/12/2011, at 12:08, Jussara <jussara.macedo@gmail.com> wrote:

Vou botar mais lenha . Jobs nao posou hipocritamente de benfeitor do mundo. Pessoas que lucram bilhoes ou  trilhoes todo ano e que resolvem expurgar seus pecados dando migalhas de tudo que amealharam (e vão continuar amealhando, por causa dos direitos de propriedade intelectual ou simplesmente bonus ou royalties), desde que com publicidade, para que todos vejam como ele é bonzinho, social e politicamente correto. Tão puritano, tão 

Caras e bocas de humildade  fazem parte da  cena, beware!


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On 27/12/2011, at 11:41, Rosane Gotardo <rosane.gotardo@gmail.com> wrote:

Olá Marcelo!

Vou colocar lenha na fogueira... rssss

Quando li este texto não pude deixar de pensar: não seria consciência pesada do Bill Gates? Aquela velha história do DOS, Tim Paterson, etc, etc, etc...
Ele, na verdade, foi (e é) gênio em vendas e marketing. E também em escolher as pessoas para produzir.

O Jobs foi gênio em criar, produzir e revolucionar! Se temos o Windows, é em decorrência da Apple... o sistema operacional da Apple era visual bem antes do Windows.
Não critico o Windows. Uso diariamente e acho que abriu portas para a disseminação da informática. Mas, não podemos esquecer alguns detalhes históricos.

Sinceramente, acho que, se o Jobs ganhou suas fortuna com a sua inteligência, ele deve fazer o que quiser com ela. E isso para qualquer pessoa. Será mesmo que ele nunca ajudo boninguém? Vamos pensar.... Quantos empregos ele proporcionou? Quantas ideias ele disseminou, que geraram mais ideias novas por outras pessoas, para que elas conseguissem ganhar dinheiro? Quantas pessoas ele inspirou?

Quem sabe a Hungria decidiu eleger ele como herói, para que cada pessoa naquele país se espelhe e use a sua capacidade criativa e produtiva para alavancar o país?

Concordo mais em ensinar, educar, do que simplesmente oferecer caridade. O ser humano precisa desenvolver seu potencial criativo e produtivo e não viver de caridade.
Não me interpretem mal, por favor... não sou de virar a cara perante a miséria alheia, sempre procuro ajudar quando posso. Só que quando vejo um texto desses, não posso deixar de pensar... :)

Um abraço a todos e um 2012 iluminado!!!

Rosane Gotardo


Em 27 de dezembro de 2011 11:02, Marcelo Silva <marcelo.silva@mandic.com.br> escreveu:

Pessoal,

 

Reproduzo aqui um artigo publicado ontem (26/12) pela jornalista Lúcia Guimarães no jornal O Estado de São Paulo. Desculpem-me por ser um tanto off-topic, já que não trata exatamente de Informática em Saúde. Mas trata de informática e de coisas muito mais importantes. Independentemente de concordarmos ou não com seu conteúdo, acho que vale, no mínimo, algumas reflexões.

 

Abraços e um ótimo 2012 a todos!

Marcelo Silva

 

 

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UM NOVO HERÓI PARA 2012

Por Lúcia Guimarães

Reproduzido do Estado de S.Paulo, 26/12/2011

 

A primeira estátua de Steve Jobs foi inaugurada, na quarta-feira passada [21/12], em Budapeste. Dois dias depois, a endividada Hungria teve sua nota de crédito rebaixada para o nível de junk. Em janeiro, entra em vigor uma nova Constituição húngara que oposicionistas e governos de vários países denunciaram como um retrocesso autoritário. Mas Steve Jobs está lá imortalizado, com quase 2 metros, em bronze.

 

A estatura de Jobs como o empresário mais importante e inovador da indústria americana é incontestável e não depende de monumentos. Mas a escolha de herói, na Hungria mergulhada numa crise econômica e renegando valores democráticos, merece uma pausa.

 

O livro mais vendido do ano nos Estados Unidos é a biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson. A notícia da morte do fundador da Apple foi recebida com um luto planetário que beirou a histeria, distante da reação à morte recente do checo Vaclav Havel, um dos mais inspirados líderes políticos do século 20.

 

Escrevo esta coluna num iMac, enquanto carrego a bateria do meu iPhone e, na minha lapela, está pendurado um iPod Nano, que uso em caminhadas. Minha coleção de música de Cartola, Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola está arquivada no meu iTunes. Quando encontro um recalcitrante usuário de PCs, repito como me senti liberada pelo sistema operacional, como é um prazer me despreocupar com vírus, e ainda faço piada sobre fiascos como o Windows Vista.

 

Mas o que é o vírus no meu computador comparado ao parasita que mata 800 mil pessoas de malária, todos os anos? O perfeccionista Steve Jobs teve grande sucesso em proteger seus produtos dos vírus.

 

Já Bill Gates, o fundador da Microsoft, prefere erradicar a malária. E combater a fome. E levar água potável a vilarejos africanos. E aumentar o acesso dos pobres a financiamento. E distribuir bolsas de pesquisa nas áreas de saúde, agricultura e educação. E fazer uma campanha internacional pelo Imposto Robin Hood, uma taxa sobre transações financeiras.

 

Certa vez, na década de 90, passei uns dez minutos sentada numa cadeira oposta à ocupada por Bill Gates. Ele estava num estúdio de TV dando uma entrevista atrás da outra para promover uma nova edição do Windows. Enquanto a gravação não começava, ele olhava para o chão com uma expressão vazia e jamais tomou conhecimento da mulher na sua frente. A cada sinal do diretor no estúdio, Gates adquiria uma súbita animação para vender seu peixe. E logo voltava ao estupor. Saí pensando, este cara não é humano.

 

Lembro que, quando deixou a Microsoft em 2006, Bill Gates ainda era sinônimo do ditador corporativo. Na década anterior, a Microsoft foi processada por prática ilegal de monopólio nos Estados Unidos e pagou à União Europeia uma multa de quase US$ 800 milhões, a maior da história, num processo semelhante. Falar mal de Bill Gates era tão fácil quanto pescar num aquário.

 

Steve Jobs morreu com uma fortuna avaliada em US$ 8 bilhões. Quando o investidor Warren Buffet desafiou bilionários a doar metade de suas fortunas em vida, Bill Gates já estava ocupado distribuindo bilhões através da Bill & Melinda Gates Foundation, num total que hoje já passa de US$ 25 bilhões. Jobs disse não ao desafio de Buffet e amigos seus, ouvidos pelo New York Times, comentaram que, perto de morrer, ele havia concluído que faria melhor em expandir a Apple do que doar para caridade.

 

Steve Jobs introduziu a estética do design como um triunfo do consumo de tecnologia.

 

Bill Gates pede aos ricos para prestar atenção na feiura da miséria e financia tecnologias que trazem uma beleza maior e mais duradoura à vida de milhões de pessoas.

 

Tanto Jobs como Gates fizeram inimigos na escalada para o Olimpo corporativo, uma empreitada para a qual aspirantes à santidade não devem se candidatar.

 

Em 1983, Jobs atraiu John Sculley, então presidente da Pepsi Cola, para ser o CEO da Apple, com a seguinte provocação: "Você quer passar o resto da vida vendendo água açucarada ou quer mudar o mundo?".

 

Bill Gates quer passar o resto da sua vida concentrado em 2,5 bilhões de habitantes do planeta que vivem com menos de US$ 2 por dia, os não consumidores de produtos da Apple. Quem decidiu, de fato, mudar o mundo?

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