Nesta lista cabem todos os tópicos que interessem às pessoas que se reúnem em torno da SBIS e, portanto, seus potenciais associados.
Uma dos conceitos mais importantes que o Programa de Capacitação de Profissionais de Informática em Saúde (o proTICS - lançado durante o PEP 2011) traz é a necessidade de que o Profissional de Informática em Saúde seja conhecedor dos modelos de Saúde e de sua aplicação no nosso País.
Eu creio que Ato Médíco e Estratégia de Saúde da Família sejam temas ESSENCIAIS para esta lista. Isto porque odesejamos que a Informática em Saúde ofereça suporte à gestão e operação desses modelos.
Assim, essa discussão deve ser estimulada. Nào existem verdades absolutas, mas existem boas práticas, experiências positivas e insucessos que podem e DEVEM ser discutidos nesta lista. Na verdade, creio mesmo que a SBIS deva estimular esta discussão, lançando um tema propositalmente polêmico a cada mês ou a cada 15 dias...
Grande abraço,
Lincoln
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On 1/4/2012 4:28 PM, Gustavo Gusso wrote:
Oi Stanley,
O NASF. Nao da para generalizar mas nao sei de um lugar onde vai bem. O conceito de matriciamento tem sido muito deletério para a atenção básica brasileira. O que as pessoas precisam é ter os casos resolvidos como vc coloca. Para exemplificar o que digo não há um só estudo demonstrando o sucesso do NASF. Enfim, muitissimo pouco custo efetivo. Mas acho que não é o tópico desta lista
abçsGustavo Gusso
Em 3 de janeiro de 2012 17:20, Stanley Xavier <profstanleyxavier@gmail.com> escreveu:
Não entendi por que o NASF é um desastre? O trabalho em equipe no atenção básica é voltado para baixa complexidade, 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na assistência de baixa complexidade, outros 20% são problemas de média e alta complexidade que necessitam de um especialista capacitado, equipamentos de diagnóstico e tratamento. Portanto procurar um especialista médico ou procurar atendimento em posto de saúde depende da complexidade do problema de saúde de cada um.
Stanley Xavier
Em terça-feira, 3 de janeiro de 2012, Jussara escreveu:
--O mesmo aconteceu com outra terapias "alternativas", hype ou heterodoxas, como acupuntura,
Ortomolecular, emagrecimento e medicina desportiva, dentre outras, onde médicos e outras profissões disputam a tapa os pacientes e tentam criar seus nichos, através de regulamentação.No caso dos planos de saúde há um motivo que é fundo de pano para muitos profissionais não medicos estar em questions do o ato médico: eles não querem trabalhar em conjunto com medicos em clinicas, querem eles mesmos serem credenciados pelos planos e receberem por uma tabela propria de procedimentos, exatamente o que hoje se condena na prática médica. Ou sejam querem replicar o modelo das especialidades medicas sem porteira, sem fazer parte de uma linha de cuidados, de uma atenção integrada ao paciente.
Todo mundo sabe que o modelo de porta de entrada existe em todos os sistemas nacionais de saúde, onde o medico porteiro, atua em equipe nas clinicas da familia, e é quem gerencia todos seus casos e, a não ser em situações de emergência, quem encaminha os pacientes para quaisquer outros especialistas. É exatamente este modelo que une medicos e não medicos contra os planos de saúde que tentam implantar o modelo de atençāo à saúde hierarquizada e equanime, princípios fundamentais do nosso SUS. Eles alegam que a atenção gerenciada é só para diminuir custos e nåo para uma melhor coordenação da assistência ao paciente e maior equidade no uso dos recursos disponíveis. Como o Gustavo mesmo já varias vezes demonstrou, é, precisamente o modelo da saúde da familia que é o mais efetivo. Mas no Brasil ele é só para quem usa o SUS?Sent from my iComo psiquiatra, esta questäo de papéis e competências dos professionals da equipe multidisciplinar já era motivo de controvérsia nos anos oitenta, por causa do boom da psicanâlise, nos anos setenta, um mercado promissor e bem pago, que atraiu cada vez mais psicologos para a área da clinica. Médicos psiquiatras, que dominavam as sociedades psicanaliticas, alegavam que só medicos, por conta de sua formaçäo, conseguiriam diagnosticar as molestias mentalist e indicar a psicanâlise como tratamento. Mas novas sociedades, principalmenteas de neopsicanalistas, como Lacan, aceitavam até professionals de outras áreas, como engenheiros. Dentro de pouco tempo o mercado de psicanâlise nao pareceu täo lucrativo para os medicos, que junto com os avanços da psicofarmacologia e das neurosciencias retornaram ao campo biologico. Muitos se tornaram neuropsiquiatras, trazendo para suas competências os testes psicológicos, que haviam sido completamente abandonados pelos psicólogos , no seu afä de se tornarem terapeutas. Neste momento foram eles que chiaram e quiseram garantir exclusividade para a profissäo. Ou seja, Gustavo tem razāo, o que move esses movimentos nunca säo realmente as boas práticas ou o paciente, mas o mercado.
Sent from my iPadSobre este tema embora eu tende a concordar com o Marevan não consigo achar nenhuma posição correta. Para mim não tinha que ter lei alguma ou então uma apenas uma que protegesse o paciente e não as profissões. O corporativismo das profissões da saúde é geral. Não salva ninguém. Poucos pensam nos pacientes.
Com relação aos não médicos o que está acontecendo com o NASF é um desastre, ao meu ver. Tensionaram para entrar no SUS de uma forma que jamais aceitariam para seus parentes. E esta hipocrisia é mortal no Brasil. Muitos defendem o trabalho em equipe na atenção primária mas quando ficam doentes procuram o especialista mais famoso (e provavelmente iatrogenico) da cidade.
abraços,Gustavo Gusso
Em 30 de dezembro de 2011 16:47, Leonardo A. F. dos Santos <leonardo.santos@mv.com.br> escreveu:
Típico de país que mantém a visão pequena do colonizador português (maldição até hoje...).
Em uma área essencialmente multidisciplinar, acreditar que algum profissional possa ter o domínio (APENAS ele) do vasto conhecimento da área voltada à saúde, é estapafúrdio e intolerável.
Quais médicos conhecem, em profundidade, temas complexos como Farmacologia (só para citar um exemplo) ?
A imensa maioria memoriza (existem honrosas exceções - conheço duas) termos ou expressões que são transmitidas por propagandistas ou que "aprendem" em congressos, financiados pela poderosa indústria farmacêutica.
Enquanto existirem categorias profissionais que se considerem superiores às demais, notadamente na área assistencial, continuaremos a ter um GRANDE perdedor nesta discussão: o paciente.
Abs,
Leonardo Santos
---------- Original Message -----------
From: "Dr. Marivan Santiago Abrahao" <marivan@mac.com>
To: sbis_l@googlegroups.com
Sent: Fri, 30 Dec 2011 16:00:05 -0200
Subject: [sbis_l] Não ao Ato Médico !!!
> Pessoal,
>
> A colocação da Jussara é clara, formal e descritiva sobre o Ato Médico, sem entrar no seu mérito. Talvez esta lista não seja adequada para esta discussão, mas gostaria de dar uma opinião pessoal sobre o ato médico, pois afeta tanto o médico na sua prática médica diária quanto no desenvolvimento de sistemas de prontuário eletrônico.
>
> Este Ato Médico, que é ainda um Projeto de Lei (no. 7.703/06), é uma aberração que reflete uma visão facista, prepotente e arrogante sobre a regulamentação do exercÃcio da Medicina no paÃs.
>
> Claramente foca uma reserva de mercado, sem considerar a qualidade da assistência médica ao paciente.
>
> Por incrÃvel que pareça, o exercÃcio da medicina n
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