Re: Re[2]: [sbis_l] Prontuário eletrônico com suporte ao iPhone

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Pessoal,

Todos os países mais avançados na utilização de PEP/RES criaram suas normas, regulamentos e certificações.

É papel da SBIS apontar as "melhores práticas" na área de TI em Saúde e é obrigação do CFM regular a prática médica em nosso País. Com isso, nada mais adequado e natural que essas duas entidades venham colaborando nos últimos anos para a construção de um processo de certificação.

Tenho a convicção que a Certificação SBIS-CFM tem colaborado MUITO na melhoria da qualidade dos sistemas de informação em saúde no Brasil, bem como na segurança das informações dos pacientes. 

Mantendo a nossa linha de transparência e profissionalismo, está em consulta pública o novo manual da certificação desde o final do ano passado. Para aqueles que possuem comentários e sugestões, solicito que acessem o site da SBIS e participem desse momento.

Quanto ao uso de Certificação Digital, as definições não são nem da SBIS nem do CFM. É o ITI, através da ICP-Brasil, quem define as regras para certificação digital e foi a MP 2.200 que definiu que um documento eletrônico no Brasil só tem validade jurídica se for assinado por um certificado digital padrão ICP-Brasil. Neste caso, o nosso manual de certificação apenas seguiu a lei brasileira.

Por outro lado, gostaria de deixar uma reflexão para o grupo, quem vem primeiro: a inovação ou a regulamentação?

Claudio Giulliano
SBIS

Sent from my tablet

On 25/01/2012, at 17:32, "Rosane Gotardo" <rosane@systemaonline.com.br> wrote:

 

Olá!
Excelente discussão!
Seria interessante transferi-la para a lista do Google, o que acham? Estou copiando para aquela lista... não sei se aceita assim
 
Um abraço,
 
Rosane Gotardo
 
Sent: Wednesday, January 25, 2012 5:02 PM
Subject: Re[2]: [sbis_l] Prontuário eletrônico com suporte ao iPhone
 
 

Olah a todos,

Eu nao sou engenheiro, mas se os 300 passageiros resolvem ligar todos os seus celulares, confinados num espaco pequeno q funciona como uma gaiola de Faraday, imagino que foi testado e que pode trazer algum dano a algum sistema de navegacao etc. Sim, celular traz dano ao cerebro.

Todo medico eh tb paciente e vai morrer um dia, assim como todo piloto eh um passageiro qdo ele estah dentro do aviao; e eu imagino que o meu medico aumenta sua eficiencia de analise clinica se ele tem acesso a um maior numero de elementos possivel sobre mim; eu imagino que a informatica ajuda meu medico, portanto a informatica eh minha amiga. Se as normas sao impeditivas para o meu medico ter acesso as informacoes sobre mim, eu pediria ao meu medico, no qual eu confio, que use todas as maneiras seguras o suficiente dentro do seu julgamento para me diagnonsticar e me tratar, ou seja, o mais rapido possivel e da melhor maneira possivel.

Se o proprio judiciario funciona informatizado ha anos (antes de a SBIS/CFM ter finalizado as normas) = o presidente da FAA usa normas de seguranca no seu aviao particular para levar sua familia pescar menos "seguras" do que ele quer que o mundo inteiro use na frota mundial? Nao entendo. Na analogia, se o presidente da FAA eh o judiciario, nao entendo pq a ANAC, no Brasil, imporia aqui normas mais restritas e severas que as internacionais (FAA).

 

Nevair


 


-----Message reçu-----
De: "Lincoln A Moura Jr" <lincoln.moura@zilics.com.br>
À: sbis_l@yahoogrupos.com.br
Date: 25/01/2012 13:07
Objet: Re: [sbis_l] Prontuário eletrônico com suporte ao iPhone

 
 

É por isso que eu gosto de comparar Saúde com Aviação Civil....

Será mesmo que ligar o celular dentro do avião é perigoso?

Será que não dá para relaxar (mais) regulação da FAA e da ANAC  para que os voos fiquem mais baratos e mais gente possa voar?

Será que se o médico corresse o risco de morrer com seus erros (como o piloto) ele estaria mais atento às boas práticas e às evidências?

Como vocês veem, não são respostas; são apenas perguntas :-)

Espero ter contribuído para o diálogo!

Abs,

Lincoln
___

On 1/25/2012 3:38 PM, Miranda wrote:

 

Caro Sergio, caro Luiz Roberto e caro Cláudio,

Acho que minha experiência pode ajudar aos colegas.
Não tenho a intenção de fazer uma análise técnica porque não tenho
competência para tanto, porém, tentei ler a documentação
disponibilizada pelo CFM/SBIS para compreender o que eu deveria fazer
no meu consultório e constatei que, de fato, seria muito complexo para
uma empresa fabricante de programas para consultórios atender a todos
os requisitos do CFM/SBIS (eles são os mesmos que para os hospitais!)

Conversei com algumas empresas fabricantes e sobre utilizar um sistema
"certificado" no meu iPad, hoje eu utilizo apenas ele para armazenar
meus prontuários. Me disseram ser impossível, e dentro do meu
conhecimento, realmente pude constatar que é: O iPad não utiliza
certificados digitais (usados para assinatura) e além disso o iPad
pode ser uma maravilha tecnológica, mas não conta com um gerenciador
de bancos de dados SQL, que é mais um requisito da SBIS/CFM.

Fiquei pensando se sempre teremos que esperar a SBIS e o CFM
homologarem as novas tecnologias para podermos andar "dentro da lei".
Como ficam os novos lançamentos?

Utilizo também um software importado onde armazeno imagens de exames
de meus pacientes e faço anotações e estudos. Questionei a empresa
americana se havia chance de eles atenderem ao CFM/SBIS. Depois que
traduzi para eles algumas características a resposta foi: "NOT A
CHANCE". Me disseram que eu deveria procurar um programa brasileiro
que atendesse. Aí foi minha vez: "NOT A CHANCE".

Eles me disseram ser impensável uma obrigatoriedade destas. Nos EUA o
login nos sistemas com usuário e senha são suficientes para "assinar"
o prontuário e que os prontuários eletrônicos não precisam assinatura
para serem considerados válidos perante um juiz. Lá, e consultei
colegas, aqui também, compete ao juiz dizer o que é ou não é uma prova
válida.

Resolvi o seguinte: Uso meu iPad para os meus prontuários, disso não
abro mão, ele tem senha de entrada e o software que uso (Nimble) tem
senha, posso comandar a distância a deleção de todos os meus dados se
precisar. Copio a mão as informações importantes e guardo no meu
arquivo físico- para cumprir a formalidade.... Neste ponto o CFM me
fez andar para trás- embora eu compreenda suas boas intenções- só acho
que estão meio "over".

O software americano, que uso no PC, vou continuar utilizando.
Minha secretária vai continuar utilizando o Outlook para marcar minhas
consultas. E quando preciso utilizo o WORD para prescrever. Lendo a
tal documentação cheguei a pensar que nem isso eu poderia fazer!

Eu só não compreendo o seguinte: para quê tanta exigência para se
utilizar a informática e nenhuma exigência para o colega que tem seus
arquivos de papel armazenados em caixotes na sala de espera?! Porque
temos que ser penalizados por utilizar informática?

Quem vai aguentar pagar o preço dos programas quando eles tiverem que
atender a centenas de exigências do CFM?

Por fim fico me perguntando sobre se vale a pena o CFM
responsabilizar-se por projetar detalhes técnicos de como os programas
devem ser. Se isso causar problemas para os médicos ou pacientes, por
falhas ou erros técnicos ou legais o Conselho poderá ser acionado?
Quem tem responsabilidade por estas especificações técnicas o CFM ou a
SBIS que é uma entidade privada?

Creio que o bom senso deve encontrar um meio termo. Principalmente em
informática deve haver lugar para a evolução constante dos sistemas...
Se eu não posso usar meu iPad e você não pode utilizar o seu iPhone já
estamos atrasados! Nos EUA têm sido os dispositivos mais utilizados
pelos médicos.

Espero ter contribuido para o debate.

Tomara que tudo caminhe sem criar problemas para os colegas. Já temos
desafios demais!

Abraços a todos.

Miranda

On 1/21/12, sergiovogel <mailto:promosaude%40gmail.com> wrote:
> Olá a todos,
>
> Gostaria de opiniões sobre registro eletrônico de saúde certificado ou não
> para clinica de pequeno porte com atendimentos domiciliares e suporte para
> iPhone.
>
> Agradeço a atenção e experiência dos colegas
>
> Sergio Vogel
>
>

 

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